sexta-feira, outubro 21, 2011

Goetia



Goetia (Latim da Idade Média), do Grego γοητεία (goēteia - "feitiçaria"). Refere-se à prática de Invocação de Anjos ou a Evocação de Demônios descritos no grimório do séc. 17, The Lesser Key of Solomon (A Chave Menor de Salomão) que retrata a Ars Goetia em sua primeira seção. O texto que se segue refere-se a algum espírito ou elemento deste sistema de magia, no entanto, é altamente recomendável que iniciantes leiam o artigo raiz, onde a definição de Goetia pode ser encontrada.

A Goécia ou Ars Goetia (latim, provavelmente: "A Arte de Uivar"), geralmente chamado simplesmente de Goetia, é a primeira parte do grimório "Lemegeton Clavicula Salomonis", do século XVII, ou As Clavículas de Salomão. A maior parte do texto apareceu antes, alguns textos datam do século XIV ou antes.

O Sistema
A Goetia basicamente trata-se de um sistema de evocação multipropósito. O livro é dividido em três partes, a saber:
A descrição dos 72 Espíritos e seus respectivos selos,
uma descrição dos principais materiais usados na evocação e por fim
as conjurações a serem usadas para chamar-se o espírito.
Para maior entendimento do sistema, daremos aqui um breve resumo de seu funcionamento.

Primeiros Passos
A primeira coisa a se fazer é escolher com qual espírito irá se trabalhar. Este momento é de suma importância e dele dependerá o sucesso ou não da envocação – uma forte motivação e um grande envolvimento emocional são de grande ajuda neste momento. Para uma escolha sensata, o melhor a se fazer é ler a descrição de cada um dos 72 espíritos para encontrar o que melhor se encaixa (em personalidade e poder) com suas necessidades.
O sistema de evocação em si não guarda grandes segredos. Seus elementos poderiam ser reduzidos a um mínimo composto por:
Baqueta – Ferramenta da vontade manifesta do magista
Círculo – Onde ficará o adepto protegido de qualquer influência externa.
Triângulo – É o local destinado a manifestação do espírito invocado, que lá estará contido e sob as ordens do mago.
Selo do Espírito – Cada um dos 72 espíritos possui seu próprio selo, que será disposto no triângulo para a conjuração.
Hexagrama de Salomão e Pentagrama de Salomão – Usados na proteção do mago.
Disco de Salomão - Usado em casos de emergência.

