sábado, março 25, 2006

Alinhamento Planetário


O ALINHAMENTO PLANETÁRIO
COM O SOL CENTRAL

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Deslocamento planetário do dia 5 de maio de 2000 fará com que a estrutura magnética da Terra e de todo o sistema planetário alinhem-se com o Sol Central do Universo. Esse alinhamento, na verdade, não será em linha reta devido aos graus de separação. A Terra, porém, estará em uma das extremidades enquanto que todos os planetas, incluindo o nosso Sol, se alinharão atrás dela. Os cinco planetas visíveis (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, com suas respectivas luas), a Terra, a Lua e o Sol, se alinharão um atrás do outro. Esse alinhamento vai gerar uma enorme atração magnética. Múltiplas Eclipses irão acontecer, mas vocês não poderão vê-las tanto quanto poderão senti-las.
Sol Central do Universo é o que nós, do Reino da Liderança (Guidance Realm), chamamos de Energia Solar. Ela é composta por todas as entidades universais que estão coletivamente incluídas na consciência do Ciclo Criador. Entenda-se por Ciclo Criador a energia que, pulsando vividamente, possibilita a evolução. A Estrutura Universal Concentrada é aquela que acompanha o que vocês chamam de Sol Central.
Essa não é a primeira vez que um alinhamento planetário desse tipo acontece. Entretanto, essa é a primeira vez que vocês terão um alinhamento de tamanha intensidade. A última vez que um alinhamento semelhante a este aconteceu foi há 2004 anos atrás — no dia que a Consciência Crística chegou à Assinatura Celular (DNA?) de Jesus de Nazaré.
O potencial de atração magnética que será experimentado durante esse deslocamento fará com que todos, não importa em que nível da realidade estejam, sejam passíveis de um aumento vibracional. Esse alinhamento com o Sol Central, por exemplo, fará com que a mente humana que estiver operando com 10% de sua capacidade cerebral (e a maioria da população da Terra opera com 10%) sofra, automaticamente, um aumento de no mínimo 1,5%. Já aquele que funcione normalmente com 12% da capacidade cerebral humana, estará capacitado com 2,4% a mais.
É aí que a Transformação Àurea (Golden Shift) começa. Devido ao aumento vibracional, derivado desse alinhamento com o Sol Central, não será mais possível para vocês continuarem a relacionar-se e a perceberem a Terra como o vinham fazendo. Vocês não mais poderão olhar os habitantes da Consciência Coletiva com a mesma retórica que existia no passado. E vocês literalmente, e eu não gosto dessas palavras mas terei que usá-las, serão forçados a re-dimensionarem, a re-pensarem e a re-agirem ao que acreditava ser a Verdade até então.
14 DIAS DE OPORTUNIDADE DE ABERTURA
As Grandes Mudanças de 5 de Maio de 2000 não acontecerão nessa data exata. Elas ocorrerão ao longo de 14 dias — do dia 28 de abril a 11 de maio. O ponto central dessa Transformação Luminescente será, pois, à meia-noite do dia 4 de maio.
Durante esses 14 dias de abertura, os habitantes da Terra terão, tanto por direito como por obrigação, que começar a transformar seus corpos físicos em Corpos de Luz. Os campos-de-força humanos poderão ser deixados intactos, mas vocês terão que estar conscientes de que essa é a etapa inicial que os transformará em Corpos de Luz.
O ponto central desses 14 dias traz uma energia belíssima. Vocês poderão utilizá-la para focalizarem-se nas mais altas esferas possíveis da Realidade ordenando que os 10% do seu cérebro não mais se mantenham conectados ao que vocês já tenham deduzido ser uma ilusão da realidade humana. Esforcem-se, basicamente, para irem além.
Nesses 14 dias de oportunidade, muitas pessoas escolherão acender suas Luzes. Aqueles que ativarem suas Luzes as propulsionarão além das barreiras físicas. Abrir-se-ão, pois, a uma percentagem muito mais alta de atividade do espectro cerebral. Quando se participa de uma alinhamento vibracional desse porte, forçar o plano terráqueo a vibrar em um segmento da realidade espectral totalmente diferente, é o modo mais inteligente de utilizar-se do potencial do momento.
