quarta-feira, dezembro 09, 2009

A Natureza do Pensamento é Consciente


A Natureza do Pensamento é Consciente


Depois de avaliar o potencial de mais de 2 milhões de candidatos e funcionários para 25 mil empresas em todo o mundo, Herb Greenberg e Patrick Sweeney constaram que as pessoas alcançam o sucesso quando têm um elo forte com aquilo que fazem melhor.

Esta avaliação prova e comprova aquilo que nós não queremos admitir. Admitir o quê? Que está no talento natural à raiz da solução para todo o problema relacionado com a exclusão e as oscilações do mundo do trabalho.

Somos corpo e mente mas dividido. Nós sabemos quem é a mente? A mente age em nós inconscientemente. A função da mente relacionada com a administração do corpo é natural que seja inconsciente no modo de manutenção do funcionamento dos órgãos. Mas até mesmo a função inconsciente da mente pode prejudicar o bom funcionamento do nosso organismo, dependendo da qualidade dos nossos pensamentos como também prejudica nossa vida como um todo.

A mente age inconsciente porque nós nos recusamos a monitorá-la conscientemente. Ficamos acomodados em sermos levados pela mente. Quem é a mente? A imaginação, os pensamentos e os sentimentos. Este conjunto mental vai nos levando de roldão.

O que Herb Greenberg e Patrick Sweeney constataram em suas avaliações? “Que as pessoas alcançam o sucesso quando têm um elo forte com aquilo que fazem melhor”.

A causa original que configura alguém para fazer algo melhor está na raiz do pensamento. De acordo com a configuração da natureza da pessoa e que vai se desenvolvendo a programação inconsciente. Observe os pensamentos. Os pensamentos que veiculam nas nossas cabeças e os nossos gostos estão relacionados com esta configuração básica. Qualquer um de nós pode comprovar que isto é verdade.
Como podemos comprovar? Observando e auto-observando. Por quê? Porque o progresso, a ciência, as pesquisas foi sendo desenvolvido - observando. Podemos concluir que o observador influencia na coisa observada. A prova está presente no mundo. Eis o motivo pelo qual a Observação e Auto-observação estão firmemente integradas.

Observamos o ambiente exterior, se esta observação for negativa significa que existem muitas dificuldades a serem superadas se a observação é positiva significa que os obstáculos ou não existem ou estão escondidos.

Como a natureza é uma só tanto o negativo como o positivo estão sujeitos a avarias, fazemos a auto-observação para identificar a raiz do pensamento. Está na imaginação? No próprio pensamento? No sentimento? Este trabalho é um trabalho individual porque se a pessoa não ver a si mesmo, como é que vai solucionar o problema? Nós queremos sempre fugir do problema, nos livrar dele. Ninguém pode se livrar do problema quando a raiz desse problema está em nós mesmos. A fuga é ilusória, sempre o problema vai retornar.

“O reflexo só tem utilidade para quem se reconhecer no espelho”. O que acontece com a pessoa? Ela visualiza o espaço e as dificuldades. Quais as dificuldades? A pessoa identificando as dificuldades do espaço, vai procurando a raiz dessas dificuldades em seu próprio pensamento. Porque este monitoramente é eficaz? Porque a auto-observação tem o poder de influenciar na coisa observada. O olhar é dotado de uma química natural que vai limpando a área negativa, isto é, os pensamentos negativos. Por que pensamentos são nomeados negativos? Porque eles são gerados ocupando apenas um quarto. Eles são curtos. Por exemplo: a pessoa tem uma idéia na imaginação. Mas para que esta idéia se torne realidade é preciso que desenvolva o pensamento ideal e esse pensamento toque o sentimento. As pessoas que alcançam o sucesso já fazem isso porque é assim que funciona o modo inconsciente. Elas próprias estudando si mesmas comprovam que é verdade. Qual é o raciocínio deste texto? Que o pensamento consciente é o pensamento natural da natureza de humanos. Por quê? Porque a ação consciente é ver e sentir.

Em Busca do Elixir da Longa Vida


Em Busca do Elixir da Longa Vida


Texto de Olavo de Carvalho – Revista Planeta.


