segunda-feira, julho 13, 2009


PRETO VELHO


Os pretos velhos são a força da sabedoria no domínio da magia. São um povo humilde, porém sábios e experientes feiticeiros.São originários do povo da costa, do Congo, de Angola, de Guiné, de Luanda e de Bengala. São um povo muito sofrido, portanto se quisermos conquistar sua admiração e confiança devemos trata-los com muito carinho, pois em sua vida terrena já sofreram muito com a escravidão.Embora pareçam alegres e divertidos em suas manifestações são realmente um povo sofrido.


SEU ACHÉ: 9 ou 13


DIA DA SEMANA: Segunda-feira

DOMÍNIO: dominam o poder da feitiçaria, da magia, da sabedoria, consolam os aflitos, e valorizam o sofrimento humano.


COR: branco, vermelho e preto: povo de LuandaRoxo com azul claro: Povo da costaBranco e preto: povo do Congo, da Guiné e de BengalaBranco e preto e as vezes vermelho: (=roxo) Povo de AngolaRoxo: povo de MoçambiqueSAUDAÇÃO: Salve Preto Velho! Saravá...!BEBIDAS: cachaça, cachaça com mel, cachaça com suco de frutas, vinho, café preto


FRUTAS: Praticamente todas, varia de acordo com a entidade


VEGETAIS: aipim, batata, pinhão, feijão, pipoca, saladas, amendoim


VELA: casa linha tem a sua, mas na dúvida sempre se acende branca


OFERENDAS: farofa de lingüiça, mexido de feijão, café preto, sucos de frutas, cachaça, vinhos, ervas(arruda, guiné e alevante), pipocas, palheiro ou cigarro, fósforo, rosários, gostam também de terem um saquinho com tesoura, linha, agulha e pedacinhos de panos para fazerem suas mandingas, fitas brancas, aipim frito, diversas frituras, farofa de carne, farofa de galinha,etc...

CORES DAS GUIAS: nas cores da vibração da linha, rosários, contas de semente de dendê, de lágrimas de Nossa Senhora e outras sementes, búzios, dentes de animais,etc.

PRETO-VELHO


Preto-velho

Pretos-Velhos, entidades de Umbanda.
Preto-velho na Umbanda, são espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas, majoritariamente como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos".
São entidades desencarnadas que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, conseqüentemente são espíritos guias de elevada sabedoria geralmente ligados à Confraria da Estrela Azulada dentro da Doutrina Umbandista do Tríplice Caminho ( AUMBANDHAM - alegria e pureza + fortaleza e atividade + sabedoria e humildade), trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda,rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas vezes se utilizam de outros benzimentos, como os utilizados pelo Pai José de Angola, que se utiliza de um preparado de "guiné" (pedaços de caule em infusão com cachaça) que coloca nas mãos dos consulentes e solicita que os mesmos passem na testa e nuca, enquanto fazem os seus pedidos mentalmente; utiliza-se também de vinho moscatel, com o que constantemente brinda com seus "filhos" em nome da vitória que está por vir.
São os Mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o Amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.
Os Pretos Velhos : Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência.
Os Pretos Velhos são entidades cultuadas pelas religiões afro-brasileiras, em especial a Umbanda. Nos trabalhos espirituais desta religião, os médiuns encorporam entidades que possuem níveis de evolução e arquétipos próprios. Estas se dividem em três níveis:
As Crianças – chamadas eres, ou ibejis, representam a pureza, a inocência, daí sua característica infantil.
Os Caboclos – onde se incluem os Boiadeiros, Caboclos e Caboclas, representam a força, a coragem, portanto apresentam a forma do adulto, do herói, do guerreiro, do índio ou soldado.
Os Pretos Velhos – incluem os Tios e Tias, Pais e Mães, Avôs e Avós todos com a forma do idoso, do senhor de idade, do escravo. Sua forma idosa representa a sabedoria, o conhecimento, a fé. A sua característica de ex-escravo passa a simplicidade, a humildade, a benevolência e a crença no “poder maior”, no Divino.