Como fazer para ativar essa Luz? Simplesmente optem por acendê-la. Entrem em meditação, o mais profundamente que puderem, e usem a intenção para optar por incandescer suas partículas de Luz. Todos os seres humanos trouxeram tais partículas dentro de si e, se quiserem dar-lhes um nome, chamem-nas de "A Luz da Epifania".
A LUZ DA EPIFANIA
A Luz da Epifania é uma frase que vocês não utilizam muito na Terra. Essa é a Luz que cada ser humano trouxe consigo. Cada um de vocês a tem, e por isso, cada um de vocês pode tomar a resolução de compreender a criação e, conseqüentemente, entender seu Criador.
Eu defino a Luz da Epifania como a Luz que carrega-se dentro de si e que se suplanta a todas as outras partículas de todo o sistema espectral corpóreo que, alinhada com o processo do pensamento, captou o valor do sistema vibratório chamado humano. A Luz da Epifania lidera todas e, dentro dessa Luz, você se foca a partir da própria Célula-Divina.
Todo o ser humano que incandesce essa Luz alcança a compreensão de que esteve vivendo sob uma aparência que passará a não ser mais aceita no mundo dos humanos. Seus governantes têm que despertar. Eles terão que perceber que isso não é mais um evento político. Isso é a salvação do plano terreno para o qual deverá ser criado um espaço onde a dimensão terrestre se perpetue na mais alta vibração possível — um espaço onde seja possível coabitar com os irmãos e as irmãs do mundo galáctico, onde não se possa mais imaginar que uma pessoa seja melhor do que a outra ou que seja possível sentar-se e julgar seus irmãos e irmãs. Na verdade, isso tem acontecido porque, há anos, tem lhes sido incutido a imagem do Criador como sendo uma entidade que julga e que, sentado, decide se você está certo ou errado. Entretanto, o Deus Criador é aquele que lhes provê com o Amor-Luz para que vocês sejam capazes de posicionarem-se corretamente e de discernirem o que é certo.
Nos últimos 2000 anos, vocês têm aprendido que é preciso viver com medo. Vocês têm aprendido que é necessário ultrapassar os outros para trazer o que quer que seja para suas próprias realidades. Quando, na verdade, o Criador tem lhes dado leis muito bonitas e muito simples às quais vocês deveriam se manter fiéis durante a vida. Elas não são leis de diretrizes. Elas não são leis que instigam os homens a transformarem todo um país numa nação guerreira. Elas são as leis do Criador, leis que foram feitas para que vocês, como Seres Luminosos da Terra, possam dirigir a nave que os levará a uma nova compreensão, consciência e percepção do que seja o Amor-Luz.
É preciso que fique claro que, por muito tempo, vocês vêm sendo condicionados ao "Se fizer algo errado, morrerá". Entretanto, não há lugar para a morte nessa nova energia. Vocês passarão a se mover em muitos outros processos dimensionais, indo e vindo, de acordo com a vontade. Mas é preciso, a todo custo, que durante esses processos a Mãe Terra seja sempre protegida.
PREPARANDO-SE PARA AS MUDANÇAS
As Grandes Mudanças de 5 de maio de 2000 terão significados múltiplos. Vocês nem podem vislumbrar a dimensão dessas Transformações porque vocês perderam a compreensão conceitual do que essa data realmente significa. Muitos se perguntam se devem manter sopas disponíveis ou estocarem seus pertences no chão para que não haja perigo que caiam. Mas isso tudo não tem nada a haver com essas Mudanças. Nem estoquem suprimentos porque vocês acabarão não sendo capazes de usá-los. Entretanto, o mais importante de tudo, e de que vocês realmente necessitam, é de uma nova consciência-perceptiva. Essa é única salvação. Vocês têm que ser capazes de manterem-se gerando pensamentos cordiais, afetuosos, fervorosos, generosos... "Quentes!".
Nessa altura, o melhor que a pessoa que esteja sendo exposta a essa informação tem a fazer como preparativo de transição para o seu Corpos Luminosos, é de dar a máxima atenção tanto para a sua alimentação quanto para todo o espectro da sua vida. Se vocês continuarem apegados aos velhos padrões, estarão criando o efeito "Elvis Presley" – rock-and-roll, porque a verdade é que todo esse processo já começou. Muitas coisas pouco comuns já estão acontecendo à volta do plano terreno apesar de vocês não estarem sendo informados sobre muitas delas.
