domingo, março 26, 2006

SOM A Chave para acabar com guerra e a poluição


SOM – A CHAVE PARA ACABARCOM A GUERRA E A POLUIÇÃO?

Por Christan HummelCHBABA@aol.com
Ele está sempre em torno de nós, não importa o que façamos, nem para onde vamos. Som. As vibrações das moléculas que geram efeitos em nossos ouvidos, a que chamamos de som. Mas, e se o som for mais fundo do que isso? E o aspecto do som que vai além do que conseguimos ouvir? Conforme o antigo koan budista pergunta: "Se uma árvore cai na floresta e ninguém está lá para ouvir, ela produz um som?" E aquele aspecto do som que existe à parte de nossa capacidade de ouvir? O som é a substância primordial, da qual é feita toda nossa realidade, e da qual nosso universo se originou. Quer se consulte os Vedas sânscritos ou a Bíblia, é sempre o som que é considerado o coração de toda existência. "No início foi o Verbo", e só depois foi proclamado "Faça-se a Luz" O som precedeu a tudo o que vemos. Tão poderoso e que em tudo penetra, e no entanto prestamos muito pouca atenção a ele, e muitas vezes o confundimos com barulho.
Existe uma conexão íntima entre som e luz, tal como chamas gêmeas uma da outra, onde existe uma, a outra existe também. O som é o tecido subjacente da vibração e é o que cria os padrões de luz que vemos em torno de nós. Na pesquisa Cymatics do Dr. Hans Jenny, ele apresenta em um vídeo os diferentes padrões formados quando freqüências de luz variadas são introduzidas em um prato com cristais de areia. Stan Tenen, da Fundação Meru, demonstra outra correlação entre som e forma, observando as letras do alfabeto hebreu, cujas formas correspondem à forma de sua onda sonora quando os sons das mesmas letras são analisados. Em outro experimento, monges tibetanos foram gravados cantando o OM. Isso foi depois tocado através de um prato ressonante, com cristais em cima. Em poucos segundos, a areia começou a vibrar, e formou um padrão chamado de Sri Yantra, que é considerado na crença hindu, como o padrão da Criação do universo.
Isso significa que para cada som existe uma forma ou padrão correspondente, que pode ser visto.
Penetrar nas vibrações do som sob esses padrões é uma chave para dar forma ao nosso mundo exterior. Uma vez feito isso, poderemos formar de novo o mundo, a partir de dentro. Um poderoso exemplo disso é a ressonância, a força que faz com que pontes caiam quando os exércitos caminham em conjunto por elas, ou que faz com que uma taça se quebre quando um cantor atinge determinada nota, ou que faz com que os pêndulos de todos os relógios de uma sala balancem em conjunto. Quando as vibrações de som vibram em ressonância, somos capazes de transformar o mundo em torno de nós.
Isso é exatamente o que tanto os cientistas quanto os metafísicos estão pesquisando atualmente. Descobrindo o poder oculto do som, e principalmente da ressonância, para transformar o mundo em torno de nós. Em um estudo recente, a Força Aérea aplicou um padrão de som específico a um de dois tubos de teste contendo dióxido de nitrogênio, um poluente encontrado na atmosfera. Nada foi feito ao outro tubo. Quando o som foi aplicado ao primeiro tubo, ele instantaneamente mudou sua composição química, enquanto o segundo tubo permaneceu exatamente igual. (1)
As aplicações desse princípio estão sendo usadas em esforços para a diminuição da poluição no mundo inteiro, com enormes resultados. Usando uma unidade de transmissão, de metal, chamada harmonizador (um objeto geométrico feito de cobre torcido, que atua como uma antena), uma freqüência de som é aplicada e transmitida pelo ambiente circundante, fazendo com que as moléculas dancem em uma batida diferente, por assim dizer, e se realinhem em elementos não poluidores. (2) Esses experimentos foram conduzidos em operações em pequena escala no mundo inteiro, patrocinadas por pequenos grupos de indivíduos, com resultados surpreendentes, como a queda de 40% nos níveis de poluição dentro de um mês desde o início do programa. (3)
