sábado, setembro 03, 2011

MAGNETO QUADRIPOLAR


MAGNETO QUADRIPOLAR

Bardon fala do magneto quadripolar nos seus livros mas, ainda, muitos leitores têm dificuldade com o conceito básico, especialmente aqueles que não são familiares com um diagrama hermético conhecido como a “Cruz das Forças Equacionadas” (CFE). O diagrama CFE é uma figura simplificada do magneto quadripolar e ajuda imensamente em sua compreensão. Por favor, leve um momento para desenhar um para seu próprio estudo (ou pelo menos o visualize com a minha descrição).
Comece desenhando um círculo com mais ou menos 7,5 cm de diâmetro. Desenhe uma linha vertical, de lado a lado, através do ponto central do círculo. Então desenhe uma linha horizontal correspondente através do ponto central. Isso deveria originar um círculo enquadrado, isto é, uma cruz dentro de um círculo.
Agora classifique os polos da cruz. Escrevendo fora do círculo, ponha “Fogo” na direita, “Água” na esquerda, “Ar” no topo e “Terra” embaixo. Dentro do círculo escreva o seguinte: em cima da linha do Fogo coloque “Quente” e, embaixo, ponha “Seco”. Em cima da linha da Água, ponha “Molhado” e, abaixo, “Frio”. Na esquerda da linha do Ar, coloque “Úmido” e, na direita, ponha “Quente”. Na esquerda da linha da Terra, coloque “Frio” e à direita “Seco”. No centro do círculo, onde suas duas linhas se cruzam, faça um grande ponto e o classifique como “Ponto de Profundidade” ou “Aethyr”.
Se quiser colorir seu CFE, você precisará de, novamente, dividir seu círculo, dessa vez, em oito partes. Reproduza seu trabalho de criar a cruz mas, dessa vez, coloque-a torta, de modo que divida cada um das quatro seções exatamente no meio. Como você verá, isso estabelece quadrantes para cada um dos elementos ao invés de só polos para eles – os quatro polos dos Elementos encontram a margem do círculo no centro de cada quadrante Elemental. Colora o quadrante da direita num vermelho brilhante para o Fogo. Colora o quadrante esquerdo na cor azul-ciano para a Água. O quadrante de cima deveria ser amarelo brilhante para o Ar, e o quadrante de baixo deveria ser ou dum marrom escuro ou dum verde-oliva escuro. [Alternativamente, você pode usar as associações de cores que Bardon lista: vermelho-Fogo; verde-azulado-Água, azul pálido e claro-Ar; e, castanho escuro, cinza, ou preto para a Terra.]
E agora, para um toque final, você pode dividir o círculo em duas metades (ao longo da linha vertical Ar-Terra), aumentando a linha central para o papel inteiro – o Fluido Elétrico na direita e o Fluido Magnético na esquerda. No lado direito de sua página, você deveria pintar a área – fora do círculo – de um vermelho brilhante (ligeiramente mais azul do que a cor que você usou para o Fogo). Similarmente, colora o lado esquerdo de sua página (de novo, fora do círculo) com uma rica cor azul (não tão brilhante ou tão verde como a que você usou para a Água).
Você pode, com o tempo, adicionar quaisquer correspondências que deseje a esse diagrama. O que ele executa admiravelmente é clarificar os modos com os quais os Elementos interagem.
A razão principal que Bardon usou para a analogia do magneto especificamente, foi para enfatizar a interação não apenas dos Elementos, mas mais importante, dos Fluidos. Como com um ímã físico, esses dois polos opostos coexistem. Eles se atraem por suas similaridades e se repelem através de suas diferenças. Essa é a mesma situação com o magneto quadripolar mas numa escala diferente.
O magneto quadripolar é composto de quarto polos ao invés de dois. Três desses polos (o predominante Elemento Fogo Elétrico, o predominante Elemento Água Magnético e o igualmente balaceado Eletromagnetismo do Elemento Ar) combinam e sua interação causa o Elemento Terra.
Alguns dizem que o Elemento Terra não é um Elemento verdadeiro por si só,mas é a interação dos três “verdadeiros” Elementos do Fogo, do Ar e da Água. Isso é só parcialmente verdade. Ele É a interação desses três Elementos, mas o fato de que esses Elementos são dinâmicos e, portanto, interagem quando combinados, resulta na criação de um fator inteiramente novo – a combinação termina resultado mais do que a soma das partes. É esse produto único da interação do Fogo, da Água e do Ar que chamamos Terra. Portanto, a Terra se manifesta como um dos polos do magneto quadripolar.
Pelos mesmos modos do pensamento filosófico, o magneto quadripolar, igual ao magneto comum bipolar, é mais do que seus polos. É também a interação acumulativa de seus polos.
No centro do magneto quadripolar se encontra o “Ponto de Profundidade” do qual Bardon fala em CVA, no Grau V e CVQ. Não é nada além que o Akasha ou Aethyr, do qual tudo se ramifica. O universo hermético é infinito e um dos mistérios concebidos pelo magneto quadripolar é o de que esse ponto central ocorre em cada “onde”, “quando”, “por que”, “o que” e “quem”, dentro desse infinito.

