sexta-feira, setembro 24, 2010

Como jogar Buzios aprenda um pouco aqui

O jogo de buzios, tem que ser jogado primeiramente por um sacerdote com autorização dos Orixas, mas por curiosidade vamos conhecer um pouco sobre este maravilhoso instrumento de mensagens.

Conhecemos o jogo de búzios de ori gem africana, popul rizado no Brasil pe los cultos de Orixá.
Será que existe um sis tema tipicamente brasileiro, que os irmãos e irmãs de Umbanda podem utili­zar?
Sim.
A Concha de Caboclo é uma for ma tradicional de geomancia, utiliza da por alguns mestres adivinhos da Umbanda e da Jurema (ou Catimbó) do Norte e Nordeste.
O antigo Catimbó não possuía um sistema adivinhatório, mas alguns sa cer dotes e babalawos que foram inicia dos no culto, sabiamente desenvol ve ram o sistema da “Concha de Caboclo” sob a direção das entidades espirituais da mata.
Nasceu então um sistema de doze búzios, onde respondem doze entidades de origem indígena (Caboclos), de modo semelhante ao merindilogum yorubano onde falam os Orixás.
O oráculo possui treze significados (12 + 01), segundo as quedas das conchas e suas respectivas oferendas

LEITURA BÁSICA DAS CONCHAS E OFERENDAS RECOMENDADAS
(As leituras aqui apresentadas são apenas informativas e não mostram a totalidade deste rico sistema).
01 – Uma concha aberta:
(ou seja, a concha está com a parte serrilhada pa­ra cima ou boca do búzio): fala o Ca boclo Gira-Mundo.
Uma situação de perigo avizinha-se. Evitar pessoas falsas e amigos fingidos. Possibilidade de trabalhos de feitiço feitos ao consulente.
Oferenda: passar um ovo pelo corpo e depois untá-lo com mel de abelha, deixando-o na mata. Quando fizer a oferenda, acender duas velas brancas.
02 – Duas conchas abertas:
Caboclo Pena Branca.
Muita proteção e desembaraço das situações amarradas no passado. Vitória nos negócios ou melhora nas situa ções que envolvem a saúde.
Oferenda: flores brancas e mel de abelha devem ser entregues na mata.
03 – Três conchas abertas:
Caboclo Sultão da Matas.
Possibilidade de problemas com a justiça e perseguições.
Oferenda: um charuto, uma gar ra fa de mel e outra de vinho. Entrar na mata e chamar este caboclo, ofertando os elementos acima.
04 – Quatro conchas abertas:
Cabocla Jupira.
Sendo mulher a consulente: requer cuidados e atenção com os intestinos ou problemas digestivos. Sendo ho mem, tomar cuidado com bebidas alcoó licas e problemas estomacais. Atenção na alimentação.
Oferenda: fazer um doce de bana na com mel, colocar num alguidar de barro, enfeitar com penas e despachar ao lado de um rio dentro da mata. Junto ao alguidar, acender sete velas verdes.
05 – Cinco conchas abertas:
Caboclo Ubiratan.
Cuidar da saúde com mais regula ri da de. Atenção principalmente com doen ças do sangue e problemas de pele.
Oferenda: tomar um banho com as seguintes ervas: gitirana, melão-de-são-caetano e junça. Cozinhar tudo e banhar-se três dias seguidos. No último dia apanhar o bagaço das ervas e despachar na mata, junto com uma garrafa de mel.
06 – Seis conchas abertas:
Caboclo ARARIGBÓIA
Prestar atenção, po is o consulente pode estar sendo enfeiti ça do. Incons tância em em pregos e atividades remu neradas, negó cios e relacionamen tos. O consulente fez mui tos inimigos. Vin gan ça em andamento.
Oferenda: nes te caso recomen da-se a intervenção dos senhores Mes tres e Mes tras da Jurema, que aconse lharão a melhor medicina espiritual.
07 – Sete conchas abertas:
CABOCLA jUREMA
O consulente está sendo vítima de falsidades e deve manter-se em silêncio. Se souber algum segredo, deve calar-se totalmente. Uma surpresa, não agra dável, pode ser esperada.
Oferenda: acender três velas bran cas dentro de um prato branco, ao lado de um copo com água. Em outro prato, colocar flores brancas com mel e oferecer a essa cabocla na mata ou em casa.
08 – Oito conchas abertas:
iNDIO JACEGUAI
O consulente está sendo vítima de feitiço. Ter cuidado, pois pode cair em perigo.
Oferenda: Três ovos, mel de abelha, uma vela branca, flores brancas e uma garrafa de vinho tinto. Na mata, passar os ovos no corpo e deixar de bai xo de uma grande árvore. Num prato branco, deixar os ou tros elementos, junto com a garrafa de vinho aberta.
09 – Nove conchas abertas:
CABOCLA UITACIRA
Problemas senti mentais não resolvi dos e desejo de um relacionamento feliz e harmonioso.
Oferenda: oferecer flores brancas e uma garrafa de mel de abelha a essa cabocla. Fazer isto numa mata e rezar para obter felicidade.
10 – Dez conchas abertas:
CABOCLA TUPIARA
Aviso de “flechada de índio” e es pírito perturbando o consulente. A “fle chada” é o mais terrível feitiço conhecido pelos pajés. Esta forma de magia é pouco conhecida nas grandes cidades, porém faz grandes estragos espirituais e materiais.
Oferenda: recomenda-se o trata mento urgente com Mestres e Mestras da Jurema numa sessão especial.
11 – Onze conchas abertas:
Caboclo Uitatiara.
Se esta caída aparecer três vezes, é aviso que o problema não deve ser resolvido com o oráculo. Consultar os se nho res Mestres da Jurema numa sessão para uma limpeza espiritual.
12 – Doze conchas abertas:
CABOCLO GRANDE PAJÉ
Muitos problemas circundam a vida do consulente. Tomar cuidado com situações envolvendo a justiça, imóveis e comércio em geral.
Oferenda: tomar banho de limpeza com guiné, espada-de-são-jorge, arruda e alecrim.
Caindo 12 conchas fechadas:
o jogo deve ser suspenso e somente ser refeito três dias depois. Neste período, o consulente deve tomar um banho de limpeza com ervas.
Para uma pessoa trabalhar com o oráculo das Conchas de Caboclo, ele deve ser iniciada por um mestre do jogo, também chamado de “olhador”.
A iniciação possui vários ritos especiais, como a preparação de cada concha e as oferendas para os Caboclos e Caboclas que falam no oráculo.
O futuro iniciado também deve encontrar seu “Caboclo de Jogo”, que atua como uma espécie de mensageiro, abrindo as portas astrais do sistema.