Em minha pesquisa sobre o assunto, descobri que usar o som dessa maneira estava muito longe de ser uma descoberta. Na Índia antiga, os sacerdotes brâmanes costumavam realizar um ritual chamado Agni-hotra, uma cerimônia com fogo, que envolvia o uso de um pote geométrico de cobre, em forma de pirâmide, de dimensões muito precisas, o fogo sagrado, e o canto de certos mantras, exatamente ao nascer e ao pôr do sol. Foi cientificamente documentado que esse processo diminui os vírus e as bactérias patogênicas, e os níveis de poluição, em uma área de duas milhas a partir do local onde a cerimônia está sendo realizada. (4)
Os efeitos do som podem ser vistos nos domínios esotéricos também. Os golfinhos usam o som para curar, e nós também. Em seu livro Healing Sounds, Jonathan Goldman discute como a entonação [toning] (uma técnica que utiliza um som esculpido), pode mudar a energia parada de nossa aura, permitindo que nossa própria energia natural flua mais livremente. (5) em um caso, uma mulher com mal de Parkinson, ficou completamente sem sintomas um dia depois de ouvir certos padrões de som, que eram uma combinação da ressonância da Câmara dos Reis, no Egito, e da molécula do hidrogênio. (6) em outro caso, um homem saiu de um coma depois de algumas horas ouvindo uma gravação de sinais de áudio que tentavam reproduzir o padrão de criação do universo. (7) As histórias são numerosas, e cada uma mais surpreendente do que a outra.
Durante uma experiência há um ano atrás, percebi pessoalmente a capacidade do som para curar quando fui visitado por um grupo de golfinhos que vieram para mim nos planos interiores e começaram a mostrar-me como entonar no corpo de alguém para ajudar a aliviar a dor. Quando me orientaram a fazer certos sons no corpo dessa pessoa, ela pôde sentir a dor sendo aliviada enquanto o som penetrava nela. Outro grupo interdimensional de seres, chamados os Hathors, ao qual eram dedicados templos em Dendara, no Egito, também empregava o som como meio de cura e de comunicação. Eles estiveram trabalhando também com a Terra, para ajudá-la em sua transição para outro nível dimensional de consciência, primariamente através do uso do som. (8)
Temos sido orientados, durante o ano passado, trabalhando com a cooperação dos Hathors, a usar o som para modificar padrões distorcidos de energia que existem na Terra e que são conhecidos como zonas de estresse geopático. (9) Esses padrões de energia são resultado de emoções não resolvidas da humanidade, guerras, conflitos, ou desrespeito para com espaços sagrados. Temos descoberto que, trabalhando com Espíritos da Natureza, ou devas, da área, e proporcionando-lhes vibrações de sons, eles são capazes de usar essas freqüências para curar as distorções da Terra naquelas áreas. É interessante observar também quantos grupos indígenas utilizaram alguma forma de som com propósitos sagrados e cerimoniais. Os povos aborígines tocam o digereedo (instrumento musical) ao longo das linhas de Canção da Terra. Numerosas tribos de nativos americanos usam cantos cerimoniais, tambores e música, para criar vibrações medicinais oferecidas para mudar os padrões distorcidos mantidos dentro da Terra.
Testemunhamos pessoalmente numerosos acontecimentos que vão do simplesmente surpreendentes até aos milagrosos, quando esses padrões distorcidos são mudados. Em um caso, em Cape Town, na África do Sul, vimos a poluição de uma área chamada Cape Flats desaparecer em questão de 30 minutos depois de uma cerimônia usando pouco mais do que vibrações de som, transmitidas por um instrumento chamado harmonizador. Uma estação de rádio em Cape Town começou a usar esse harmonizador e uma gravação de áudio com a forma da onda da molécula da água. Eles tocaram isso em níveis inaudíveis, em sua estação de rádio, transmitindo de sua torre, e dentro de uma semana registraram um aumento sem precedentes de 47% em sua audiência.
O interessante é que, durante o mês em que um grupo de nove indivíduos começou a tocar esse padrão de som através desses harmonizadores em Cape Town, numerosas baleias começaram a aparecer em toda a área, um mês antes do que normalmente elas começavam a surgir.