Vocês passaram a vida em estado de meditação, de dormência ou de oração esperando que os escudos que bloqueavam a Luz fossem desfeitos. E agora que essas barreiras começam a se desfacelar, ficam tentando arduamente reconstruí-las. Vocês estão é ficando loucos! Cuidado! Como a energia fotônica e a energia que emana do cristal no centro da Mãe Terra estão se intensificando à medida que nos aproximamos da hora da Transformação, urge que ferramentas como a meditação, a respiração prânica, o controle mental, a programação para os estágios de sono etc. sejam mantidas freqüentemente em uso. Eu nunca consigo enfatizar isso o suficiente! Até mesmo os seus canalizadores mediúnicos são importantes. Eles são um dos poucos canais disponíveis para que vocês tenham acesso à Verdade sobre essas Mudanças. E a maioria das pessoas não escuta os canalizadores mediúnicos.
EFEITOS DE UMA MEDITAÇÃO GLOBAL
Pelas orações e na meditação, durante esses 14 dias de abertura, tanto vocês quanto a Mãe Terra terão uma grande chance de deslocarem-se para um espectro Luminoso totalmente novo.
Quando uma meditação acontece em âmbito global, a participação dos indivíduos realmente afeta os raios de luz do cristal central da Mãe Terra. Conseqüentemente, toda a estrutura magnética vibracional, o batimento cardíaco e as pulsações que emanam do planeta são afetados. Por isso, os benefícios de uma Meditação Global, tanto para o planeta quanto para a humanidade, são imensuráveis.
PONHAM-SE EM AÇÃO
Agilizem-se para que todos os seus amigos avisem a todos os amigos que atenham-se aos bons pensamentos durante esses 14 dias de abertura, mesmo sabendo de a maioria deles nem sequer tentará. E mesmo que vocês se dirijam aos amigos que não têm conhecimento algum sobre os "Servidores da Luz", que não entendem nada sobre o Criador ou que só vivem em função de um Deus julgador, para dizer-lhes que atenham-se aos bons pensamentos durante esses 14 dias, o que terão a perder? Nada! E se seus amigos lhes disserem "esqueçam", então retirem-se e deixem-nos em paz. Isso não terá importância alguma uma vez que a mensagem ao penetrar nos 10% dos seus cérebros humanos se infiltrará nos outros 90% do TUDO QUE É.
Por isso, avisem a todos sobre As Grandes Mudanças de 5 de maio de 2000.
Não convençam ninguém. Avisem a todos. Mas não convençam ninguém!

Sorria Hoje!

Sorria hoje!

Aluney Elferr Albuquerque Silva
Muito se diz por aí, que ser feliz está sendo cada vez mais difícil. Encontramos diversas pessoas que dizem quando escutam, por exemplo, uma boa piada, “ah, eu nunca mais tinha sorrido assim”. Outras tantas exclamam: “com tudo o que acontece no mundo, sorrir é um caso muito sério”.
Para essas colocações, temos observações, que gostaríamos de expor, antes de falar em nosso assunto central, mas não temos a pretensão de induzir ninguém a pensar como pensamos, primeiro gostaríamos de mostrar que existe um outro lado e que muitas vezes nosso ponto de vista esta muito limitado.
Você já viu alguma casa bonita? – mas aquelas que você gostaria de viver? – aquela que possui o jardim ideal, a varanda ventilada, a sua cor preferida, já viu? – acredito que sim, então imagine-se morando nela e tendo que fazer uma reforma geral em toda a sua estrutura! Jardim, varanda, pintura, quartos e tudo mais. Então vamos começar a reforma, e como ela vai ficar durante a reforma? Bonita ou feia?
O que nos leva a entender que as coisas quando passam por reformas, ficam temporariamente sem sua beleza natural, ou pelo menos empalidece, para se tornar no amanhã algo ainda mais belo e melhor.
As construções do homem por serem, na grande maioria, egoísta e orgulhosa, tendem a obscurecer as belezas naturais, então de tempos em tempos as grandes reformas terrenas acontecem para equilibrar e rearmonizar o que estava desgastado e desarmonizado, para assim colhermos o que refletirmos em nossos atos tresloucados.
