domingo, agosto 15, 2010
Ogum dá aos homens o segredo do ferro

Ogum dá aos homens o segredo do ferro
Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole, por isso o trabalho exigia grande esforço.
Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa, era necessário plantar uma área maior. Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura.
Ossaim, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno, mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossaim, todos os outros orixás tentaram um por um e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio.
Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então, quando todos os outros orixás tinham fracassado, Ogum pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os orixá, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão, Ogum respondeu que era de ferro, um segredo recebido de Orunmilá.
Os orixás invejavam Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, mas como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os orixás importunaram Ogum para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si.
Os orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente, Ogum aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogum pedir-lhe o conhecimento do ferro, e Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram suas lanças de ferro.
Mas, apesar de Ogum ter aceitado o comando dos orixás, antes de mais nada ele era um caçador, certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada, quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado, eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
Ogum se decepcionou com os orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los, então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu, num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu.
Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ogum. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum.
Ogum é o senhor do ferro para sempre.
Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole, por isso o trabalho exigia grande esforço.
Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa, era necessário plantar uma área maior. Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura.
Ossaim, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno, mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossaim, todos os outros orixás tentaram um por um e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio.
Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então, quando todos os outros orixás tinham fracassado, Ogum pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os orixá, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão, Ogum respondeu que era de ferro, um segredo recebido de Orunmilá.
Os orixás invejavam Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, mas como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os orixás importunaram Ogum para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si.
Os orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente, Ogum aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogum pedir-lhe o conhecimento do ferro, e Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram suas lanças de ferro.
Mas, apesar de Ogum ter aceitado o comando dos orixás, antes de mais nada ele era um caçador, certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada, quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado, eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
Ogum se decepcionou com os orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los, então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu, num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu.
Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ogum. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum.
Ogum é o senhor do ferro para sempre.
SIGNIFICADO DOS NOMES Letra J
SIGNIFICADO DOS NOMES Letra JOs sobrenomes, em Portugal e em toda a Europa, são registrados desde o século XI, quando começaram a ter um significado próprio. Antes disso, as pessoas eram conhecidas por um nome próprio, o patronímico do pai e, não raras vezes, pelo mote ou apelido, cuja origem poderia ser um defeito físico, um acontecimento determinado a que elas estivessem ligadas, ou mesmo em razão de sua procedência. Quem já leu "Morte e Vida Severina", de Joao Cabral de Melo Neto, tem um exemplo disso logo no início do texto, quando a personagem principal descreve a formação de seu nome. Esses motes, com o tempo, deram origem a sobrenomes pelo uso constante. Podemos identificar três tipos de sobrenomes: Patronímicos, nomes que significam "filho de"; nomes de devoção, disseminados a partir do século XVI-XVII, como Santos, dos Anjos, de Jesus, da Conceição, da Glória; apelidos, motes ou sobrenomes propriamente ditos, como Vieira, Campos, Viana, Vasconcelos, Sousa e outros, divididos em locativos, que indicam um lugar (Viana, Sousa, Castela, etc.), ou apelidos, como Pimentel, de pimenta, ou Vasconcelos, pequenos bascos. Pesquisar e descobrir a origem do próprio sobrenome pode ser uma tarefa interessante e há diversos sites na Internet que se dedicam a esse trabalho e onde você poderá encontrar mais a respeito de seu sobrenome.
JÁ – (sânscrito) – Veloz.
Jabalah — (árabe) — Montanha, colina.
JABAMNIAH – (hebraico) – Verbo que produz todas as coisas (anjo da guarda).
Jabbar, Jabr — (árabe) — Poderoso, bravo.
JABEZ – (hebraico) – O que causa sofrimentos.
Jabir,Jabirah — (árabe) — Consolador, confortador.
JABOATÃO – (tupi) – Árvore de tronco reto.
JABRIEL – (hebraico) – Criado por Deus.
JACAÚNA – (tupi) – De peito negro.
JACAYRU – (tupi) – Lugar das melancias.
JACI — (tupi) — Mãe dos frutos.
JACIARA — (tupi) — Dia de luta, despontar da lua.
JACIEMA – (tupi) – Saída ou movimento da lua.
JACIENDI – (tupi) – Lua, luz, luar, luz da lua.
JACIMAR – (tupi) – Lua própria para a caça ou para a guerra.
JACINA – (tupi) – Libélua.