Em São Paulo, apenas um dia depois de usar as vibrações de som em cooperação com as forças dévicas para normalizar os padrões geopáticos, a poluição diminuiu tanto que foi notícia de primeira página nos jornais. Mesmo o trânsito, que é um grande problema, em uma cidade de 20 milhões de habitantes, havia melhorado tanto que as pessoas comentavam sobre isso, uma semana depois. Além disso, a economia brasileira deu uma virada inesperada e apresentou uma importante recuperação, alguns dias depois da sessão de remoção (limpeza) geopática. Por "coincidência" a área da qual o estresse geopático foi removido, era o centro financeiro da cidade.
Em Vancouver, Los Angeles, Auckland e Denver, quando esses padrões de som foram aplicados aos padrões vibracionais distorcidos da área usando os harmonizadores, a taxa de criminalidade dessas cidades caiu de 30% a 50% , depois de alguns meses. (10) Em uma escala global, o menestrel cantor James Twyman viaja pelo mundo promovendo concertos de paz em áreas conflagradas. Utilizando o poder da própria voz para produzir padrões vibracionais harmônicos, e combinando-os com orações pela paz feitas pelos auditórios, ele tem visto a paz restaurada como que por milagre, nas regiões nas quais os concertos têm sido realizados. (11)
Seria isso tão simples? Parece que sim. Esse poder do som, oculto e sub-utilizado, está mudando o curso dos acontecimentos em nosso planeta.
Om Namah Shivaya
Notas de rodapé
(1) A gravação usada chama-se Swept Clear e é uma forma de onda de áudio de uma nuvem de chuva.
(2) Ver o site http://www.earthtransitions.com
(3) Houve de 30 a 40 por cento de redução de monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e ozônio, em Denver, Caracas, Cidade do México, Los Angeles, San Diego e Phoenix.
(4) Para mais informações sobre o Agni-hotra/, ver: http.//www.summit.net/home/Agnihotra/
(5) Tom Kenyons, de Acoustic Brain Research demonstra como o som afeta os padrões de ondas cerebrais e o sistema imunológico.
(6) O CD usado chama-se Living Light/Living Waters, de Rodrigo Navarro
(7) A gravação usada chama-se Creation Wave
(8) Para saber mais sobre as conexões entre os Hathors e o Egito, ver: www.floweroflife.com
(9) Ver http://www.earthtransitions.com para maiores informações sobre as zonas de estresse geopático e seus efeitos.
(10) A taxa de criminalidade de Vancouver caiu 30% em dois meses, a de Denver, 51%, a de Los Angeles, 40% em três meses, e a de Auckland, 50%.
(11) Ver Emissary of Light, de James Twyman.
Christan Hummel tem viajado internacionalmente para ajudar as pessoas a estabelecer grupos de trabalho para a diminuição das taxas de poluição em suas comunidades locais, e dá oficinas em todo o mundo ensinando as pessoas a se comunicar e a trabalhar em harmonia para curar (melhorar) a Terra.
Para maiores informações pode-se comunicar com (760) 722-5555 ou então pelo website http://www.earthtransitions.com

Simbolos de Cura Quântica

Símbolos de Cura Quântica

Rodrigo Romo
Esse símbolo ajudará na captação de energia quântica de cura das esferas superiores ligadas aos Mestres da Confederação Intergaláctica, fazendo parte dos mais de 75 simbolos de cura e proteção dessa nova linha terapeutica de Cura, que tenho canalizado dos Mestres, onde estão contidos os conhecimentos plenos do Reiki, Cura Pranica, Ticum e muitas outras linhas terapeuticas, orientadas a cura e cirurgias, para remoção de chips e obsessores.
ELE É UM CAPTADOR DE ENERGIA PARA CURA
Foi canalizado pela minha irmã espiritual Carina, que é uma guardiã dos segredos e desenvolve técnicas de cura em sintonia com os Mestres da Luz, por ser uma Mestra em Cura Quântica Estelar.

Outro símbolo para energização dos Chacras, quando estiverem desenvolvendo curas ou mesmo alinhando os Chacras, o Meltrix é um simbolo que foi passado para nossa Mestra Carina e ajuda na recomposição molécular dos Chacras onde ele é projetado.