Tudo isto é passado oralmente de mestre a discípulo, como fazem ainda nossos pajés.


* Autor irmão Edmundo Pelizari é Professor de Teologia, Sacerdote de Obea, Mestre de Jurema, iniciado em outras tradições afro-indigenas e Cabalista. Este texto foi escrito para o Jornal de Umbanda Sagrada de Maio de 2008.

Oríxás e seus Caboclos

Caboclos de Ogum:
Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Icaraí, Caiçaras Guaraci, Ipojucan, Itapoã, Jaguaré, Rompe-mato, Rompe-nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tamoio, Tabajara, Tupuruplata, Ubirajara, Rompe-Ferro, Rompe-Aço

Caboclos de Xangô:
Araúna, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Caboclo do Sol, Girassol, Guaraná, Guará, Goitacaz, Jupará, Janguar, Rompe-Serra, Sete Caminhos, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Estrelas, Sete Luas, Tupi, Treme-Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Mirim, Urubatão da Guia, Urubatão, Ubiratan, Cholapur.
Caboclos de Oxóssi:
Caboclo da Lua, Arruda, Aimoré, Boiadeiro, Ubá, Caçador, Arapuí, Japiassu, Junco Verde, Javari, Mata Virgem, Pena Branca, Pena Dourada, Pena Verde, Pena Azul, Rompe-folha, Rei da Mata, Guarani, Sete Flechas, Flecheiro, Folha Verde,, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Tapuia, Serra Azul, Paraguassu, Sete Encruzilhadas.