JACINTA – (grego) – Feminino de Jacinto, primavera (flor).
JACINTO – (grego) – Flor.
JACIR – O mesmo que Jaci.
JACIRA — (tupi) — Abelha da lua.
JACIREDY – (tupi) – Luar, lua cheia.
JACK – Forma inglesa de Jacó.
JACKSON – (inglês) – Filho de Jack.
JACÓ – (hebraico) – O que suplanta, o vencedor.
JACOB — Variação de Jacó.
JACQUELINE – Variação feminina inglesa de Jacó ou de James.
JACQUES – Forma francesa de Jaime.
Jad Alá — (árabe) — Dádiva de Deus.
Jada, Jadwa — (árabe) — Dádiva, presente.
JADE — (árabe) — Preciosa, a de olhos verdes.
JADE — (espanhol) — Pedra de jade.
JADER – (latim) – Nome de um rio.
JAEL — (hebraico) — Aquele que herda.
Jafar, Ja'far — (árabe) — Riacho, regato.
JAFÉ – (hebraico) – O difundido.
JAGUAR – (tupi) – O cão, a onça ou o tigre.
JAHAN — (persa) — Mundo.
JAIME – O mesmo que James; (hebraico) – o vencedor.
JAIR – (hebraico) – O iluminado de Deus.
JAIRO – O mesmo que Jair.
Jal — (árabe) — Resoluto, vontade férrea.
Jala — (árabe) — Claridade, esclarecimento.
Jalal — (árabe) — Glória.
Jalal al Din — (árabe) — Glória da fé.
JALE — (persa) — Gota de orvalho.
Jalil, Jaleel — (árabe) — Grande, reverenciado.
JALILAH — (árabe) — De ânimo elevado, grandiosa.
JALILAH — (muçulmano) — Com ânimo elevado, grandiosa.
Jamal — (árabe) — Beleza.
Jamal al Din — (árabe) — Beleza da fé.
JAMEELAH — (árabe) — Bela, elegante.
JAMEELAH — (muçulmano) — Bela, elegante.
JAMES – Variação inglesa de Jacó:
JAMIL – (árabe) – Formoso.
JAMIL, JAMEEL – Formoso.
Jamilah, Jameela — (árabe) — Bela, graciosa, encantadora.
Jana — (árabe) — Ceifa, colheita.
JANA – (latim) – A lua.
JANAÍNA – (tupi) — O mesmo que Iemanjá.
Janan, Janaan — (árabe) — Coração, alma/
JANDIRA — (tupi) — A abelha de mel.
JANE — (hebraico) — Deus é gracioso.
JANETE — Diminutivo de Jane.
JANGO – Hipocorístico de João.
JANICE — Variação de Jane.
JÂNIE — Diminutivo de Jane.
JANINA — Variação de Jane.
JANINE — Variação de Jane.
JÂNIO – (latim) – Referente ao deus Jano.
JANITRA — (sâncristo) — Vinda do alto.
JANNAH — (árabe) — Paraíso celeste.
JANNAH — (muçulmano) — Paraíso, celeste.
JANSEN – (escandinavo) – Filho de Jan (João).
JANUÁRIA – Feminino de Januário.
JANUÁRIO – (latim) – Consagrado ao deus Jano.
JAQUELINE – O mesmo que Jacqueline.
JARBAS – (fenício) – Aquele que Baal enobreceu.
JARDEL – (francês) – Joio.
JARED – (hebraico) – Descendente.
JARINA – (brasileiro) — Palmeira amazonense conhecida por marfim vegetal
Jarir — (árabe) — Influenciador, nome de um famoso poeta árabe.
JARVIS – (teutônico) – Lança verdadeira.
JASÃO – O mesmo que Jason.
Jasim — (árabe) — Imenso, grande, gigantesco.
JASMIM — (persa) — A flor do jasmineiro.
JASMINA — Variação de Jasmim.
JASMINE – Forma inglesa de Jasmim ou Jasmina.
JASON – (grego) – O que cura, remédio, herói da mitologia.
JÁSPER — (persa) — Tesouro procurado.
JATHARA — (sâncristo) — Firme.
JAUBERT – (teutônico) – Brilho virtuoso.
Jaul — (árabe) — Escolha, privilégio.
Jaun — (árabe) — Uma planta.
Jawa — (árabe) — Paixão, amor.
Jawad — (árabe) — Mão-aberta, generoso.
Jawahir — (árabe) — Jóias, pedras preciosas.