Indicado para terapeutas que já são iniciados pelos seus mentores espirituais de cura, nas altas esferas dos Templos Etéricos, também faz parte das novas técnicas.
Para saberem mais sobre estes e os outros símbolos de cura, desobseção, exorcismo e remoção de chips, contatem por E-Mail nosso site e deixem suas perguntas, que oportunamente serão respondidas. O uso desses símbolos sem uma iniciação devida, pelos Mestres em Cura Quântica, não surtem o mesmo efeito, pois eles devem estar inseridos no corpo energético e Mental Superior para que possam ser conectados com a energia Crística de seus Mentores Espirituais e o Plano Material.
jomacaso@yahoo.com.br

Ufologia, Psicologia e Espiritismo

Ufologia, Psicologia e Espiritismo

Eliseu F. da Mota Júnior

Como esta questão tem tomado o tempo e a atenção de muitos estudiosos, sobretudo em decorrência das constantes notícias sobre seres extraterrestres e seus misteriosos discos voadores, resolvemos fazer uma pequena comparação da ufologia com a explicação psicológica para esse fenômeno e com o princípio espírita básico que afirma a pluralidade dos mundos habitados. Vejamos o resultado da pesquisa.
Ufologia - As iniciais U. F. O. em inglês resumem Unidentified Flying Object, que em português significa OVNI - Objeto Voador Não Identificado, sendo certo que o estudo desses objetos e seus enigmáticos ocupantes passou a ser conhecido como Ufologia.1 Note-se que algo para ser considerado como OVNI deve ser um objeto, que tem de ser voador, e, mais do que objeto voador, não pode ser identificado com qualquer coisa conhecida na Terra, porquanto se faltar-lhe uma ou mais dessas características ele poderá ser tudo, menos um objeto voador não identificado.
Por outro lado, os ufólogos referem-se a três espécies de fenômenos, a saber: a) os avistamentos, que ocorrem quando um ou vários indivíduos apenas avistam um OVNI; b) os contatos, que podem ser mentais, verbais ou físicos com os tripulantes do objeto, e, finalmente, c) as abduções, que são seqüestros cometidos por seres extraterrestres, os quais podem constranger as pessoas a uma simples visita ao interior de suas naves, ou a viagens a locais desconhecidos, ou até mesmo a se submeterem a exames médicos e cirurgias para instalação de monitores nos seus corpos.
Existem incontáveis referências históricas de avistamentos, contatos e abduções ocorridos ao longo dos tempos, além de sinais deixados na Terra- por seres extraterrestres e seus misteriosos aparelhos, que forneceram farto material para livros, filmes, registros, documentários, depoimentos, versões e, naturalmente, para muitas lendas e fraudes.
Entretanto, foi apenas em meados de 1947, quando o piloto Kenneth Arnold, de Boise, Idaho, nos Estados Unidos, avistou nove objetos brilhantes, em forma de pires, voando a 3 mil metros de altura a uma "velocidade incrível", que realmente teve início aquilo que poderíamos chamar de urologia moderna. Desde então é raro o mês em que a imprensa mundial não anuncia um avistamento, um contato ou uma abdução inclusive no Brasil, onde o episódio mais importante teria ocorrido em 1996 na cidade mineira de Varginha, quando seres espaciais teriam sido capturados por militares e cujo destino atual é ignorado.