Casal de Pretos-Velhos
A grande maioria dos terreiros de Umbanda, assim também suas entidades possuem a fé Cristã, ou seja, acreditam e cultuam Jesus (Oxalá). Entidades aqui tomada no sentido de espíritos que auxiliam aos encarnados, o mesmo que guia de luz.
A característica desta linha seria o conselho, a orientação aos consulentes devido a elevação espiritual de tais entidades, são como psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma.
Os Pretos Velhos seriam as entidades mais conhecidas nacionalmente, mesmo por leigos que só ouviram falar destas religiões Afro-Brasileiras. O Preto Velho é lembrado também pelo instrumento que normalmente utiliza – o cachimbo.
Os nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai João, Pai Joaquim de angola, Pai José de Angola, Pai Francisco,Vovó Maria conga, Vovó Catarina. [1]Pai Jacó], [2]Pai Benedito], Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luis, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita e etc.
Na Umbanda os Pretos Velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura.
Os pontos servem para saudar a presença das entidades, diferentemente do que geralmente se pensa, não foram feitos para chamar, mas sim para agradecer a presença, como um "Olá".
Pontos de preto velho:
Saudação dos Pretos Velhos quando iniciada uma gira
Bate tambor lá na Angola, bate tambor Bate tambor lá na Angola, bate tambor... Bate tambor, Pai Joaquim*... Bate tambor, Maria Conga*... Bate tambor, Pai Mané*... (* coloca-se o nome dos pretos velhos da casa)
Eu andava perambulando, sem ter nada p'ra comer Fui pedir as Santas Almas Para vir me socorrer Foi as Almas que me ajudou Foi as almas que me ajudou Meu Divino Espírito Santo Glória Deus, Nosso Senhor Nessa casa tem quatro cantos Cada canto tem um santo Pai e filho, Espírito Santo Nessa casa tem 4 cantos...
Quem vem, que vem lá de tão longe? São os pretos velhos que vem trabalhar Quem vem, que vem lá de tão longe? São os pretos velhos que vem trabalhar Ô da-me forças pelo amor de Deus, meu pai Ô da-me forças pros trabalhos teus
Zum zum zum Olha só Jesus quem é Eu rezo para santas almas Inimigo cai Eu fico de pé
O preto por ser preto Não merece ingratidão O preto fica branco Na outra encarnação No tempo da escravidão Como o senhor me batia Eu chamava por Nossa Senhora, Meu Deus! Como as pancadas doíam
Tira o cipó do caminho, oi criança Deixa a vovó atravessar Tira o cipó do caminho, oi criança Deixa a vovó atravessar
A bença Vovô Quando precisar lhe chamo A bença Vovô Quando precisar lhe chamo Zambi lhe trouxe, Zambi vai lhe levar Agradeço a toalha de renda de chita de pai Oxalá
Vovô já vai, já vai pra Aruanda... Abença meu pai, proteção pra nossa banda
Pontos de Pretos Velhos:
Negro está molhado de suor, mas tá feliz porque Deus o libertou(bis);
Ô sinhá sinha, segura a chibata não deixa bater, faz uma prece prá negro morrer, negro não quer mais sofrer(bis);
Ponto p/firmar a gira: Viva Deus, viva a Gloria, viva o rosário de nossa Senhora(bis);