Mas, temas como esses não nos devem “murchar” as esperanças, pois, acreditar em nós mesmos é um desafio, um dever, que nos fará mais felizes.
Fazer mossa parte, mediante todas essas catástrofes é necessário, continuar vivendo e vivendo com qualidade.
Muitos dizem, que a paz deve começar efetivamente acontecer, mas pouco se preocupam em começá-la em si mesmos. Não há como cobrarmos as ocorrências externas se não as concretizarmos dentro de nós mesmos. Viver um dia feliz, nos pertence, sorrir para alegrar nossa vida e deixar fluir de nós força suficiente para empolgar os outros, é nosso dever.
Então, vamos olhar sob um novo prisma, os acontecimentos e ver que somos importantes, pois, temos condições de melhorar ou piorar os fatos, e só por isso, já temos certo “poder”.
Vamos começar um dia na luz da oração, e percebamos o dia como sendo mais uma oportunidade de ser feliz. O tudo sem Deus, é nada! O nada com Deus, é tudo!
Somos criaturas, criadas por Deus, criaturas especiais, feitas do Amor, para a felicidade.
Se te maculam a imagem com zombarias, o exemplo bem aplicado apaga mil conjecturações.
E te machucam com palavras duras, a tua ferida se cobrirá de balsamo, somente quando o perdão vier.
Se reclamam te contributo, auxilia mais.
Somente você tem a permissão de se deixar infelicitar pelas asperezas dos outros.
Levante a cabeça, sorria, hoje, faça a sua parte e siga adiante.
Sorrir, hoje, um ensaio para sorrir sempre.

Os Gray e o seu projecto de infiltração

Os Grays e seu projeto de infiltração

Rodrigo Romo

Estes irmãos do planeta Ápice, que já esteve na órbita tríplice entre Vega e Lira, representa o planeta de uma civilização que desenvolveu alta tecnologia e com ela acabou por destruir seu mundo, extinguindo diversas formas de vida e poluindo com material radioativo diversos planos dimensionais de seu mundo natal. Essa espécie esta dividida entre os Grays, que são os baixinhos com altura entre 75 cm a 1,20 mts, de pele entre rosada e cinza, que estão compactuando com o Sinistro Governo Secreto e são não Confederados. Possuem elevada tecnologia e tem invadido e submetido muitos povos humanóides mediante suas intenções de colonização e procura por material genético para reencarnar e quebrar o processo de extinção que estão sofrendo a centenas de anos. Possuem tecnologia de viagens temporais com as quais tem tentado modificar nosso passado a seu favor, tendo enfrentado diversos ataques e opressão do Comando Ashtar. Outro grupo mais antigo desses seres são os ZETAS, que possuem uma aparência semelhante, mas uma altura entre 1,75 a 2,25 mts, que escaparam antes das guerras do planeta Ápice e vivem em avançadas bases espaciais, parte desse povo é Confederado , a outra é não confederada e são exímios geneticistas, que também estão buscando soluções para os problemas de degeneração dos Grays e de outras formas de vida que foram criadas artificialmente em muitos mundos incluindo a Terra, nos mundos intraterrenos e realidades paralelas, como manifestações dos Chupa cabras que andaram sendo rastreadas a poucos anos. As naves que esses seres empregam costumam ter a aparência piramidal ou cônica de cor negra e emitem um som inaudível de alta vibração que penetra em nossa medula. Os padrões cerebrais desses seres atingem valores muito além do humanos da terra e possuem as capacidades telepáticas e sensoriais de gênios. A sua presença na Terra esta ligada a um plano de invasão passiva e trocas de favores com os governos, para gradualmente mediante clonagem, substituir nossos dirigentes eleitos e colocar clones que desenvolvam uma política favorável ao seu aparecimento público e uma associação com suas naves e sociedade, que pode acabar em uma invasão e controle total da humanidade, como já foi feito em mundos de Sírius, Procyon e Órion, onde eles andaram se manifestando, inclusive confrontando delegações de Draconianos. Por possuírem uma aparência débil, as pessoas acreditam que sejam inofensivos, um grande engano, pois seu mental é mais forte do que muitas criaturas extraterrestres presentes na Terra e em outros mundos semelhantes de 3ª e 4ª dimensão. Através de sua infiltração eles estão podendo monitorar e empregar implantes de longo e médio alcance que são inseridos nos corpos etéricos e emocionais da humanidade e procuram atacar e invalidar a ação dos Canais dos Mestres da Fraternidade Branca, ridicularizando sempre que possível as mensagens e tentativas de impor uma proposta Crística e amável. Trabalham em equipes de 6 entidades e podem se manifestar na realidade espiritual e usar métodos de incorporação para se infiltrar dentro de grupos espíritas.