No caso específico da abdução, o jornalista Luis Pellegrini lembra que o folclorista americano Eddie Bullard alinhou uma seqüência de oito episódios para o seqüestro típico, a saber: " 1) o seqüestrado é capturado por meio de recursos de tipo mágico; 2) ele é submetido a um exame médico do qual fazem parte manipulações físicas e mentais aterrorizantes; 3) ele recebe do comandante da nave cósmica uma comunicação, na qual o chefe lhe explica os objetivos da sua viagem intersideral; 4) ele é convidado a visitar o disco voador, e particularmente a sala das máquinas e o painel de comando; 5) ele efetua uma 'viagem dentro da viagem': visita um outro mundo, em geral um planeta distante, mas também, em alguns casos, uma caverna ou um labirinto misteriosos; 6) ele testemunha uma 'aparição', muitas vezes sem que seus raptores percebam isso; 7) Os extraterrestres o liberam na natureza, ou o reconduzem ao carro ou à residência onde o capturaram; 8) o seqüestrado, uma vez sobre a terra, sofre diversas repercussões, tanto mentais quanto existenciais e fisiológicas, do seu périplo cósmico; pode cair doente, descobre marcas no seu corpo, descobre que pode curar seus semelhantes ou ler seus,. pensamentos; constata-se também, com freqüência, uma reformulação paramística da sua personalidade." Diz ainda Pellegrini que, "quanto à atividade central dos cirurgiões cósmicos, as experiências e o recolhimento de amostras de material orgânico em cobaias humanas, ela também constitui uma história-padrão que foi descrita - construída pelo estudioso americano David Jacobs. Depois de conduzir a cobaia a bordo da nave, os extraterrestres a preparam para a experiência; primeiro a submetem a um exame externo, depois a exames internos que requerem uma tecnologia sofisticada. Em seguida, passam a estudar suas funções gerais, sua neurofisiologia, e concluem com manipulações mentais. Os experimentadores introduzem implantes nos corpos de suas cobaias, que permitem agir sobre o psiquismo dos seqüestrados e rastrear permanentemente os seus pensamentos." Bertrand Méheust, professor de filosofia francês e também citado por Luis Pellegrini, mostrou grande interesse "pelo exame dos muitos relatos de rapto (abdução) de pessoas por tripulantes de discos voadores. Ele observa que, desde o início do século, muitos autores de ficção científica ocuparam-se do tema dos raptos extraterrestres. A partir do testemunho bombástico de Betty e Barney Hill, casal norte-americano que declarou ter sido raptado por um disco voador em 1961, uma verdadeira onda de relatos semelhantes passaram a ocorrer. Hoje, testemunhos desses seqüestros contam-se aos milhares.
"Méheust observa que os relatos das décadas de 60 e 70 eram bem diferenciados e denotavam grande pujança de imaginação criativa por parte de seus autores. Mas, a partir do início dos anos 80, esses relatos se organizam, tomam-se mais precisos, e se conformam cada vez mais a modelos bem definidos. Isso se deve, segundo o estudioso, à melhor organização daquilo que ele chama de 'meio associado' (trabalho dos pesquisadores ufólogos, edição de revistas e livros especializados, divulgação de massa através da mídia).
'Todos esses promotores de modelos padrões de seqüestros colaboram para a organização e o desdobramento da nova mitologia. Investigadores e ao mesmo tempo teóricos do assunto, eles atuam sobre os alegados seqüestradores que hipnotizam; selecionam, dos depoimentos que obtêm dos hipnotizados, as informações que confirmam os seus pressupostos; e contribuem dessa forma, sem que o percebam, para criar e promover a ordem que eles acreditam descobrir.' Atribuindo o fenômeno ao imaginário, Méheust diz que dele 'devesse conservar dois traços fundamentais. O primeiro é o caráter estereotipado dos procedimentos adotados pelos visitantes cósmicos. O segundo traço concentre ao sentido que se depreende desses estranhos relatos.
Com freqüência, durante os raptos, os seqüestradores revelam suas intenções. Elas variam quanto aos detalhes, mas giram ao redor de um tema lancinante: o esgotamento da vida.
Sua vitalidade está em baixa, não conseguem mais se reproduzir o seu sol vai morrer, e eles vêm até nós para absorver nossas emoções, para recolher material orgânico e genético, tanto dos humanos quanto dos animais.
Eles necessitam, de algum modo, apoiar-se à vida humana para não desaparecer."2 Seja realidade ou mero produto da imaginação, nenhuma pessoa medianamente informada pode ignorar o enorme volume de informações sobre discos voadores e seus misteriosos tripulantes. O fenômeno ufológico tem sido objeto de abordagens muito divcrsificada3, não escapando nem mesmo a teoria psicológica, que veremos em seguida.