Segunda Parte
A segunda parte do livro contém descrições mais detalhadas sobre cada uma estas ferramentas, bem como a de acessórios opcionais que em sua maioria trarão maior eficiência ao rito.
Inicia-se então os preparativos para a evocação. Certifique-se de que não será interrompido, tire o telefone do gancho, desligue a campainha. . Comece colocando o Selo do espírito no triângulo e entrando no círculo. O próximo passo é a realização de um ritual de banimento (como o Ritual Menor do Pentagrama) seguido da Conjuração Preliminar do Inascido.
Chega-se a hora das Conjurações, começando pela Conjuração Preliminar do Não-Nascido. O uso das invocações tais como seguem na terceira parte do livro é geralmente usada simplesmente pela força que causa na psique do mago e pelo seu sucesso já provado em diversas ocasiões. No entanto, mais importante do que seguir um roteiro é envolver-se mental e emocionalmente com o texto.
Algumas pessoas gostam de reescrever as conjurações de modo a torná-las mais pessoais.
As Conjurações devem ser feitas até que se sinta a presença do espírito invocado, isto pode ser notado por uma sensação visual do quarto encher-se de neblina, queda súbita de temperatura, sensação de formigamento no corpo, simples premonição, etc...
Com a chegada do espírito às ordens podem ser então dadas à eles. Se for de seu desejo ver o espírito, na maioria das vezes terá que ordenar que ele apareça.
Quando digo “ver” quero dizer as diversas formas de manifestação sensória de um espírito: ele pode realmente se tornar visível, pode tremular em uma imagem, surgir e desaparecer como um vulto na área do triangulo, pode manifestar-se psiquicamente, aparecendo com detalhes na “tela mental”, entre outros...
Os comandos para o espírito conjurado devem ser obrigatoriamente expressos nas próprias palavras do adepto. As ordens ao espírito deveriam ser claras, e talvez algumas restrições deveriam ser impostas, como não ferir amigos e familiares, e quem sabe um prazo para que seus pedidos sejam compridos.
Existem duas formas basicamente de se barganhar com um espírito de Goétia. Pedindo, ameaçando-o ou recompensando-o. Na maioria das vezes o espírito pode aceitar ou negar um pedido seu e não exigir nada em troca. Alguns deles no entanto parecem ter uma certa tendência para a negociação. Se for necessário ameaçasse um espírito dizendo que seu selo será destruído.
Recompensa-os com a criação de uma nova cópia do sigilo (seja ela um trabalho artístico, um grafite ou o que quer que seja.), embora em casos mais complicados sacrifícios mais ousados sejam pedidos. Será comum você “ouvir” o espírito lhe oferecer mais do que você realmente pediu tentando persuadi-lo a desejar outras coisas. Permaneça firme em sua vontade inicial ou acabará fechando contratos dos quais vai se arrepender depois. Na negociação não é necessário ser estúpido como os magos medievais, muitos dos espíritos são razoáveis e amigáveis, seja flexível, mas mantenha-se sempre no controle.
Feito isso pode se dar a licença para o espírito partir. Use a versão fornecida pelo livro ou reescreva-a em uma forma mais pessoal. A licença deverá ser declarada até não se sentir mais a presença do espírito. Finalmente execute novamente o ritual de banimento. Recolha todos os acessórios e o selo que agora está “ativado”, deverá ser guardado em um lugar seguro, longe de mãos e olhos profanos.
Agora simplesmente aguarde o espírito cumprir sua missão. Durante este período esteja pronto para manifestações como o aparecimento dos espíritos em sonhos, a visão de vultos, ouvir o seu próprio nome falado alto em uma hora perdida do dia, sensações de arrepio e formigamento e inclusive a sensação do toque além de casos raros de poltergaist.
O sucesso é uma pratica freqüente neste sistema, mas em caso de falha temos duas alternativas. Podemos simplesmente esquecer o ocorrido e continuar nossas vidas, ou podemos dar um ultimato ao espírito. Para isso conjure o espírito mais uma vez e ordene que complete sua missão em um numero certo de dias sob a pena de ter seu selo torturado e/ou destruído. Na maioria das vezes isso bastará para fazer-lo cumprir seu dever. Esta é a base da prática Goetica. O sistema se revelará especialmente eficiente para aqueles que buscam poder, hedonismo e prazeres materiais. Na verdade asconseqüências podem ser similares a que se tem com o jogo ou com certas drogas no tocante de que tenderá cada vez com mais freqüências buscar poder e prazer com os espíritos. Se você acredita que corre o risco de perder o controle com a sensação de poder, este sistema não é para você.

Demônios Goéticos
Os Demônios Goéticos são os 72 espíritos apontados nos três versículos do Pentateuco.
Estes são espíritos Goéticos, de uma outra ordem; são entidades muitíssimo primitivas, e que foram adoradas durante os primórdios da humanidade. São deuses esquecidos que se tornaram demônios após a influencia cristã, mas isto é uma hipótese, a experiência demonstrará a verdade. Coincidentemente 72 pode ser o resultado da soma 66+6.
De qualquer forma estes são os 72 reis e príncipes poderosos que, conforme conta o mito, o Rei Shlomo (Rei Salomão) encerrou em uma arca do bronze junto com suas respectivas legiões. Dentre eles BELIAL, BILETH, ASMODAY e GAAPeram os principais. Devemos notar que Shlomo parace ter feito isso por puro orgulho, uma vez que nunca declarou as razões de ser impelido a agir assim.
Sendo que estes quatro grandes reis são geralmente chamados de Oriens, ou Uriens, Paymon ou Paymonia, Ariton ou Egyn e Amaymon ou Amaimon. Pelos rabinos são conhecidos sob os nomes de: Samael, Azazel, Azael e Mahazael.
Tendo-os aprisionado selou a sua Arca, que através da potencia divina foi encerrada numa gruta ou poço na antiga Babilônia. Passado algum tempo alguns babilônicos desavisados encontraram a Arca e quiseram abrí-la, imaginando que esta estivesse repleta de tesouros. Quando conseguiram os espíritos principais imediatamente fugiram com suas respectivas legiões, exceto BELIAL, que entrou em uma imagem e proferiu oráculos, sendo a partir de então adorado com ritos e sacrifícios sangrentos, como uma divindade.