JAWAHIR — (árabe) — Pessoa querida.
JAWAHIR — (muçulmano) — Pessoa querida.
Jawdah — (árabe) — Chuva pesada.
Jawhar — (árabe) — Jóia, essência.
Jawharah — (árabe) — Jóia.
Jawl — (árabe) — Livre.
Jawna — (árabe) — O sol.
JAY – (francês) – Ave tagarela.
JAYANA – (sânscrito) – Vitoriosa.
JAZIEL – (hebraico) – Meu Deus provê.
JEAN – Forma francesa de João.
JEBEDIAH – (hebraico) – Amado por Deus.
JED – (árabe) – Filho da paz.
JED – Filho da paz.
JEFFREY – (francês) – Cheio de paz, pacífico, tranqüilo.
JELIEL – (hebraico) – Deus que socorre (anjo da guarda).
JEMIMA – (hebraico) – Pomba.
JÉNIFER — (gálico) — Das faces brancas, ou de cabelos brancos.
JENNIE — Diminutivo de Jane.
JENNIFER – Forma inglesa de Jénifer.
JEOVÁ – (hebraico) – Deus.
JEREMIAH – (hebraico) – Exaltado por Deus.
JEREMIAS — (hebraico) – Escolhido por Deus.
JEREMY – Forma inglesa de Jeremias.
JERMYN – O mesmo que Germano.
JEROLYN – Variação inglesa de Geraldine.
JEROME — (grego) — Nome sagrado.
JERÔNIMO – (latim) – Nome sagrado.
JERRY – Forma abreviada de Jeremy.
JERUSA — (hebraico) — Nascida em Jerusalém, de Jerusalém.
JESSÉ — (hebraico) — Homem que é rico de vários modos.
JESSÊNIA — (árabe) — Flor.
JESSÊNIA — (árabe) — Flor.
JÉSSICA — (hebraico) — Cheia de riqueza.
JESSIE — Variação de Jéssica.
JESUS — (hebraico) — Deus é seu auxílio.
JETHRO – (hebraico) – Superioridade, predomínio.
JEWE – (francês) – Gema sem preço, jóia preciosa.
Jibril — (árabe) — Arcanjo de Alá, Gabriel.
Jihad — (árabe) — Luta, guerra santa.
Jihan — (árabe) — Um rio do Irã.
Jilan — (árabe) — Cortesão.
Jinan — (árabe) — Jardins, paraíso.
JINI — (africano) — Um gênio.
JIRO — (japonês) — Nome masculino que significa segundo filho ou o filho seguinte.
JOACHIM – O mesmo que Joaquim.
JOANA — (grego) – Feminino de João.
JOANIDES — (grego) — Cheia de graça.
JOÃO – (hebraico) – Deus é gracioso.
JOAQUIM – (hebraico) – O elevado de Deus.
JOCASTA — (grego) — A que cura do veneno.
JOCELIM – (inglês) – A única.
JOCELINA — Variação de Jocelim.
JOCELINE — Variação de Jocelim.
JODIE, JODY – Variação inglesa de Joséfa.
JOEL — (hebraico) — O adorador de Jeová.
JOELMA — Feminino de Joel.
Johara — (árabe) — Jóia.
JOHARI — (africano) — Jóia.
JOHN – Forma inglesa de João.
JONAS — (hebraico) — Pomba.
JÔNATAS – (hebraico) – Presente de Deus.
JORDAN – (hebraico) – Descendente.
JOSÉ — (hebraico) — Aquele que acrescenta.
JOSEANE — Composto por José e Ana.
JOSEFINA — Forma feminina de José.
JOSEPH — (francês e inglês) — Variação de José.
JOSEPHINE – Forma inglesa de Josefina.
JOSHUA – Forma inglesa de Josué.
JOSUÉ – (hebraico) – Deus é seu auxílio.
JOVITA — Forma feminina de Jovito.
JOVITO – (latim) – Energia.
JOY – (latim) – Alegia.
JOYCE — (latim) — Alegre.
JUACEMA — (tupi) — Saída dos juás.
JUÇARA — (tupi) — Que tem espinhos, comichão.
Jud — (árabe) — Generosidade.
JUD – (hebraico) – Glorificado, honrado.
Judi — (árabe) — Name de uma montanha citada no Corão.
JUDIE — Diminutivo de Judite.
JUDITE — (hebraico) — Louvada.
