sexta-feira, outubro 16, 2009

Ulisses



Ulisses


A figura de Ulisses transcendeu o âmbito da mitologia grega e se converteu em símbolo da capacidade do homem para superar as adversidades. Segundo a versão tradicional, Ulisses (em grego, Odisseu) nasceu na ilha de Ítaca, filho do rei Laerte, que lhe legou o reino, e Anticléia. O jovem foi educado, como outros nobres, pelo Centauro Quirão e passou pelas provas iniciáticas para tornar-se rei.
A vida de Ulisses é relatada nas duas epopéias homéricas, a Ilíada, em cuja estrutura coral ocupa lugar importante, e a Odisséia, da qual é o protagonista, bem como no vasto ciclo de lendas originadoras dessas obras. Depois de pretender sem sucesso a mão de Helena, cujo posterior rapto pelo tebano Páris desencadeou a guerra de Tróia, Ulisses casou-se com Penélope.
A princípio resistiu a participar da expedição dos aqueus contra Tróia, mas acabou por empreender a viagem e se distinguiu no desenrolar da contenda pela valentia e prudência. A ele deveu-se, segundo relatos posteriores à Ilíada, o ardil do cavalo de madeira que permitiu aos gregos penetrar em Tróia e obter a vitória. Terminado o conflito, Ulisses iniciou o regresso a Ítaca, mas um temporal afastou-o com suas naves da frota. Começaram assim os vinte anos de aventuras pelo Mediterrâneo que constitui o argumento da Odisséia.
Durante esse tempo, protegido por Atena e perseguido por Posêidon, cujo filho, o Ciclope Polifemo, o herói havia cegado, conheceu incontáveis lugares e personagens: a terra dos lotófagos, na África setentrional, e a dos lestrigões, no sul da Itália; as ilhas de Éolo; a feiticeira Circe; e o próprio Hades ou reino dos mortos. Ulisses perdeu todos os companheiros e sobreviveu graças a sua sagacidade. Retido vários anos pela ninfa Calipso, o herói pôde enfim retornar a Ítaca disfarçado de mendigo. Revelou sua identidade ao filho Telêmaco e, depois de matar os pretendentes à mão de Penélope, recuperou o reino, momento em que conclui a Odisséia.

Ulisses
Narrações posteriores fazem de Ulisses fundador de diversas cidades e relatam notícias contraditórias acerca de sua morte. No contexto da mitologia helênica, Ulisses corresponde ao modelo de marujo e comerciante do século VII a.C. Esse homem devia adaptar-se, pela astúcia e o bom senso, a um mundo cada vez mais complexo e em contínua mutação. A literatura ocidental perpetuou, como símbolo universal da honradez feminina, a fidelidade de Penélope ao marido, assim como achou em Ulisses e suas viagens inesgotável fonte de inspiração.

Aquiles



Aquiles


Era filho da união entre Peleu com Tétis, a mais bela das nereidas. Casada a contragosto, não se conformava com a mortalidade dos filhos que gerava e por isso, a cada nascimento, expunha o novo rebento ao fogo da imortalidade. Seis de seus filhos já tinham falecido em decorrência dessa prática quando Peleu a surpreendeu com a sétimo criança sobre o crepitar do fogo. O rei arrebatou Aquiles de seus braços quando ainda faltava queimar-lhe um único calcanhar. Em outra versão, Tétis, em sua ânsia de transformar o filho em imortal, mergulhou a criança nas águas do rio Estige, segurando-a pelo calcanhar, ponto que se tornou vulnerável visto que não havia sofrido contato com as águas milagrosas do rio. Irada com a intromissão de Peleu, a nereida partiu, deixando o filho aos cuidados do marido, mas sempre acompanhando seus passos à distância.

Aquiles
Quando Calcante, célebre adivinho, predisse que a presença de Aquiles seria indispensável para vitória dos gregos em Tróia e que lá sua vida seria ceifada, Tétis, desesperada, resolveu intervir escondendo o jovem em Ciros, na corte do rei Licomedes. Sob o nome de Pirra, que significa a ruiva, vivia entre as filhas do rei disfarçado de mulher. Dessa convivência, o herói se fez revelar a Deidâmia, uma das filhas do rei e com ela gerou Neoptólemo. Foi inútil a tentativa de ocultar o filho porque Ulisses o descobriu ao simular uma invasão. As filhas do rei correram amedrontadas e somente Aquiles apresentou-se para a luta, revelando sua verdadeira origem e identidade.
Advertido por Tétis, sabia que se partisse, teria uma vida cheia de glórias, porém curta. Se ficasse, seria um mortal desconhecido mas com uma vida longa. Aquiles optou pela primeira opção e partiu para a guerra. Sucedeu que Agamemnon , tendo tomado para si Criseide como escrava, negava-se a devolvê-la ao pai, Crises, sacerdote de Apolo que a reclamava. Como uma peste enviada por Apolo assolasse seu acampamento, Agamemnon decidiu lhe devolver a filha mas em compensação exigiu Briseis, escrava favorita de Aquiles. Feito isso, Aquiles sentindo-se ferido em seu orgulho, retirou-se do combate. Imediatamente os gregos começaram a fracassar em suas investidas e estavam ameaçados de ser liquidados pelos troianos, quando Aquiles, movido pela necessidade de vingar seu amigo Pátroclo, morto pelos inimigos, retornou à peleja. Entrou em combate e matou Heitor, assassino de seu grande amigo.
Em seguida, amarrou seu corpo a seus cavalos e o arrastou ao redor das muralhas da cidade.