DE QUE ÁRVORE VOCÊ CAIU?





MACIEIRA – O AMOR
De contexto leviano, muito carismático, é uma pessoa chamativa e atrativa, de uma aura agradável, aventureira, sensível, sempre apaixonada, quer amar e ser amada, companheira fiel e terna, muito generosa, de talentos específicos, vive o dia a dia, filosofa despreocupada com a imaginação.
Totalmente distraída.

ABETO – O MISTÉRIO
É uma pessoa de extraordinário bom gosto, digna, sofisticada, ama a beleza, temperamental, teimosa, tende para o egoísmo, mas se preocupa com as pessoas que estão ao seu redor. É modesta, muito ambiciosa de muitos talentos, criativa, amante insatisfeita, de muitos amigos e inimigos.
Muito confiável.

CIPRESTE – A FELICIDADE
Forte, adaptável, toma o que a vida tem para dar.É uma pessoa satisfeita, otimista, aspira dinheiro e reconhecimento, odeia solidão, é uma companhia apaixonada e sempre insatisfeita, fiel,se altera facilmente, não é dócil.
É desinteressada.

ALAMO – A INCERTEZA
É uma pessoa com um alto sentido de estética, não é muito segura de si mesma, valente se for necessário, precisa estar em um ambiente agradável, é muito seletiva, as vezes solitária, muito alegre, de natureza artística, boa organizadora, tenta aprender através da filosofia, confiável em qualquer situação.
Assume as relações muito seriamente.

O CEDRO – A CONFIANÇA
De uma beleza estranha, sabe se adaptar, gosta de luxo, de boa saúde, não é uma pessoa tímida, não gosta de ver muitas pessoas, é segura de si, tem determinação, é impaciente e gosta de impressionar os outros.Tem muitos talentos, criativa, saudavelmente otimista, e vive na espera do único e verdadeiro amor.
Capaz de tomar decisões rapidamente.

O PINHEIRO – O PARTICULAR
Encanta a companhia agradável, é uma pessoa muito robusta, sabe fazer de sua vida algo confortável, muito ativa, natural, boa companhia, mas nem sempre amistosa, se apaixona facilmente, mas sua paixão se apaga em pouco tempo, se rende facilmente, se decepciona de todo até que encontre seu ideal.
É de confiança e de caráter prático.

O SALGUEIRO – A MELANCOLIA
Uma pessoa bela, mas melancólica, atrativa, muito empática, ama as coisas belas e tem bom gosto. Ama viajar, sonhadora sem descanso, caprichosa, honesta, pode ser influenciada, mas é difícil para conviver. Exigente, com boa intuição, sofre no amor, mas as vezes gosta de mentir.
É basicamente amigável.

A LIMEIRA – A DÚVIDA
Aceita o que a vida lhe dá de uma maneira muito complexa, odeia brigar, o estresse e o trabalho, mas não gosta de preguiça e da ociosidade. É suave e sabe ceder, faz sacrifícios pelos amigos, tem muito talento, mas não o suficiente tenaz para explorá-los. Se lamenta e se queixa um pouco.
É uma pessoa muito zelosa e leal.

O CARVALHO – A VALENTIA
É uma pessoa robusta da natureza, valente, forte, implacável, independente, sensível, não gosta de mudanças, mantém seus pés no chão.
Gosta de ação.

AVELÃZEIRA – O EXTRAORDINÁRIO
É uma pessoa encantadora, não pede nada, muito compreensiva, sabe como impressionar as pessoas. É segura, positivista, ativa na luta por causas sociais, popular, temperamental, amante caprichoso, sensual e excessivamente apaixonado, belo, sensível, honesto e companheiro tolerante, com um sentido de justiça muito preciso.
Tem mente aberta.