Explicações psicológicas - No excelente trabalho já referido, de autoria de Luis Pellegrini, notório conhecedor da matéria que ora na ocupar tempo, lemos que, diante "desse quadro de quase totais incertezas que caracteriza o mundo dos discos voadores, formou-se também uma outra corrente, pouco ou nada preocupada com a realidade objetiva do fenômeno ufológico, e sim interessada no aspecto subjetivo da questão. Ou seja, pessoas que se preocupam em saber o que os UFOS significam para nós, humanos do atual momento histórico, e qual a importância psicológica individual e coletiva que esse mistério representa.
Um dos grandes precursores dessa abordagem foi o psicólogo Carl Gustav Jung. Embora declaradamente cético a respeito dos UFOS, Jung não conseguiu ficar isento ao seu fascínio. Ele logo percebeu que muitos, em todo o mundo, acreditavam em discos voadores e, mais que isso, desejavam que eles fossem reais. Essa constatação foi o ponto de partida de um importante livro de sua autoria, Discos voadores, um mito moderno de coisas vistas no céu. Focalizado não na realidade ou irrealidade objetivas dos UFOS, mas no seu aspecto psíquico, Jung os entendia como 'boatos visionários', como um mito em formação, o centro de um culto quase religioso, como portadores de fantasias tecnológicas e redentoras, como projeções de conteúdos da psique inconsciente, como símbolos do Self ou da totalidade psíquica." Em seguida, Pellegrini afirma que no referido livro Jung "desenvolve uma análise psicológica do fenômeno dos discos voadores e analisa a dimensão simbólica desses 'signos do céu'. Para ele, numa civilização de alta tecnologia, o espaço celeste tornou-se objeto de novas expectativas.
A embriaguez suscitada pela conquista espacial pode exaltar a imaginação até u puniu em que ela considera as viagens interplanetárias como uma realização possível. Mas o desejo atribuído aos extraterrestres de nos visitar já se encaixara no quadro de uma conjectura mitológica derivada de uma projeção do inconsciente. Um mito vivo se constituiu, segundo Jung, a partir de uma situação de aflição psicológica, e é essa aflição que lhe serve de substância nutritiva. O mundo moderno faz pesar sobre os espíritos uma angústia coletiva que _ se projeta em direção aos céus sob a forma de corpos circulares luminosos. A partir daí, a análise junguiana reconhece nessas aparições uma analogia com o símbolo ancestral e universal da totalidade psíquica: a mandala, motivo budista e hinduísta do círculo mágico. Este arquétipo, saído do inconsciente coletivo, é dotado de um significado numinoso: ele se traduz a aspiração a uma plenitude e a um desabrochamento total das nossas possibilidades. Como diz Jung, a linguagem do inconsciente segue 'uma trama instintiva e arcaica que, devido a seu caráter mítico, não pode mais ser discernida e reconhecida pela razão.' Assim, os discos voadores representaram, sob uma forma adaptada ao imaginário moderno, conteúdos latentes do psiquismo. Não integrados pelo consciente e carregados de afetividade, esses conteúdos aparecem como fatos dotados de uma realidade física: 'a mandala e sua totalidade redonda torna-se um engenho interplanetário, pilotado por seres inteligentes.' interessante observar que as abduções (seqüestros) configuram, tanto para a psicologia como para a antropologia, o fenômeno ufológico fundamental, porquanto tais disciplinas jamais tiveram o ensejo de acompanhar o desenvolvimento de uma mitologia.
Um aspecto dessa problemática que tem causado perplexidade entre os psicólogos é o fato incontestável de que a maio1-ia absoluta dos abduzidos (seqüestrados) não possuem características próprias da psicopatologia e são pessoas honestas, dando verossimilhança aos relatos dos seqüestros de que foram vítimas".
Pellegrini termina sua matéria dizendo que estudiosos como Méheust concluem que "os relatos dos seqüestrados encenam, como para a conjurar, a deterioração das relações humanas. O extraterrestre dos discos voadores é o inquietante homem do amanhã, tal como tememos que ele se torne: um monstro de frieza, de indiferença, robotizado, efetuando com método imperturbável as tarefas para as quais foi programado." Será isto mesmo? Ou esses enigmáticos seres extraterrestres e suas naves cósmicas seriam a prova evidente de que não estamos a sós no Universo, de que de fato existe vida inteligente fora da Terra?