Eles estão presentes em muitos seguimentos como no desenvolvimento de técnicas de armas de controle populacional de ondas sônicas e impulsos de satélites, além da ação direta com suas naves e Formas Pensamento, que são muito poderosas. Uma parte dos diversos seguimentos de Grays atuantes na Terra, trabalham em parceria com as delegações negativas e rebeldes dos Draconianos, buscando fortalecer seus planos de domínio e invasão, que tem sido gradualmente repelidas pelos Comandantes da Federação e pelos Mestres da Confederação e Fraternidade Branca, no entanto por terem se apoderado de muitos linhas governamentais de alto poder, estão procurando usar a humanidade como escudo parta através do livre arbítrio da mesma, levar a Terra e sua humanidade para o caos e as trevas, onde as forças dos Mestres fica em desvantagem, por esse motivo as forças de elite da Federação estão atuando para ajudar a reverter o quadro e penetrar onde as energias cristicas não podem atuar, empregando os mesmos métodos canalhas de aprisionamento das nossas almas, para intimidar e limitar a ação desses grupos compactuando com as energias do Dragão Negro e de Satã. Esses temas tem sido abordados em meus livros disponíveis para o publico e em outros ainda aguardado autorização dos Mestres para serem divulgados. No novo trabalho dobre os Ventos de Órion, abordarei via canalização muitos aspectos desse processo de conquistas que estamos sofrendo na pele. Toda vez que um ser humano desenvolve suas técnicas de luz e meditação e eleva seu padrão vibracional de forma harmonia e amorosa, ele se liberta do poder de manipulação desses seres, por esse motivo o grande crescimento de grupos ligados aos Mestres de Luz, para equilibrar as forças, no entanto devem estar atentos e usar o poder de vossas chamas trinas e amor, pela intuição para discernir, pois muitos seres negativos empregam hologramas dos Mestres para controlar e enganar os canais, que se deixam levar pela aparência material e racional das holografias, não permitindo que a sua intuição realmente se manifeste e dê o alarme para seu consciente

O Zumbido Interior


O ZUMBIDO INTERIOR

Ken Page e Simon Peter HemingwayExtraído de The Traveler and the End of Time (O Viajante e o Fim dos Tempos)
LAGO AZUL
O som persistente das palavras "Lago Azul" entoadas repetidamente, um som que eu ouvira certa noite no meu quintal em Clear Lake (Lago Cristalino), continuou a ecoar em minha mente muito tempo depois. Alguns meses depois, em 1985, senti-me compelido a escrever ao Pueblo Taos, pedindo permissão para levar meu cristal ao Lago Azul. Também senti-me compelido a mandar junto com a carta outro cristal de minha coleção, como um tipo de prenda e uma maneira de eles experimentarem minha vibração. Aproximadamente seis semanas depois, recebi uma carta do Pueblo. O imponente cabeçalho dizia: "Conselho de Guerra." O Conselho de Guerra, dizia a carta, se reunira para considerar meu pedido, mas por razões que eles estavam impossibilitados de contar, não podiam me dar autorização para ir ao Lago Azul naquele momento. O cristal que eu lhes enviara estaria à disposição em qualquer horário no escritório do Pueblo quando eu quisesse ir buscá-lo.
Fiquei desapontado. Parecia-me imensamente importante levar o cristal ao Lago Azul; tinha certeza de que os anciãos sábios do Pueblo também enxergariam a verdade deste fato. Eu estava cansado de tocar meus negócios falidos e queria realizar algo que desse significado à minha vida novamente. Quando busquei o lado bom da situação em que me encontrava, pensei em meu Tio Donny.