Ponto para benzimentos: Pai João d"angola com sua ternura, sentado no tronco ele benze as criaturas(bis), a estrela de Oxalá seu ponto iluminou, ele é Pai João d"angola ele é nosso protetor;
Ponto de subida de pretos velhos: Já vai pretos velhos subindo pro céu e nossa senhora cobrindo com véu(bis).
A linha de Preto Velho, na Umbanda, são entidades que se apresentam esteriotipados como anciãos negros conhecedores profundos da magia Divina e manipulação de ervas, o qual aplicam frequentemente em sua atuação na Umbanda, porém no Candomblé são considerados Eguns.
Crê-se que em referência à dor e aflição sofrida pelo povo negro (período de trevas no território brasileiro), a linha de preto velho reflete a humildade, a paciência e a perseverança característica da atuação da linha nominada de Yorima, cujo apresenta-se de pés no chão, cachimbo de barro bem rústico, quando não cigarro de palha, café, e um fio de contas de rosários (Lágrima de Nossa Senhora) e cruzes, figas e breves os quais utilizam magisticamente em sua atuação astral.
Os pretos velhos apresentam-se com nomes de individualizam sua atuação, conforme nação ou orixá regente, evidenciando sua atuação propriamente dita.
Os nomes comumente usados são:
Pai Joaquim;
Pai Francisco;
Pai Maneco;
Pai João;
Pai José;
Pai Mané;
Pai Antônio;
Pai Roberto;
Pai Cipriano;
Pai Tomaz;
Pai Jobim;
Pai Roberto;
Pai Guiné;
Pai Jacó;
Pai Benedito;
Velho Liberato
etc...
ou femininos:
Vó Cambinda;
Vó Cecília;
Vó Maria Conga;
Vó Catarina;
Vó Ana;
Vó Quitéria;
Vó Benedita;
Vó Cambinda;
etc...
Em sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes, conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados de acordo com a região de onde vieram:
Congo_ Ex: (Pai Francisco do Congo), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã;
Aruanda_ Ex: (Pai Francisco de Aruanda), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu);
D´Angola_ Ex: (Pai Francisco D´Angola), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum;
Matas_ Ex: (Pai Francisco das Matas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi;
Calunga, Cemitério ou das Almas_ Ex: (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Omolu/ Obaluayê;
Entre diversas outras nominações tais como: _Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc...
Muitos Pretos Velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos Velhos. Na gira eles só comem o que for feito de milho como por exemplo:
Bolo de milho, pamonha, cural e etc.
"AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO".
Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e... Foram sete.
A Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;
A Segunda... A esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;
A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;
A Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;
A Quinta... Chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo;
A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;
A Sétima... Como foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
As Sete Lágrimas De Um Preto Velho