Vamos analisar o tema à luz do Espiritismo.
Pluralidade dos mundos habitados - Este é um dos princípios básicos da Doutrina Espírita 3, de acordo com o qual nada confere à Terra o privilégio de ser a única residência de seres racionais e inteligentes, porque é um pequeno globo quase imperceptível na imensidão do Universo.
Com efeito, o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se têm por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino globo o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade!
Julgam que Deus criou o Universo só para eles !
Na realidade, Deus sabiamente povoou de seres vivos a pluralidade dos mundos, concorrendo todos eles para o objetivo final da Providência.
Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há de ele ter dado uma destinação mais será do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes.
Resta saber as condições gerais dos habitantes desses mundos. Será que eles têm as mesmas características do homem terreno? Existirão homens e mulheres com corpos semelhantes aos nossos? Pelo que nos foi dado saber, eles são seres apropriados à constituição física de cada globo; entre os habitantes desses orbes uns são mais, outros menos adiantados do que nós, do ponto de vista intelectual, moral e mesmo físico. Ademais, sabemos que é possível entrar em relação com eles e obter esclarecimentos sobre seu estado; sabemos ainda que não só todos os globos são habitados por seres corpóreos, mas que o espaço é povoado por seres inteligentes, invisíveis para nós, por causa do véu material lançado sobre nossa alma e que revelam sua existência por meios ocultos ou patentes.
Estas informações foram dadas pelos Espíritos e estão perfeitamente de acordo com o relato dos ufólogos, que atestam as diversas condições físicas, morais e intelectuais dos possíveis seres extraterrestres que mantiveram contatos com pessoas humanas. Consta que alguns deles, menos adiantados, têm onze sentidos, e outros, mais desenvolvidos, trabalham com até dezesseis sentidos, enquanto que os habitantes da Terra possuem apenas cinco sentidos (visão, audição, paladar, tato e olfato). Vemos, portanto, muita semelhança entre as comunicações dos Espíritos e as pesquisas ufológicas sérias.
Conclusões - Diante do exposto, podemos concluir que:
I - inúmeros depoimentos, fotografias e filmes atestam que seres estranhos e objetos voadores foram vistos em diversos pontos do planeta Terra, sem que pudessem ter sido identificados com pessoas ou objetos conhecidos;
II - as explicações psicológicas que foram dadas para os avistamentos, contatos e abduções (seqüestros) são insuficientes para explicá-los, até porque praticamente todos os indivíduos que afirmam ter avistado, mantido contatos ou foram abduzidos (seqüestrados) por tais seres estranhos e seus objetos voadores não identificados, que inclusive foram registrados em fotos e filmes, são pessoas sérias, idôneas, honestas e sem nenhuma característica psicopatológica;
III - esses depoimentos, foto grafias e filmes podem confirmar o princípio espírita que sustenta a existência de vida inteligente fora da Terra;
IV - pelo menos alguns desses possíveis seres extraterrestres têm traços humanóides, mas muito diferentes daqueles que são próprios do homem terreno;
V - os objetos que não teriam sido identificados, de no mi na do s OVNIS - Objetos Voadores Não Identificados, podem pertencer a seres extraterrestres, os quais, oriundos de outras dimensões, ingressam na Terceira Dimensão própria dos homens que habitam o plano físico do planeta Terra, razão pela qual não são detectados pelos radares e censores, salvo quando o avistamento interessa aos tripulantes das naves desconhecidas;
VI - a vida em outros mundos é inerente às suas próprias condições, que podem ser invisíveis aos olhos e aparelhos humanos, porquanto estariam dentro de dimensões ainda inacessíveis ao homem da Terra."
1 A Ufologia ainda não foi oficialmente reconhecida como ciência, pois embora tenha um objeto de estudo definida, ainda não elegeu o seu método científico próprio, condição inafastável para que uma disciplina seja aceita como ciência.
2 PELLEGRINI, Luis. A invenção dos discos voadores. Revista Planeta, fevereiro de 1998.
3 Allan Kardec, O livro dos Espíritos e Revista Espírita de março de 1 85 8.
Revista Internacional de Espiritismo – Ed. O Clarim, Matão-SP