JUDITH – Forma inglesa de Judite.
Juhainah, Juhaynah — (árabe) — Nome de uma tribo Árabe.
Juhanah — (árabe) — Jovem senhora, menina.
Jul — (árabe) — Resolução, vontade firme.
JÚLIA – Feminino de Júlio.
JULIAN – (latim) – De Júlio.
JULIANA — Forma derivada de Júlia.
JULIETA — Diminutivo de Júlia.
JÚLIO – (latim) – Cheio de juventude.
JULITA – Diminutivo de Júlia.
Jumah, Jumu'ah — (árabe) — Nascido na sexta-feira.
Juman, JUMANAH — (árabe) — Pérola.
JUMANAH — (muçulmano) — Pérola.
Jumanah, Jumaana — (árabe) — Pérola prateada.
Jun — (árabe) — Baia, golfo.
JUN — (japonês) — Nome masculino que significa ordeiro, inocente, pacífico.
Junah — (árabe) — O sol.
Junaid, Junayd — (árabe) — Jovem lutador.
JUNE – (latim) – Jovem.
JÚNIA — (latim) — Juvenil, jovem.
JUNICHI — (japonês) — Nome masculino que significa dócil, meigo, obediente.
JÚNIOR – (inglês) – Jovem, rapaz.
JUNKO — (japonês) — Nome feminino que significa sincera, ordeira ou pacífica.
JURACEMA — Variação de Jurecema.
JURECEMA — (tupi) — Água na boca.
JUREMA — (tupi) — Plantas entorpecentes do Brasil.
JURIDES — (grego) — Deusas romanas que presidiam os juramentos.
JURIPARI — (tupi) — Entidade guerreira da selva amazônica.
JURITI — (tupi) — Pombinha.
JURUNA — (tupi) — Boca negra.
JUSTIN – Forma francesa de Justo.
JUSTINE – Feminino de Justin.
JUVENCA — (grego) — Ninfa que Júpiter transformou numa fonte.
JUVENTA — (grego) — Deusa da mitologia greco-latina.
Juwain, Juwayn — (árabe) — Irmão.
Juwan — (árabe) — Perfume.
JWAHIR — (africano) — Mulher dourada.
OGUN - O ORIXÁ GUERREIRO
O culto a Ogún é bastante difundido em territórios de língua iorubá e gegês. É, provavelmente, o deus iorubá mais temido.
Sua importância vem do fato de ser um dos mais antigos deuses ioruba e também em virtude de sua ligação com os metais.
Como orixá, Ògún é o deus do ferro, dos ferreiros e de todos aqueles que utilizam esse metal: agricultores, açougueiros, caçadores, barbeiros, carpinteiros, mecânicos, condutores de trens ou de automóveis.
O número sete é associado à Ògún e ele é representado nos lugares que lhe são consagrados por instrumentos de ferro em número de sete, quatorze ou vinte e um, pendurados numa haste horizontal, também de ferro: lança, espada, enxada, torques, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de sua atividade.
É o filho mais velho de Odùduá, marido de Oiá e Oxum; são seus filhos os orixás Oxossi e Oranian entre outros.
No Brasil, Ògún é conhecido como deus dos guerreiros, perdendo sua posição de protetor dos agricultores em função da escravatura e suas conseqüências ao culto. Como deus dos caçadores Ògún foi substituído por Oxossi, trazido à Bahia pelos africanos de Kêto, fundadores dos primeiros candomblés de Salvador.
No Umbanda as pessoas a ele consagradas usam colares de contas de vidro azul escuro e algumas vezes verde. Terça feira é o dia da semana que lhe é consagrado.
É saudado com “Ògún iêêê” (“olá, Ògún!”). É sempre quem desfila na frente, abrindo caminho para os outros orixás nas festas.
Na Bahia, Ògún é sincretizado com Santo Antonio de Pádua; no Rio de Janeiro, São Jorge; em Cuba como São João Batista e São Pedro.
Os filhos de Ògún, geralmente são pessoas, segundo Verger, violentas, briguentas e impulsivas, incapazes de perdoarem as ofensas de que foram vítimas. São pessoas que perseguem seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Nos momentos mais difíceis triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Também possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. Finalmente, são pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma falta de discrição quando lhes prestam serviços, mas que, devido a sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam – se difíceis de serem odiadas.
Postado por TEMPLO DE UMBANDA PRETO VELHO REI CONGO
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