Caboclos de Omulu:
Arranca-Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Gira-Mundo, Iucatan, Jupuri, Uiratan, Alho-d'água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Suri, Serra Verde, Serra Negra, Tira-teima, Seta-Águias, Tibiriçá, Vira-Mundo, Ventania.
Caboclas de Iansã:
Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira

Caboclas de Iemanjá:
Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jacira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente

Caboclas de Oxum:
Iracema, Imaiá Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jupira, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê

Caboclas de Nanã:
Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Jutira, Luana, Muraquitan, Sumarajé, Xista, Paraquassu

Caboclinhos da Ibeijada:
Nesta querida falange, encontramos os Caboclinhos e Caboclinhas do Mato que se manifestam em sua forma indígena.

Caboclo Rompe Mato

Caboclo Rompe-Mato:
Descendente das antigas tribos Guaiacurús. É um caboclo chefe de legião, muito cultuado também no catimbó, vale lembrar que é um caboclo que atua com Oxóssi, Ogum e Xangô, ele traz o poder de Xangô juntamente com a capacidade de discernimento da Justiça, o poder de vencer as demandas provenientes dos atuantes da Centelha de Ogum e o dom da cura e capacidade de aconselhar de Oxossi. É um guerreiro que atua na paz, a falange dos Rompe-Matos nunca se apresentarão como caciques, pois todos são áusteros e destemidos guerreiros, isso é uma regra da falange, vale lembrar que não podemos confundir com Ogum Rompe-Mato um falangeiro do orixá, mas o mesmo caboclo atua também nessa linha. O meu é mais presente nas forças de Ogum e Xangô, lembrando que foi um Caboclo Rompe-Mato que curou uma enfermidade séria do cantor Bezerra da Silva e o tirou de certos apuros na favela, aí podemos enxergar a força de Oxossi atuando no caboclo, a cura e o conselho. É um caboclo que também trabalha na linha da esquerda quando preciso, como a grande maioria dos caboclos de Xango. O meu nunca pediu oferendas, em 10 anos de trabalho, não posso opinar sobre, venho de uma doutrina que geralmente oferendas são desnecessárias e somos muito felizes. Algumas vezes pede charuto em sua passagem na Terra!

OXÓSSI – Entrecruzando Linhas

Oi não se mexe na espada de Ogum
Oi não se mexe na machada de Xangô
Oi não se mexe, nas flechas de Oxossi
Que lá na mata é Rei é caçador
Oi não se mexe, nas flechas de Oxossi
Que lá na mata é Rei é caçador


OXÓSSI – Caboclo Rompe Mato

No centro da mata eu vi, dois nomes gravados num toco de pau
No centro da mata eu vi, dois nomes gravados num toco de pau

De um lado Seu Rompe Mato, de outro Seu Cobra Coral
De um lado Seu Rompe Mato, de outro Seu Cobra Coral

No centro da mata virgem eu vi, Seu Rompe Mato falava na língua do Guarany
No centro da mata virgem eu vi, Seu Rompe Mato falava na língua do Guarany


OXÓSSI – Caboclo Rompe Mato

Vermelho é a cor do sangue de meu Pai, e verde é a cor da mata
Vermelho é a cor do sangue de meu Pai, e verde é a cor da mata

Oi sarava Seu Rompe Mato na Jurema, oi sarava, a banda que ele mora
Oi sarava Seu Rompe Mato na Jurema, oi sarava, a banda que ele mora




OGUM ROMPE MATO

Ogum Rompe-Mato, é o meu falangeiro de Ogum, atua na linha de Oxóssi e Xangô, vibra nas três energias, assim como o caboclo. O meu nunca pediu oferendas e já vi outro Ogum Rompe-Mato fumar, mas em minha casa, os falangeiros do orixá não fumam ou bebem. É um Ogum que atua nas matas e pelo qual tenho muito carinho, é um grande companheiro e amigo, tenho muito orgulho de tê-lo por ser tb uma qualidade de Ogum cada dia menos presente na linha dos filhos, ainda não consigo te dizer o porque, mas estou batalhando para saber. Vem na forma de um caboclo mesmo, dando brados altos, secos e curtos, com as duas mãos fechadas entre-cruzadas, alguns vem com uma mão aberta outra fechada, depende com quem está cruzado. Já vi Ogum Rompe-Mato dançar, o que não é o caso do meu. Como é uma entidade rara hj em dia, raramente incorpora e poucos filhos a tem, fica mais difícil colher algumas informações.

