sábado, agosto 27, 2011

OS FLUIDOS ELÉTRICO E MAGNÉTICO


OS FLUIDOS ELÉTRICO E MAGNÉTICO

Bardon não escreve muito sobre os Fluidos Elétrico e Magnético na seção de Teoria de CVA. Ele fala deles, porém, nos dez Graus e em seus outros livros, especialmente CVQ e em Perguntas e Respostas. Mas em nenhum lugar ele clara e exaustivamente define esses termos.
Provavelmente a primeira questão que surge é o que ele quer dizer por “Fluido”. Por Fluido, Bardon indica uma energia ou essência que manifesta movimento e se comporta de uma maneira similar à água. Ambos os Fluidos são coisas dinâmicas. CVA ensina o estudante a como manipular ou deter esses Fluidos, formar com eles qualquer forma desejada e impregná-los com qualquer desejo correspondente.
Esses dois Fluidos são a polaridade primeva e são efetivos em todos os planos da existência. O Fluido Elétrico é o polo positivo e expansivo e o Fluido Magnético é o oposto, um polo negativo e contrativo. Como num ímã material, esses polos não podem ser separados – eles se manifestam através da sequência contínua que os une em sua união eterna. Ambas as forças são iguais e interdependentes, e têm sido descritas em todas as culturas, de um modo ou outro. No mais alto nível, esses polos são expressados através das duas faces d’O Uno.
Os Fluidos são as raízes dos Elementos Fogo e Água. É por isso que, no curso de CVA, o estudante corresponde o Elemento Fogo ao Fluido Elétrico e o Elemento Água para o Fluido Magnético. É, de fato, difícil para o estudante diferenciar entre os Elementos primários e os Fluidos. Mas há uma diferença – é só difícil de explicar.
No que diz respeito ao Elemento Fogo, o Fluido Elétrico contém a expansão do Fogo, o calor e a luz. O Fluido Magnético é contrativo, frio e sombrio como a Água. O Fluido Magnético dá forma à força Elétrica e, em todos os lugares de nosso mundo, eles agem em união. Os Fluidos são as duas forças primevas e os Elementos são suas extensões ou modificações.
Cada um dos Elementos possui uma carga eletromagnética específica. O Elemento Fogo é predominantemente elétrico e a Água, magnética. O Ar representa um equilíbrio entre os dois Fluidos (a sequência contínua que conecta esses dois polos) – o hermafrodita perfeito, capaz de aceitar a influência dos dois Fluidos. O quarto polo do magneto quadripolar, o Elemento Terra, representa a ação combinada dessas três cargas eletromagnéticas.
Isso é frequentemente difícil para o novato compreender. Requer consideração cuidadosa para ser ver como, num nível filosófico, a combinação das partes pode, às vezes, igualar mais do que o total das partes. Nesse caso, a amplificação do efeito ocorre porque as partes que se combinam são coisas dinâmicas. Seu dinamismo as faz interativas e, juntas, elas criam algo novo que não existe no nível de suas partes independentes. Dessa forma, o Elemento Terra contém não só o equilíbrio Magnético e Elétrico do Ar, mas também as polaridades do Fogo e da Água. Juntos, eles funcionam de maneira dinâmica, rítmica e cíclica. É a combinação e a interação dessas três partes dinâmicas que causam coisas a se manifestarem solidez em cada um dos três meios ou substâncias (Mental, Astral e Físico).
O trabalho sério com os Fluidos não começa até o oitavo Grau de CVA, portanto há pouca utilidade em se listar muitas correspondências para os Fluidos aqui. Entre agora e o Grau VIII, você terá muito tempo para se tornar familiar com os Fluidos. Nesse meio tempo, aqui estão algumas notas dos próprios comentários de Bardon como ditados aos seus estudantes diretos no livro Perguntas e Respostas:
MENTAL (página 24, questão 19) – O Fluido Elétrico enche os pensamentos abstratos com puro Fluido Elétrico, calor, expansão e dinamismo. O Fluido Magnético os enche com puro Fluido Magnético e os atributos opostos. Por exemplo, o Fluido Elétrico se expressa através de suas características em força de vontade, enquanto o Fluido Magnético se expressa no antipolo da vontade, isto é, na crença manifestada, um aspecto do poder universal produtivo.
ASTRAL (página 47, questão 12) – A clarividência é uma habilidade Elétrica do corpo astral; sensitividade e psicometria são habilidades Magnéticas.
FÍSICO (página 65, questão 5) – Se estivermos sob a influência do Fluido Elétrico, então o Elemento Fogo é mais efetivo em nós. Nesse caso nos sentimos quentes, ou estamos mais ativos, trabalhamos mais diligentemente, e portanto estamos internamente saturados com o Elemento Fogo. Através da influência aumentada do Fluido Magnético, percebemos o frio; quando o Fluido Magnético se torna saturado dentro de nós, a eliminação aumenta.
(página 66, questão 6) – Na superfície do corpo humano, o Fluido Eletromagnético é efetivo ao irradiar magnetismo vital. O lado direito do corpo é (no caso de uma pessoa destra) o lado ativo ou Elétrico, enquanto o lado esquerdo do corpo é passivo ou Magnético. O oposto acontece com as pessoas canhotas.
“O Fluido Elétrico, pela sua expansão, causa elétrons irradiantes no interior de cada corpo [i.e., coisa material], que, por outro lado, são atraídos pelo Fluido Magnético da Terra. [Isso explica a “gravidade”] O Fluido Elétrico é localizado no Interior de tudo criado, portanto também no centro da Terra, enquanto o Fluido Magnético é efetivo na superfície da Terra e em tudo criado... O Fluido Elétrico produz os ácidos em todos os corpos orgânicos ou inorgânicos ou as substâncias, do ponto de vista químico ou alquímico, enquanto o Fluido Magnético é efetivo de uma maneira alcalina.”
Não é necessário dizer (mas eu vou dizer assim mesmo), os Fluidos Elétrico e Magnético não são as mesma coisa que os fenômenos físicos de eletricidade e magnetismo. Embora eles sejam analogamente relacionados, não são o mesmo. O fenômeno físico da eletricidade e do magnetismo são cada um primariamente causado por seu Fluido correspondente, mas não são puramente um ou outro Fluido – eles são compostos dos quatro Elementos com uma predominância correspondente polarizada do Fogo ou da Água.
É impossível descrever, para mim, como se sente ao acumular e projetar os Fluidos. A única maneira de conseguir esse sentimento é através da experiência direta, a chave para a qual é preciso tomar notas cuidadosas, em sua vida diária, das qualidades que eu descrevi acima e procurar por elas, especialmente ao trabalhar com os Elementos.