O QUE É UMBANDA?










Embora muitos afirmem ser a Umbanda apenas uma seita derivada dos Cultos Afro-Brasileiros que deram origem aos Candomblés, na verdade, a verdadeira Umbanda, muito pouco tem a ver com ele. Nosso irmão, W.W. da Matta e Silva, por exemplo, fez extensa pesquisa visando trazer a público a origem da palavra em seu livro Umbanda de Todos Nós. Esse não é o propósito de nosso trabalho atual. Importante é frisarmos que UMBANDA foi o nome dado ao culto criado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, cujo médium era o Sr. Zélio de Moraes, em 16 de novembro de 1908, no bairro de Neves em Niterói. Destaque para o fato de que um caboclo, por ser considerado EGUN (alma de um ser que já viveu na terra ) não era entidade cultuada em nenhum candomblé. Posteriormente a coisa ficou meio confusa e criaram até os chamados Candomblés de Caboclos. Antes desta data, não há registro algum da palavra UMBANDA em qualquer seita Afro, como também ficou claro nas pesquisas feitas pelo retrocitado autor, na mesma obra e em outras. Se quisessem saber mesmo a origem da palavra, deveriam ter perguntado ao Caboclo, ao invés de ficarem especulando por aí.O que é importante sabermos ?Importante é sabermos que :a) Umbanda não é culto Afro - é BRASILEIRO!.b) A Umbanda sofreu várias modificações, tanto em seus objetivos como em sua práticas e rituais quando se mesclou e absorveu dos cultos Afro, do Catolicismo e até de filosofias orientais, certos parâmetros e conceitos básicos, a ponto de hoje entrarmos em certos terreiros ditos como de Umbanda e vermos lá os já conhecidos sacrifícios de animais e coisas equivalentes.c) Umbanda foi o nome com que o Caboclo das Sete Encruzilhadas batizou o movimento espirítico criado por ele com regras básicas de trabalho, cujo objetivo principal seria o da "manifestação de espíritos (EGUNS NO DIZER DOS CULTOS AFRO) para a caridade".Originariamente foram traçados planos para que três tipos de entidades pudessem se manifestar através de seus "médiuns" nas reuniões Umbandistas. Foram elas :1) Crianças - Espíritos que teriam vivido e desencarnado nesta condição (EGUNS portanto) e que através de brincadeiras pudessem realizar trabalhos que trouxessem alegria, que despertassem o lado criança de todo ser humano - o lado puro (lembra-se do "Deixai vir a mim as crianças...?").2) Caboclos - Espíritos que teriam vivido ou não na condição de índios (portanto EGUNS) nos primórdios da civilização(?) imposta pelos portugueses. Essa caracterização coincide com a segunda fase do crescimento do ser humano encarnado, quando ele deixa a infância, atinge a adolescência e se torna um adulto. Nessa fase, o vigor, o destemor e até mesmo uma certa destemperança são comuns.3) Pretos Velhos - Espíritos (EGUNS) que teriam vivido ou não na condição de escravos negros, também nos primórdios da tal "civilização" imposta. A caracterização revela a terceira fase da vida do ser humano na terra - a idade madura, que neste caso revelaria também um dos principais atributosque o homem deveria estar lutando por alcançar : a sabedoria.A sabedoria daqueles que muito viveram e por isto, muito têm a ensinar.Observemos que no caso dos espíritos que se apresentam como crianças, não há alusão à raça ou cor (na verdade em se tratando de espíritos esta distinção realmente não existe), mas no caso de caboclos (índios) e pretos velhos (negros), as caracterizações envolvem distin-ção de raça. Por que isso ?Na verdade, a Umbanda verdadeira nasceu entre os humildes, e os planos de seus organizadores, visava a homenagear essas duas raças ou grupos étnicos que foram e são até hoje tão discriminadas sofrendo tantas perseguições. Uma forma também de mostrar ao "civilizados brancos" que, fossem índios, pretos, amarelos, verdes ou de qualquer outro tipo, todos, indiscriminadamente, eram e são seres da criação, e portanto, após o desencarne, as classes sociais, as cores de pele e o possível poderio econômico deixam de existir, e as lições que o espírito tem de aprender estão muito mais relacionadas ao amor, ao desprendimento e à sabedoria.O que um bom vidente poderá enxergar (se lhe for permitido), é que não raramente, sentado ali no toco, com ares de um humilde velhinho, não está apenas um ex-escravo, mas certamente um grande sábio (preto, branco, marrom etc.) exercitando uma característica que somente os iluminados alcançaram em sua plenitude : a humildade.Mas aí você pensa: "Por que então toda essa palhaçada ?"Preste atenção !Quando o Comando Superior (nome que daremos temporariamente ao Conselho Espiritual que estabeleceu as normas da Umbanda) decidiu por essas caracterizações, visava :a) Representar as três fases por que passa o ser encarnado durante sua