Os alquimistas medievais buscavam um remédio universal, capaz de curar todos os males – o elixir da longa vida. Pois bem, na França, há poucos anos, o astrólogo e alquimista Armand Barbault conseguiu produzir o famoso e mítico ouro potável, a primeira das três fases necessárias à fabricação do elixir. Em seu livro “O Ouro da Milésima Aurora, Barbault relata a experiência que o levou, após vinte anos de trabalho, a obter um dos mais formidáveis medicamentos que a história da medicina conheceu.
Um remédio capaz de aumentar consideravelmente o vigor físico das pessoas, curar em alguns dias casos graves de tuberculose, uremia e esclerose em placas e reverter em questão de semanas lesões cardíacas de origem sifilítica, consideradas incuráveis, é certamente espetacular.
Mas se este remédio, ao invés de resultar de pesquisas avançadas em laboratórios farmacêuticas ultra-equipados, é nada mais, nada menos que o velho ouro potável dos alquimistas, então o espetacular adquire uma aura de inacreditável.
E o inacreditável, enfim, parece transformar-se em absurdo, quando ficamos sabendo que essa poção maldita – produzida em retortas e fornos medievalescos segundo métodos que fariam recuar de horror os beatos da ciência moderna, pois se baseiam na clarividência e na astrologia – foi testada e aprovada por prestigiosos clínicos e laboratórios farmacêuticos alemães.
Tudo isto é maluco, mas aconteceu. O ouro potável, que é o primeiro dos três graus do remédio universal denominado elixir da longa vida, foi preparado, ao longo de quinze anos de trabalho, estritamente de acordo com os processos ensinados nos tratados alquímicos clássicos, e produz exatamente os efeitos médicos que esses tratados lhes atribuem. Suas propriedades, entretanto, ultrapassam de longe a ação quimicamente reconhecida dos seus componentes, e só podem ser explicadas mediante a hipótese de que o liquido concentra energias de um tipo ainda não catalogado pela ciência acadêmica, embora não totalmente estranho a certas concepções atuais da física.
Os alquimistas do passado sempre afirmaram que essas energias podiam ser captadas, condensadas e utilizadas para fins médicos. Refazendo pacientemente o seu itinerário, um alquimista moderno, Armand Barbault, demonstrou que eles tinham razão.
Na realidade, remédios alquímicos que funcionam não são grande novidade no mundo moderno. Na Alemanha eles estão à venda nas farmácias desde 1925. São produzidos pelo laboratório Soluna, fundado pelo barão Alexander von Bernus, alquimista erudito muito respeitado, que foi amigo de Thomas Mann e Rainer Maria Rilke. Mas Von Bernus, como todos os seus antecessores, ocultava dados importantes sobre a fabricação, de modo que, embora reconhecesse o valor dos remédios, ninguém tinha condições de investigar e explicar em termos cientificamente aceitáveis por que, afinal, eles funcionavam.
Barbault fez precisamente o contrário. Depois de produzir o seu remédio, escreveu um livro que é o primeiro, em toda a história da humanidade, a revelar com todos os detalhes as várias fases do trabalho alquímico. Publicado na França com prefácio de um filosofo de prestigio como Raymond Abellio, esse livro ( L’Ór du Millieme Matin, Paris, Editions Premières) é provavelmente o mais audacioso desafio já lançado à indiferença e a negação sistemática da parcela da comunidade acadêmica que só usa os princípios da ciência como tabua de salvação contra a maré montante dos fatos.
Esse homem, que emprenhou a existência numa das apostas mais arriscadas e fascinantes já vividas por um pesquisador, começou justamente como cientista acadêmico. Engenheiro eletrônico de formação, foi inicialmente pesquisador na Sociedade Francesa de Radiotecnia e em seguida chefe da seção de biotipologia do Instituto Aléxis Carrel, em Paris. Mais tarde, interessou-se pela astrologia e chegou a tornar-se um dos mais prestigiados astrólogos franceses, com uma clientela composta de banqueiros, chefes políticos e damas da sociedade. Poderia ter ficado rico, mas o alquimista não escolhe: é escolhido pela vocação imperiosa e por uma raríssima conjunção de circunstâncias. Dessas circunstâncias, duas são particularmente importantes. A primeira é o próprio céu astrológico de nascimento do futuro alquimista: o adepto, que não é apenas um operador mecânico de substancia nem um experimentador impessoal e isento, mas um captador e distribuidor de energia, não nasce num momento qualquer, mas apenas sob determinadas configurações astrológicas. A segunda é o casamento. Conforme a tradição a mulher é quem desencadeia geralmente a vocação do alquimista e quem, mais tarde, guiada pela clarividência, o orientará em vários passos importantes (justamente os mais obscuros e incompreensíveis) do seu confronto com as forças da natureza. No fim da segunda guerra, Barbault casou-se com essa mulher e, abandonando carreira e clientela, se retirou para os campos da Alsácia, onde havia não somente paz para o trabalho, mas onde também a terra, em certos sítios, se encontrava num estado muito propicio de pureza intocada.