Quando eu tinha quatro anos de idade, minha mãe voltou a morar com meus avós em Oakland para se refazer depois de seu divórcio. Meu avô era pai de Donny. Na ocasião Donny tinha nove anos e eu era uma praga para ele, mas mesmo assim eu o seguia por toda parte como um cachorrinho. A natureza essencial de nosso relacionamento permaneceu inalterada durante muitos anos. Eu o seguia a todo lugar da mesma maneira obstinada sempre que nossas famílias se reuniam nos vários feriados que tinham significado para nós.
Finalmente, a guerra do Vietnã nos separou, como separou tantas outras famílias nos anos sessenta. Donny foi logo convocado, em 1961, e fiquei sem saber o que aconteceu a ele depois, a não ser que parou de ir para Oakland no Natal. Nossas vidas tomaram caminhos diferentes daquele ponto em diante. Ao contrário de Donny, que foi convocado, eu me alistei na Guarda Nacional, e 18 meses depois estava galgando a hierarquia da General Cable, rumo a me tornar milionário.
A vida inesperada de Donny depois da guerra foi a realização de um padrão iniciado quando ele nasceu quase 17 anos depois de seu irmão mais próximo. Nunca se sabe o que Donny vai fazer, era só o que dizia meu avô. Donny lhes enviava cartões postais de lugares tais como Afeganistão e Tibete, e apenas minha mãe, rosa-cruz a vida toda, parecia fazer idéia do que ele estava aprontando. Quanto a mim, quando pensava nele, lembrava-me de suas carruagens legendárias: o Chevy 1958 preto novo que meu avô lhe comprou quando ele tinha 16 anos e o MG Midget que ele comprou no ano seguinte. Lavar o MG de Donny, quando eu tinha 13 anos, foi uma de minhas primeiras experiências religiosas.
Agora nossos caminhos estavam convergindo novamente. Eu tinha um novo trabalho excitante dirigindo uma empresa de hologramas, e minha visão da criação de um holograma de Jesus exigia que eu viajasse para Santa Fe para supervisionar a criação da escultura detalhada em miniatura que eu planejava fotografar com raios laser. Sabia que Don estava morando em Taos, Novo México, e resolvi ir visitá-lo. Praticamente não sabia nada sobre cristais e algo me dizia que Don era o homem com quem eu precisava falar.
Ao lado da casa de Don, desci de meu Lincoln alugado, elegantemente vestido num dos muitos ternos escuros com colete que eu usava como uniforme naqueles dias. Ele morava numa casinha de um quarto no final de uma comprida estrada coberta de pedregulhos, próximo a um desbotado ônibus escolar adaptado que ele usava para receber convidados e como escritório. Havia vários pedaços de madeira empilhados sob os beirais, anunciando o inverno próximo.
A porta se abriu. Diante de mim estava um homem com cabelos na altura dos ombros e barba de hippie. O ar morno que passava por ele cheirava a fumaça de madeira e incenso. Aquele era meu tio? Estendi a mão. "Oi, Don," disse eu. "É Ken."
Don estudou-me solenemente enquanto retribuía meu aperto de mão. "Eu sabia que alguém da minha família estava vindo," ele respondeu, "Só não sabia quem." Olhou-me mais um pouco e então eu o segui para dentro. "Preciso lhe contar uma história," ele disse. Sentei-me pronto para ouvir. Eu gostava de histórias.
Don me contou do ano em que passou vivendo da terra na Colúmbia Britânica em 1971. A história terminou quando ele foi envenenado e morreu. Prendeu-me em seu olhar fixo, esperando ter certeza de que o que me contara tinha se arraigado. "Don está morto," explicou sério. "Sou Akbar agora." Eu compreendi. Akbar era o ser que viera habitar-lhe o corpo depois que Don se foi. Era um tipo de sublocação. Eu sabia o que era uma sublocação. Meu tio não tirava os olhos de mim.
"Akbar," disse eu tentativamente, experimentando a sensação em minha língua. Sem problemas. No lugar de meu superbacana Tio Don, eu tinha agora o sábio e misterioso Tio Akbar. Todo mundo deveria ter essa sorte.
