sábado, outubro 22, 2011

Samhain - deuses e ancestrais entre nós


Samhain - deuses e ancestrais entre nós



Junto com Beltane, este festival corresponde a um dos grandes portais de acesso ao Outro Mundo, dividindo o ano em duas estações, uma de luz e outra de escuridão. Alguns estudiosos sugerem que este festival era mais importante que Beltane e que provavelmente era início de todo o ciclo anual celta, uma vez que, para eles, o dia se iniciava à noite. Compreendiam que é no silêncio das sombras e da escuridão que se ouviam os sussurros que anunciavam os novos começos e a nova atividade das sementes sob a terra. Era um festival cuja celebração se iniciava na noite de 31 de outubro, o que deu origem ao Halloween.

Literalmente, significa fim do verão. A cristianização dos festivais pagãos fez corresponder com o “Dia de Todos os Santos” e do “Dia de Finados”. Em ambas ocasiões, preces e orações são dedicadas àqueles que já partiram e se encontram em outros planos de existência. Ao longo dos séculos, entretanto, a crença popular generalizada era de que nesses dias os véus entre os reinos ficam extremamente tênues e as almas transitavam livremente entre os vivos. E talvez por isso mesmo, esses dias sempre foram propícios para realizar práticas mágicas ou divinatórias, graças à “assessoria” dos povos dos outros reinos.

No Hemisfério Norte e para aqueles que vivem no campo, esta data é o início do inverno, época para recolher o gado e verificar as provisões para o período de frio e neve. Oferendas eram dedicadas aos deuses após as últimas colheitas e tudo que fosse possível seria estocado para resistir à mais fria estação do ano. É desnecessário dizer a importância do estoque de lenha, para o aquecimento dos lares.
Para os tradicionais irlandeses, esta era de fato a principal festa do ano, ocasião para se reunirem no centro de suas vilas. Realizavam a Festa de Tara, centrada no mito do Rei Sagrado com o coração da terra sagrada. Assim, encenava-se um ritual de concepção para o ano que se principiava. Em todas as casas da região, os fogos eram apagados até que os druidas acendessem novamente a chama para o novo ano.

Diz-se que por ocasião do Samhain os deuses se aproximam da Terra, assim, muitas oferendas e sacrifícios eram realizados em sua homenagem, bem como, ações de graças pelas novas colheitas. Muitas vezes, objetos representando os desejos de cada um eram igualmente oferecidos aos deuses e incinerados nas chamas do festival. Ao final, cada família conduzia uma tocha para a sua própria casa, para reacender os fogo dos lares e assim, reacender os sonhos, os desejos e as novas perspectivas para o ano que se iniciava.

Pentecostes


Pentecostes
 


Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.