estada na matéria.b) Demonstrar que crianças não fazem distinção de cor, raça ou qualquer outra, superestimando umas e subestimando outras. São espíritos desprovidos de discriminações, por serem os mais puros, (ingênuos) ou mesmo porque esqueceram-se deste preconceito daninho por ocasião da reencarnação (Graças a Deus).c) Mostrar àqueles (dentre os quais eu mesmo) que hoje se "vestem" com uma matéria de cor clara, que mesmo perseguidos, expulsos de sua terras e escravizados, índios e negros também são seres da criação e como tal devem ser respeitados porque todos, mesmo os menos civilizados (no entender dos brancos), têm muito para aprender e ensinar.d) Mostrar que por ser a UMBANDA um movimento espiritual brasileiro, envolveu em suas caracterizações grupos étnicos que passaram por grandes sofrimentos aqui nessas terras.e) Mostrar que o homem evolui verdadeiramente quando vivencia em todo o seu potencial, cada uma das três etapas de sua vida e chega à idade madura dono de seus pensamentos e atos, conseguindo alcançar a verdadeira sabedoria, o que envolve muito aprendizado e prática do autocontrole, pois na medida em que vai aprendendo o significado de sua existência, consegue olhar o mundo como expectador. E aí..!f) Permitir a manifestação de entidades familiares e/ou até mesmo grandes personalidades (no caso de serem suficientemente humildes para se apresentarem na "roupagem fluídica" de um Caboclo ou Preto Velho) quando encarnados, sem que isso traga para os médiuns e possíveis assistentes alguma perturbação emotiva.Na verdade, essas formas de se apresentarem algumas entidades na Linha de Umbanda, visam muito mais a proteger os encarnados das perturbações emotivas que seriam provocadas nas situações em que por exemplo o médium ou assistente descobre que uma entidade que está se apresentando em um determinado Terreiro é um parente próximo seu, ou mesmo a vaidade que brota na maioria dos médiuns quando a entidade incorporante se apresenta como alguém que teve na terra uma posição de destaque ou fama (um grande pintor ou músico, reis ou princesas, por exemplo).Por parte da entidade que se manifesta, a obrigatoriedade da caracterização faz com que o espírito seja forçado a não revelar uma situação que viveu como encarnado, tenha ela sido boa ou ruim. Não importa o que ou quem foi. O que importa é a mensagem que traz, o trabalho que vem realizar em benefício de outrem e de sua própria evolução.Em minhas peregrinações pelos mais diversos terreiros de Umbanda e até "Umbandomblé", tive a oportunidade de presenciar curas "milagrosas" efetuadas por caboclos, pretos velhos e exús (há inclusive alguns bons livros que descrevem vários tipos de trabalhos realizados nesse sentido) sem que nenhum deles tivesse se identificado como Dr. "esse" ou "aquele". Seguindo a linha da HUMILDADE exigida pela Umbanda, todos se apresentaram de acordo com as características que adotaram desde o início de seus trabalhos. Até porque, se esses espíritos se apresentassem como Dr. ‘esse" ou "aquele", estariam se referindo a condições que tinham quando encarnados (na melhor das hipóteses), o que fatalmente demonstraria o quanto ainda estão apegados ao mundo material e às distinções sociais que ele impõe.Raciocine comigo : De que valem os títulos obtidos na terra após o desenlace ? Aliás, quais serão os reais valores de certos títulos auferidos a tantas e tantas pessoas que já passaram e que ainda estão por aqui ? Será que um Doutor será mais bem visto aos olhos de Deus do que aquele que não conseguiu sequer aprender a ler ? Haveria justiça Divina caso isso fosse verdade ? Ou será que essa distinção só é válida aqui no Plano Terra onde os valores estão proporcionalmente ligados à situação financeira e/ou social de cada um ?Raciocinou ?Vamos reforçar seu raciocínio !Se títulos e posição social fossem valores espirituais levados em conta pelo Criador, o próprio Jesus, considerado até mesmo Deus por muitos, deveria ter nascido em berço de ouro ou ter almejado durante sua breve estada na matéria, pelo menos algum cargo político de realce, não acha? E foi isso que se deu? Foi isso o que ele pregou?Neste ponto eu torno a lembrar que, se você ainda está arraigado a conceitos e preconceitos, medos etc, não é bom que leia este BLOG, pois vamos abordar assuntos realmente polêmicos à luz da lógica e não de ERÓS ou DOGMAS. Nossa idéia é realmente tentar explicar esses "segredos" velados à luz pela ignorância e medo. Se você não se sentiu à vontade quando leu nossa primeira abordagem ao mito Jesus Cristo, então não leia o que vem pela frente. Você não está preparado(a).Texto extraído do livro "Umbanda sem Medo Vol I" do autor desse Blog
DECLARAÇÃO PARA TODAS AS FORMAS DE VIDAS DA TERRA