Tio Don foi Tio Akbar durante alguns anos apenas. Hoje ele é conhecido em toda parte por Drunvalo Melchizedek. Antes de conhecer Drunvalo, eu pensava que um entrante era alguém que aparecia para cortar os cabelos sem hora marcada. Entrante, descobri, era o nome popularizado pela escritora Ruth Montgomery para uma alma que entra num corpo adulto sem o inconveniente do processo de nascimento. Em essência, somos todos entrantes; nosso universo é bastante jovem e todos viemos para cá vindos de outro lugar. Desde então, passei a acreditar que o entrante quase sempre é um aspecto superior da alma original no nascimento, depois de eu mesmo passar pelo processo. As pessoas, descobri, o tempo todo, mudam.
Quando superamos as formalidades, descobri que Drunvalo realmente tinha muito a me dizer sobre cristais. A primeira coisa que me disse foi que eles não eram apenas pedras, e sim seres vivos, crescendo e se modificando todo o tempo. Mostrou-me como respirar informações de um cristal segurando-o de encontro à testa, fazendo mentalmente, ao mesmo tempo, uma pergunta. Também explicou como os cristais podem conter imensas quantidades de energia, quer positivas, quer negativas, podendo, dessa forma, ser usados seja para machucar, seja para curar gente. Chegaram mesmo a descobrir, disse ele, como captar toda a energia de uma explosão nuclear num cristal minúsculo que se poderia segurar na mão. Agora, como na antigüidade, os cristais ainda são a arma suprema.
No dia seguinte, ele me apresentou a Katrina Raphaell, que escreveu o livro Crystal Enlightenment (Iluminação pelos Cristais) e dois volumes relacionados ao assunto. Passamos o dia caminhando, e ela me contou ainda mais sobre cristais. No final do passeio eu não podia imaginar mais nada para perguntar sobre eles. Na noite anterior à minha partida, Drunvalo deu-me de presente um cristal que ele tinha há um ano e meio e um livro, Joy’s Way (Caminho da Alegria ou À Maneira de Joy) de Brugh Joy. Ele tocou o cristal. "Eu não sabia para onde ele deveria ir," disse, "mas agora vejo que pertence a você Ken."
Algumas semanas depois, tive de voltar para o norte do Novo México, e desta vez Drunvalo foi comigo quando fui ao escritório do Pueblo Taos reaver o cristal que enviara com minha carta. Um homem grande de peito enorme com sorridentes olhos escuros nos chamou quando saíamos do edifício. Drunvalo me apresentou a Jimmy, um velho amigo seu que morava no Pueblo. Ele e Drunvalo se conheciam muito bem, embora houvesse longos intervalos em sua amizade ocasionados pelos períodos de bebedeira de Jimmy. No momento Jimmy estava a seco. Ele acenou sério a cabeça quando lhe contei minha tentativa fracassada de obter permissão do Pueblo ir ao Lago Azul. "Eu estava lá, cara," disse ele. "Disseram não porque estão preocupados com feitiçaria que estão fazendo lá em cima. Aquele lugar é poderoso demais. É bom não arriscar."
De fato, como descobri depois, eram cuidadosos a ponto de postar guardas armados na trilha na maior parte do ano. Quando descobri mais sobre o Lago Azul, fiquei satisfeito por agirem daquela maneira. Além de ser um lugar muito poderoso, estava também energeticamente ligado a outros locais sagrados no mundo todo. A tribo de Taos estava certa em protegê-lo.
Tirei o cristal que o conselho de guerra me devolvera sem abrir e o dei a Jimmy. Era lindo, claro e com acabamento duplo. Eu soube imediatamente que devia dá-lo a ele, e foi o que fiz. Jimmy o segurou contra a luz, admirando-o. Um sorriso perpassou suas feições alcantiladas como o Sol surgindo por cima de uma montanha. "Vou levar você lá," anunciou de repente. Meu coração saltou como um peixe atrás de uma mosca.
Drunvalo me bateu nas costas e deu um grito. Afinal íamos ao Lago Azul.