ROMANZEIRA – A SENSIBILIDADE
Cheia de encantos, alegre, dá sem expectativas de receber, gosta de chamar atenção, ama a vida, as emoções, não descansa, e inclusive gosta das complicações, é tanto dependente como independente, tem bom gosto, é uma pessoa artística, apaixonada, emocional, boa companhia.
Não se esquece dos pequenos detalhes

ÁRVORE DE ARCE - A MENTE ABERTA
Uma pessoa fora do comum, cheia de imaginação e originalidade, tímida e reservada, ambiciosa, orgulhosa, segura de si mesma, com sede de novas experiências. Algumas vezes nervosa, tem muitas complexidades, possui boa memória, aprende rapidamente, com uma vida amorosa complicada, gosta de impressionar. Deve buscar uma relação séria que encha sua vida, isso lhe fará feliz.
É a inovadora

A NOGUEIRA – A PAIXÃO
Implacável, é uma pessoa estranha e cheia de contrastes, não é egoísta, agressiva quando preciso, amorosa, nobre, de horizontes amplos, de reações inesperadas, espontânea, de ambição sem limites, pouco flexível. É uma companhia pouco comum, nem sempre agrada, mas é admirável, comum gênio estratégico, muito zeloso e apaixonado.
Não se compromete se não conhece.

A CASTANHEIRA – A HONESTIDADE
De beleza incomum, não deseja impressionar. Com um desenvolvido sentido de justiça, vigorosa, é uma pessoa interessada. Diplomática de nascimento se irrita facilmente e é sensível com companhia, muitas vezes por insegurança em si mesma. Às vezes atua com sentido de superioridade, se sente incompreendida, ama uma só vez.
Tem dificuldades para encontrar seu parceiro

A ÁRVORE DE CINZAS – A AMBIÇÃO
É uma pessoa excepcionalmente atrativa,vigorosa, impulsiva, exigente, não se importa com as críticas, ambiciosa, inteligente, cheia de talentos, gosta de jogar com o destino, pode ser egoísta, muito confiável e digna de confiança. Amante fiel e prudente, algumas vezes o cérebro controla o coração.

Assume suas relações muito seriamente.

A ÁRVORE DE HORNBEAN – O BOM GOSTO
De uma beleza muito franca, se preocupa por sua aparência e sua condição econômica, de bom gosto, não é egoísta, vive de forma mais cômoda possível. De maneira razoável e disciplinada, busca bondade e conhecimento em uma parceria emotiva, sonha com amantes incomuns, aos poucos é feliz com seus sentimentos, desconfia da maioria das pessoas, nunca está segura de suas decisões.
Muito consciente.

A FIGUEIRA – A BONDOSA
Muito forte, é uma pessoa voluntariosa, independente, não permite as contradições ou discussões, ama a vida, sua família, as crianças e os animais, um pouco volátil socialmente, bom sentido do humor, tímida, mas um pouco extrovertida. Gosta da ociosidade e da preguiça, tem um talento prático e inteligência. Pessoa muito sensual e atrativa ao sexo oposto.
Apresenta grande elegância e porte.

A ÁRVORE DE ABDUL – A INSPIRAÇÃO
Uma pessoa vigorosa, atrativa, elegante, amistosa, não é pretensiosa, é modesta, não gosta de excessos, se aborrece com coisas vulgares. Ama a vida, a natureza e a calma, não é muito apaixonada, cheia de imaginação, um pouco ambiciosa, acredita numa atmosfera de calma e satisfação.

A OLIVEIRA – A SABEDORIA
Ama o Sol, de sentimentos quentes e ternos. Razoável é uma pessoa equilibrada, evita agressão e a violência, tolerante, alegre, calma, tem um sentido desenvolvido para a justiça, sensível, empática, não conhece o ciúme, lhe encanta a leitura e a companhia de pessoas sofisticadas.
Apresentam muito equilíbrio.

A ÁRVORE DE FAIA – A CRIATIVIDADE
Tem bom gosto, se preocupa com as aparências, materialista, organiza bem sua vida e sua carreira, é uma pessoa econômica, bom líder, não toma riscos desnecessários. É razoável, esplêndida companheira de vida.
Gostam de dietas, esportes, etc.