A Terra é uma entidade que vive em permanente evolução. Todas e quaisquer formas de vida existentes na Terra são elementos preciosos desta entidade. Desta forma, nós os homens, devemos cultivar a consciência de que somos membros componentes de uma comunidade global de vida e, como tal, temos uma missão comum e responsabilidade a cumprir em relação ao futuro do nosso planeta.Cada um de nós tem um papel a desempenhar na evolução do nosso planeta e, alcançar a paz mundial é responsabilidade e obrigação de todos nós. Nos dias de hoje, são poucas as pessoas que estão completamente satisfeitas com a vida. Competindo pelos limitados recursos e territórios, temos gerado conflitos pelo mundo inteiro. Como conseqüência, são vistos efeitos devastadores ao meio ambiente global.À medida que entramos no novo milênio, mais do que nunca, a concretização da paz do mundo depende do despertar da consciência de cada indivíduo da raça humana. Na atualidade, é imperativo que cada ser humano assuma a responsabilidade de cultivar a paz e a harmonia em seu coração. Todos nós temos esta missão comum que devemos cumprir. A verdadeira paz mundial será alcançada somente quando cada membro da humanidade tornar-se consciente desta missão comum e quando todos nós estivermos fortemente unidos através desse propósito.Até agora, em termos de poder, riqueza, fama, conhecimento, tecnologia e educação, a humanidade esteve dividida entre aqueles indivíduos, nações e organizações que têm recursos e aqueles que não têm. Tem havido, também, distinções entre os doadores e receptores e entre os que ajudam e os que são ajudados.Na presente declaração, afirmamos nosso propósito de transcender todas essas dualidades e sentimentos discriminatórios com um conceito totalmente novo, o qual servirá de base para construirmos um mundo pacífico.
PRINCÍPIOS GERAIS
Na nova era, a humanidade deverá avançar em direção a um mundo de harmonia em todos os sentidos, ou seja, um mundo no qual todo os indivíduos e todas as nações possam, mesmo desenvolvendo livremente suas próprias características, viver em harmonia uns com os outros e com todas as formas de vida da Terra. Para concretizar esse mundo ideal, estabelecemos os seguintes princípios.
1. Reverência pela vidaCriaremos um mundo baseado no amor e na harmonia na qual todas as formas de vida serão respeitadas.
2. Respeito por todas as diferençasCriaremos um mundo em que serão respeitadas todas as raças, assim comotodos os grupos étnicos, religiões, culturas, tradições e costumes. O mundo deverá ser um lugar livre de discriminações ou confrontos em termos social, físico e espiritual – um lugar onde a diversidade será apreciada e exultada.
3. Gratidão e coexistência com toda a naturezaCriaremos um mundo em que cada pessoa se tornará consciente de que pode viver graças às bênções da natureza e que conviverá em harmonia com ela, cultivando sempre o sentimento de gratidão por todos os animais, vegetais e quaisquer outras formas de vida.
4. Harmonia entre o espiritual e o materialCriaremos um mundo com um bom equilíbrio harmonioso entre a civilização material e a espiritual, libertando-nos do nosso forte apego pelo materialismo e fazendo com que uma espiritualidade sã floresça na humanidade. Devemos construir um mundo onde não somente a fartura material, mas também a riqueza espiritual seja valorizada.
EXECUÇÃOColocaremos os princípios acima mencionados em execução da forma apresentada a seguir:
Como indivíduo:Deveremos ir além de uma era onde a autoridade e a responsabilidade se encontram nas mãos dos estados nacionais, grupos étnicos e religiões, para uma era onde o indivíduo é o elemento mais importante. Visualizamos uma “Era do Individual”, não no sentido de viver dentro do egoísmo pessoal, mas sim, uma era na qual cada indivíduo estará preparado para assumir sua responsabilidade e cumprir sua missão como um membro independente da raça humana.E, a maior missão de cada um de nós será cultivar um espírito de amor, harmonia e gratidão no nosso próprio coração e, a partir daí, levar harmonia para todo o mundo.Nos campos especializados:Estabeleceremos um sistema de cooperação através do qual serão coletadas sabedorias para produzir o máximo em termos de conhecimentos especializados, capacidades e habilidades em diversos campos, tais como de educação, ciências, cultura e artes, assim como de religião, filosofia, política e economia.
Como geração jovem:No século 20, os pais, os professores e a sociedade eram os educadores das crianças e, por sua vez, as crianças estavam sempre em posição de serem instruídas. No século 21, os adultos também aprenderão das maravilhosas qualidades das crianças, tais como a pureza, inocência, alegria, sabedoria e intuição, para se inspirarem e se elevarem juntos. A geração jovem deverá exercer um papel de liderança na criação da paz para um futuro brilhante.Que a Paz Prevaleça na Terra!
Fonte original:http://www.goipeace.or.jp/japanese/declaration/Portuguese.pdf