Ogum Rompe Mato
Que cavaleiro é aquele, que vem cavalgando...
Sob um céu azul?
É seu Ogum Rompe Mato, quem vem saravá
O Cruzeiro do Sul.
E e e , e e á, e e e Rompe Mato pisa na Umbanda.
________________________________________
A sua mata é longe, uma estrela brilhou.
Mas seus filhos de Umbanda já lhe procurou,
Oi já lhe procurou...,
Quem vê seu Rompe Mato de Umbanda,
Que até agora ainda não chegou, ainda não chegou.


Extraído do Forum de Umbanda In Fórum

Ogum Rompemato

Quem cruza a espada e a lança a a.
lá a a nas matas da Jurema a a

Quem cruza a espada e a lança a a.
lá a a nas matas da Jurema a a

Ele é Rompemato Ogum ...
Ele é Rompemato Ogum ...

Seu Rompemato tambem é seu Tira Teima.
Seu Rompemato tambem é seu Tira Teima.


Caboclo Rompemato

Oxocê mora na raiz da gameleira
na Raiz da Gameleira
Salve Rompemato Salve Arranca Toco e Salve o Tira Teima

Ele é caboclo de qualquer maneira
afirma o seu ponto sem medo errar
ai não me toque folhas da jurema
sem ordem suprema de pai oxalá.

ai não me toque folhas da jurema
sem ordem suprema de pai oxalá

CABOCLOS

São geralmente espíritos de civilizações primitivas, tais como índios: Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de terras
recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados
por eles, desde o cultivo de alimentos até a moradia.

Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a
importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização.

Assim como os Pretos-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda,
dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.

São subordinados aos Orixás, o que lhes concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos
Pretos-velhos.

Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho.

Costumam usar durante as giras, penachos e fumam charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser,
dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha.

Seus "brados", que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles.
Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons.

Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat
natural, assim podemos ter:

Caboclos da mata: Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.

Caboclos da mata virgem: Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos.

Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão.

Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que
outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros.

A primeira é a "especialidade" de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra
(agricultores), parteiras, entre outros.

A segunda é diferença criada pela "força da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.

Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua "origem",
"especialidade" e "força da natureza" que o rege.

E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Pretos-velhos, eles podem dar passe, consulta e
correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação.

Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas
e banhos em geral até manipulação física, como por rezar "espinhela caída".

Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso
as usam mais que qualquer outro guia.

Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.

Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento
químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.

São espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente
trabalham em pé.

São também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição.

Formas incorporativas e especialidade de caboclos:

Caboclos de Oxum: Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração
(interno). Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Dão bastante passe tanto de
dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de
alívio emocional.

Caboclos de Ogum: Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de
trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

Caboclos de Iemanjá: Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium
tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.

Caboclos de Xangô: São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego;
causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.

Caboclos de Nanã: Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como
ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.

Caboclos de Iansã: São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a
pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô.
No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da
necessidade.

Caboclos de Oxalá: Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e
se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.

Caboclos de Oxossi: São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não
possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.

Caboclos de Obaluaiê: São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de
Omulu de primeira coroa possuem esses caboclos. Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados.
Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

RETIRADO DO SITE PERTENCENTE AO CENTRO ESPÍRITA OGUM 7 ESPADAS

MENSAGEM DO CABOCLO ARRANCA TOCO


MENSAGEM DO CABOCLO ARRANCA TOCO

Nada na vida é eterno. Nada na vida tem caráter
duradouro, senão efêmero.
Por que te apegas tanto ao que de matéria existe se teu
verdadeiro ser pertence a outros planos?
É bem verdade que buscas na Terra o conforto material
para seus dias de experiência, mas será que não estás fazendo de
seus dias uma busca pelo conforto? E se assim é, para que?
O que retirarás em essência para tua vida após?
Vive pois, mas lembre-se de seu aprendizado.
Lembra-te do estágio porque estás passando e faz dele
proveito para viver na eternidade.