PLANOS MATERIAL, ASTRAL E MENTAL


PLANOS MATERIAL, ASTRAL E MENTAL


Esses planos, como a filosofia dos Elementos, são uma construção humana que busca descrever fenômenos universais. Sua maior falha, em minha opinião, é que implica reinos separados, claramente definidos. A verdade da questão é que, entretanto, o universo é um todo unificado. Não existe um ponto exato em que o plano físico cessa e o plano astral se inicia. Da mesma maneira, não existe ponto exato onde o reino astral termina e o reino mental se inicia. Os planos se inserem, com seus níveis de densidade, um dentro do outro, e todos os três se interpenetram.

Dividimos o universo entre essas três partes simplesmente porque é um modo mais fácil e mais conveniente para se compreender a sua inteireza. Como todas as construções desse tipo, é apenas uma ferramenta – ela nos dá a habilidade prática para manipularmos essas forças universais.

Uma simples regra de ouro para da qual se lembrar é que, para que uma coisa material exista, deve possuir também existência num nível astral e mental.

O reino astral existe devido à queda do reino mental na (ou em direção a) o reino material. Ele é, em sua maioria, uma fase intermediária. A substância astral se transforma rapidamente em manifestação física e é facilmente manipulada pela mente.

Em termos de nosso ser humano, nosso corpo mental corresponde a nossa consciência e ele penetra não só a nossa forma astral, mas também a material. Quando percebemos nosso corpo mental, sua forma e cor reflete nosso estado mental. Ele toma uma forma similar a nossas dimensões físicas apenas quando espalhamos nossa consciência igualmente pelo nosso corpo material.

Nosso corpo mental não sente o ambiente ao nosso redor de uma maneira similar às percepções dos nossos sentidos materiais. Os sentidos do corpo mental são meramente análogos aos sentidos materiais. Por exemplo, existe um sentido mental que compartilha algumas das características da visão física, mas a visão mental revela um universo muito diferente daquele da visão física.

Nosso corpo astral corresponde a nosso ser emocional ou personalidade e penetra nosso ser material. Quando percebemos nosso corpo astral, sua forma é muito similar ao nosso corpo físico e sua cor reflete o estado de nossa personalidade e emoções.

Os sentidos do nosso corpo astral são muito similares àqueles do nosso corpo físico, ainda que também similares àqueles do nosso corpo mental. Os sentidos astrais mediam aqueles dos corpos mental e físico.

Uma boa forma de se saber a diferença entre uma viagem astral e uma viagem mental é se qualificar o grau ao qual nossas percepções do que existe ao nosso redor equivalem àquelas da percepção física normal. Durante uma viagem astral, é possível sentir textura, calor e frio etc., e ser capaz de sentir sons, odores, e experimentar sabores. Durante uma jornada mental, porém, não existirão sensações parecidas com as físicas.

Nosso corpo físico é temporário. Ele vive por certa quantidade de tempo e então se dissolve de volta no universo e seus constituintes se dispersam. Nosso corpo astral é também temporário, mesmo que de duração mais longa daquela do nosso corpo material. Com o tempo, ele também se dissolve. Apenas o nosso corpo mental, ou espírito, é eterno. Ele descende em uma longa sucessão de formas temporárias astrais e mentais, mas não se dissolve.

Os três corpos do ser humano servem como uma analogia útil para se compreender a interação dos três reinos correspondentes. Uma das vantagens do sistema de Bardon é que ele relaciona diretamente os três reinos aos três corpos do estudante. Dessa maneira, o aspirante aprende a experimentar cada reino, primeiro sentindo o seu impacto em sua experiência pessoal. O caminho leva do intimamente pessoal ao universal.