quarta-feira, setembro 21, 2011

Vocalização do Mantra OM


O Om (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que "fecunda" os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. "Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons" (VIII).
"O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman" Mantra Yoga Samhitá, 73.
Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.
Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular. Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.
O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O som nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao a, se transforma numa espécie de o aberto, que vai fechando progressivamente.
No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som se transforma em um m, que em verdade não é exatamente um m, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui.
Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um a, não esqueça), a nasalização do m já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra m. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.
Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.
"Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om."
Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes que existem no Yoga. Estimula o ájña chakra, na região do intercílio, sede de manas, o pensamento, e buddhi, a intuição ou consciência superior. Existem sete formas diferentes de vocalizar o Om. Aqui veremos especificamente a sua utilização como dháraní, suporte para concentração.
Além desses bíja mantras principais, aparece ainda sobre as pétalas de cada chakra uma série de fonemas do alfabeto sânscrito são os bíjas menores, que representam as manifestações sonoras do tipo de energia de cada chakra. Desta forma, cada sílaba de cada mantra estimula uma pétala definida de um chakra particular. Este é o motivo pelo qual o sânscrito é considerado língua sagrada na Índia seu potencial vibratório produz efeitos em todos os níveis.

Mitologia Grega: Perséfone


Mitologia Grega: Perséfone

  Na mitologia grega, foi a rainha do distante Mundo Infernal, que vigiava as almas dos falecidos. Era filha de Zeus e de Deméter, deusa da agricultura e irmã de Pluto, um deus secundário que presidia às riquezas, tendo nascido antes do casamento de seu pai com Hera. No início do mito, era uma garota despreocupada que colhia flores e brincava com suas amigas, mas quando os sinais de sua grande beleza e feminilidade começaram a chamar a atenção, em sua adolescência, encantaram o deus Hades, o Plutão dos romanos e senhor dos mortos, que pediu-a em casamento. O pedido foi negado por Zeus, pai da jovem, por interferência de sua mãe, Deméter.. Hadesnão desistiu da jovem e donzela, daí também ser chamada de koré, e um dia quando ela colhia narcisos apareceu repentinamente em sua carruagem por uma abertura da terra, raptou-a e levou-a para seu reino subterrâneo para torná-la rainha Proserpina do distante Mundo Avernal, o Erebo, a vigilante das almas dos falecidos. Seu seqüestro realizado e sua descida ao Erebo, é a história mais conhecida de toda a mitologia grega. Embora ela não fosse um dos doze deuses olímpicos, foi a figura central nos Mistérios de Elêusis, que por dois mil antes do cristianismo foi a principal religião dos gregos. Sua mãe, Deméter, ficou inconsolável e não aceitou a situação, deixou o monte Olimpo, persistiu em conseguir o seu retorno. Finalmente forçou Zeus a considerar seus desejos e este ordenou que Hades devolvesse sua neta. Mas Hades foi astuto e planejou uma maneira de a prender para sempre aos infernos. Como quem comesse qualquer alimento no reino de Hades, ficava obrigado a retornar, ofereceu a sua amada uma romã, o símbolo do casamento, e ela inocentemente comeu alguns grãos. No momento em que estava partindo na carruagem de Hermes, que Zeus havia enviado para apanhá-la, Hades exigiu que ela deveria passar uma parte do ano no mundo dele. Com isso, ficou estabelecido que ela passaria um período do ano com a mãe, e outro com Hades, quando se torna a sombria Proserpina. Desde então, cada vez que a rainha desce ao mundo dos mortos para encontrar o seu marido, o inverno chega na terra. Quando ela volta para a sua mãe é chamada Core, a eterna adolescente. Aí a primavera faz o inverno desaparecer e traz as flores e o verde da natureza e os grãos brotam, saindo da terra. Dessa maneira surgiu o mito do ciclo anual da colheita nos campos gregos. Na mitologia romana, a deusa foi identificada como donzela, Cora, associada com os símbolos de fertilidade: romã, o grão, o milho, e ainda, com o narciso, a flor que a atraiu. O seu rapto foi celebrado por poetas como Ovídio e também serviu de tema para diversos pintores do Renascimento. Nos Mistérios de Elêusis os gregos festejavam a renovação da vida depois da morte através da volta anual da deusa do Inferno. Embora tumultuado no início, desenvolveu amor por Hades e ambos tinham uma relação calma e amorosa. É normalmente descrita como uma mulher de cabelos claros, possuidora de uma beleza estonteante, pela qual muitos homens se apaixonaram, entre eles, Pírito e Adônis, e por causa deusa beleza se tornou rival de Afrodite. Conta-se, ainda, que Zeus, seu pai não resistiu a sua beleza e teve amor com a própria filha, sob a forma de uma serpente e dessa relação teria nascido Sabásio, que com sua habilidade notável, coseu Baco na coxa de seu pai.