domingo, maio 23, 2010
A Clarividência
A ClarividênciaNunca devemos cometer o erro de imaginarmos que o invólucro que envergamos, como um fato, é o nosso verdadeiro "eu".
O que nos faz confundir um com o outro é a densidade da substância de que é feito o corpo, a duração da sua vida, etc.
Vamos, então, conversar sobre este assunto.
- Porque são invisíveis para a maioria das pessoas os mundos espirituais?
- A grande maioria dos seres humanos tem adormecidas as suas faculdades espirituais de percepção do que se passa nos mundos invisíveis ou do espírito. Por isso desconhece tais mundos e o que neles se passa.
- E, pelo facto de a grande maioria dos seres humanos não ter ainda em actividade os sentidos de percepção espiritual, pode se concluir, com justiça e verdade, que os mundos espirituais não existem?
- Não! Porque também os cegos estão privados de ver a luz e a cor, assim como tudo quanto os cerca, e nem por isso podem negar a sua existência.
- De que podemos, então, ter a certeza?
- De que, se os cegos pudessem obter a vista, veriam a luz, a cor e tudo quanto os rodeia. De igual modo, se os sentidos superiores de percepção espiritual dos que se acham cegos para os mundos espirituais despertassem (e isto é possível seguindo métodos apropriados), poderiam ver esses mundos agora invisíveis.
- Quando se consegue esta visão pode-se conhecer tudo quanto existe nos outros mundos?
- Não! Sucede o mesmo que aconteceria ao cego a quem foi restituída a visão: não pode, no mesmo instante, conhece tudo quanto existe neste mundo. Terá que exercitar-se gradualmente para obter o conhecimento. Por isso as pessoas que possam ter a rara felicidade que resulta do despertamento da visão espiritual, terão de exercitar-se para o conhecimento do que constitui os mundos espirituais, invisíveis aos instrumentos de visão física.
- É possível o erro ao apreciar o que vemos nesses mundos ocultos à visão terrena?
- Sim, é possível o erro na apreciação do que vemos nesses mundos, e para o evitar necessitamos de fazer o seu estudo minucioso. Então conseguiremos com maior felicidade que a que temos aqui, adquirir conhecimento dos mundos superiores. Mas necessitamos de maior rigor na observação, do que no mundo terreno.
- Como poderemos saber se as observações feitas por outro são correctas?
- Os clarividentes devem estar muito bem exercitados antes que as suas observações possam ter algum valor. E quanto mais conscientes estiverem desses mundos, tanto mais simples e modestos se mostrarão ao falar do que vêem, e mais complacentes serão para com as versões dos demais, pois percebem quanto há que aprender e quão pouco pode abarcar um só investigador acerca de todos os incidentes e dos numerosos detalhes de toda esta investigação em conjunto.
- É justificada a diversidade de versões?
- Sim. E porque estas versões diferem umas das outras, pessoas superficiais crêem ser esta uma razão contra a existência dos chamados mundos superiores. Asseveram mesmo que, se esses planos de vida existissem, os que podem chegar a eles deveriam dar idênticas versões ou descrições dos mesmos.
- Há alguma lógica neste conceito?
- Não! Se um jornal envia vinte repórteres a uma cidade, para que façam uma crónica das suas impressões acerca da mesma, nem dois desses relatos seriam exactamente iguais, pois cada um deles escreveria usando o seu próprio ponto de vista a respeito do que viu. E seria este facto um argumento contra a existência da cidade que os repórteres viram de maneiras diferentes?
Certamente que não.
- A que atribuiremos estas divergências?
- Ao desenvolvimento intelectual de cada um dos cronistas. Pois todos nós vemos em harmonia com a luz ou cultura que temos. Assim, os jornalistas viram a mesma cidade sob aspectos diferentes. O que interessou muito a um pode ter passado à observação de outro. Mas tais crónicas, longe de lançarem a confusão prejudicial ao conjunto, deram uma visão mais ampla e perfeita da cidade, tornando esse trabalho de conjunto muito superior ao de um só.
- E nos mundos invisíveis sucede o mesmo que no caso anterior?
- Sim. Pois segundo um antigo aforismo ocultista, "como é em cima, é em baixo; como é em baixo, é em cima". Cada um tem o seu modo de ver e fará uma observação à sua maneira.
O relato que faz um pode ser muito diferente do que fazem outros, mas todos serão igualmente verdadeiros sob o ponto de vista de cada um dos observadores. E é por esta razão que a verdade há-de ser sempre relativa ao estado evolutivo de cada um de nós.
F. R.
Revista Rosacruz de Portugal
Clarividência
Se uma pessoa está vendo uma outra pessoa ou um objeto, isso é a sua vidência normal. Porém, se está vendo uma aura, algo í distí¢ncia ou um ser espiritual, que não refletem a luz nessa dimensão densa, isso é clarividência.
í€s vezes, uma pessoa percebe algo í distí¢ncia e parece que sua percepção subdivide-se. Parece que metade dela está centrada no corpo e a outra parte está "in loco" observando alguma coisa, como se estivesse presente ali, mesmo estando distante daquele local. Essa não é uma clarividência comum. é uma percepção mais complexa denominada "clarividência viajora".
Esse fení´meno muitas vezes acompanha estados alterados de consciência, como o transe mediúnico e a projeção da consciência, experiência fora do corpo (Parapsicologia), viagem astral (Ocultismo), projeção astral (Teosofia), emancipação da alma, desprendimento espiritual ou desdobramento espiritual (Espiritismo), projeção da consciência (Projeciologia) ou projeção do corpo psí¬quico (Rosacruz).
A clarividência refere-se ao momento presente. Se as imagens percebidas pelas vias parapsí¬quicas referem-se í s imagens do passado da própria pessoa, isso é chamado de "retrocognição" (do latim: "retro": "atrás"; "cognição": "conhecimento"), popularmente chamada de "regressão de memória". Isso pode ocorrer em relação ao passado dessa vida atual ou ao passado relativo a vidas anteriores.
Se as imagens referem-se ao futuro (suposto, presumí¬vel, relativo), o fení´meno é chamado de "pré-cognição" (chamado popularmente de premonição).
Se as imagens percebidas referem-se ao passado alheio ou são relativas ao passado de algum objeto, ambiente ou situação, o fení´meno é chamado de "psicometria" (do grego: "psico": "alma"; "metria" - oriundo de "metron": "medida").
Resumindo:
Percepção de imagens no momento presente: fení´meno clarividente.
Percepção de imagens passadas (da própria pessoa): fení´meno retrocognitivo.
Percepção de imagens futuras: fení´meno pré-cognitivo.
Percepção de imagens passadas pertencentes a alguém ou a ambiente e objetos: fení´meno psicométrico.
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Fonte: http://www.misteriosantigos.com/
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