O Buda Silencioso


O Buda Silencioso 

[Generosidade]Existia um homem muito rico morando em Benares, na Índia Setentrional.Ele pensou, "Porque haveria eu de usar este tesouro somente para mim?Permitirei que meus semelhantes também se beneficiem desta riqueza!Assim ele construiu salões de jantar nos quatro portões da cidade - norte, leste, sul e oeste. Nestes salões de jantar ele deu comida livremente a todos os que quiseram, e ficou famoso por sua generosidade. Naqueles dias, havia um Buda Silencioso meditando na floresta próxima de Benares. Ele era chamado Buda porque era iluminado, isso significava que ele não mais se sentia a ele mesmo, o chamado 'eu’. Assim ele podia experimentar a vida como realmente é, em cada presente momento.Uno com toda a Vida, ele era cheio de compaixão e complacência com a infelicidade de todos os seres. Então desejou instruir-se e ajudá-los a serem iluminados da mesma maneira que ele era. Mas o tempo de nosso conto era na maioria das vezes desafortunado, um tempo muito triste. Era um tempo no qual ninguém estava disposto a entender a Verdade, e a sentir a vida como realmente é, e desde então este Buda soube disso, e era por isso que ele era Silencioso.Enquanto meditava na floresta, o Buda entrou num estado mental muito elevado, sua concentração era tão grande que permaneceu imóvel por sete dias e noites, sem comer ou beber.Quando retornou ao estado normal, ele estava em risco de morrer de fome. Assim, ele foi buscar comida na mansão do homem rico de Benares.Quando o homem rico acabou de se sentar para almoçar, ele viu o Buda Silencioso que vinha com sua tigela e ergueu-se de sua cadeira, ordenou ao empregado que lhe oferecesse comida.Enquanto isso, Mara, o deus da morte, estava assistindo!... Mara é aquele que é cheio de cobiça para ter o poder sobre todos os seres.Desde que, um Buda viva plenamente a vida em cada momento, ele não tem nenhum desejo, nem medo. Então, já que Mara não tinha nenhum poder sobre o Buda Silencioso, desejou destruí-lo. Quando viu que ele estava prestes a morrer de fome, soube que teria uma boa chance de ter sucesso.Antes de o empregado poder colocar a comida na tigela do Buda Silencioso, Mara criou um poço profundo de carvão em chamas, ardentes entre eles. Parecia-se com a entrada para o inferno.Quando viu isto, o empregado temeu pela morte e correu de volta para seu patrão. O homem rico perguntou a ele por que ele retornou sem dar a comida. Ele respondeu: - "Meu senhor, existe um enorme e profundo poço quente de carvões vermelhos em chamas mesmo na frente do Buda Silencioso."O homem rico pensou, "Este homem deve estar vendo coisas!" Então enviou outro empregado com a comida, e este também retornou assustado com o mesmo poço de carvões ardentes. Vários empregados foram mandados, mas todos retornaram assustados com a morte.Então pensou o patrão, "Não há dúvidas de que Mara, deus da morte, pode tentar evitar meu saudável ato de oferecer comida ao Buda Silencioso! Porque ações saudáveis são o início do caminho para o esclarecimento, assim, Mara deseja me parar a qualquer custo! Mas ele não entende minha confiança no Buda Silencioso e minha determinação em ofertar."Assim ele próprio levou a comida para o Buda silencioso. Ele mesmo viu as chamas que subiam do poço ardente. Então olhou para cima e viu o terrível deus da morte, flutuando acima no céu. Ele perguntou, "Quem é o senhor.?" Mara respondeu, “eu sou o deus da morte!""O senhor criou este poço de fogo?" Perguntou o homem. "Eu criei," disse o deus. "Por que o senhor fez isso?""Para afastar você de dar comida e deste modo causar a morte do Buda Silencioso! Também para evitar a sua ação saudável de ajudar você no caminho do esclarecimento, assim você permanecerá em meu poder!"O homem rico de Benares disse, "Oh Mara, deus da morte, demônio, você não pode matar o Buda Silencioso e você não pode impedir minha ação saudável de doar! Vamos ver qual determinação é mais forte!"Então ele olhou de um lado para outro do poço furioso de fogo, e disse para o tranqüilo e gentil Iluminado, "Oh Buda Silencioso, faça com que a Luz da Verdade continue a brilhar como um exemplo para nós. Aceite este presente de vida!"Assim dizendo, ele esqueceu-se completamente de si mesmo, e naquele instante não existia nenhum medo da morte. Assim, ele andou no poço em chamas e sentiu-se sendo erguido por uma formosa flor fresca de lótus. O pólen desta flor milagrosa sentiu-se no ar, cobrindo-o com a sua brilhante cor de ouro. Então, em pé no coração da flor de lótus, o homem despejou a comida na tigela do Buda Silencioso. Mara, deus da morte, estava derrotado!E o Homem rico conheceu a Liberdade que o conduziu à iluminação.Namasté**