Algumas semanas depois, Jimmy me telefonou na Califórnia. Aluguei novamente um carro em Albuquerque e fui até Taos. Jimmy morava num velho trailer duplo que o vento rasgara como tecido de algodão. Sentamos e falamos enquanto o vento assobiava à nossa volta e o forno a propano rugia em vão para o vento como um velho brigão. Jimmy me falou de Mario, um velho de 75 anos, o índio kiva encarregado da educação espiritual das crianças do pueblo. Mario era tão instruído que podia passar um mês inteiro apenas ensinando as crianças sobre o sol e a lua. Embora Mario fosse tio de Jimmy, eles eram chegados como pai e filho, assim era natural que Jimmy contasse ao homem mais velho sobre nossa planejada viagem ao Lago Azul.
Mario ficou imediatamente preocupadíssimo com o que estávamos fazendo. Na noite seguinte à que ele falou com Jimmy, colocou duas penas de águia cruzadas em seu peito e pediu a um sonho induzido por drogas para lhe mostrar a verdade do que estávamos tentando. O sonho trouxe boas notícias para todos nós. Mario disse a Jimmy que o que estávamos fazendo mudaria o mundo, e teimou em ir junto. Àquela altura, estávamos todos muito entusiasmados. Nenhum de nós pensou por um momento que a viagem que estávamos tentando possivelmente seria perigosa. O único sinal que tive de que alguma coisa estava errada era o tempo frio para aquela época do ano e o fato de Jimmy me dizer que eles estavam tendo dificuldades para pegar os cavalos.
Na manhã seguinte, fomos ao "rancho" de Jimmy em sua velha caminhonete. O rancho consistia realmente apenas de um alpendre e de um curral construídos na terra onde ele mantinha seus animais. Mario já estava lá nos esperando com apenas dois cavalos selados. Estávamos em três. Olhei alarmado para Jimmy. Ele encolheu os ombros. Era um famoso encolher de ombros característico de muitas pessoas nativas. O encolher de ombros continha toda a história de seu povo. Era um encolher de ombros que reconhecia o roubo de tudo o que eles possuíam, o assassinato de seus avós, a dor de ver o estupro diário da Terra praticado por homens que não davam a mínima para ela. Era um encolher de ombros que colocava um cavalo perdido em sua devida perspectiva.
Mario me saudou calorosamente e fez algumas piadas sobre o tempo. Pude dizer imediatamente, só de olhar para ele, por que sabia tanto sobre o sol e a lua: eles três obviamente tinham passado muito tempo juntos. Seus cabelos grisalhos estavam amarrados para trás numa trança, e ele mostrava profundas marcas de riso ao redor da boca, conseqüência de toda uma vida a sorrir. Estava claro que perder um cavalo significava ainda menos para ele do que para Jimmy; ambos eram tão duros quanto aço temperado e caminhariam descalços se preciso. Os dois estavam vestindo apenas calças jeans, botas de vaqueiro e jaquetas de lã xadrez leves, embora estivesse chovendo.
Eu estava completamente encantado com a recusa deles de se irritar com a mais adversa das circunstâncias. Era uma prova flagrante de sua fé no Criador. O fato de estar encantado não me impediu de entregar os dois ponchos para chuva que tinha colocado em minha mochila no último minuto.
A namorada de Jimmy levou embora a caminhonete numa nuvem de fumaça azul. Observei a boléia aquecida e as luzes traseiras retrocedendo pela estrada coberta de neve e fiquei pensando no que tinha me metido. Alguns minutos depois partimos, comigo pendurado todo duro na sela na garupa de Mario, como um personagem de faroeste que tivesse perdido o cavalo num jogo de pôquer.
As coisas até que não pareciam muito ruins no princípio. A chuva deu lugar a enormes flocos de neve úmidos que caiam lentamente como cinzas de uma grande fogueira a queimar em algum lugar além das nuvens. A trilha, que conduzia a um local para piquenique às margens de um rio, era larga e batida, e um pouco abaixo dela uma grande coruja coberta de neve voou na nossa frente por cima do rio, as asas majestosas batendo com lentidão hipnótica. Trocamos olhares de compreensão. Todos sabíamos que as corujas eram poderosos animais medicinais.
O que eu não sabia era que os lakotas acreditam que a coruja, por eles chamada Hinhan, representa morte, chamando o nome daqueles cuja vez de morrer chegou. O espírito da coruja, Hinhan Nagi, guarda a estrada do espírito que leva à Via Láctea. Os viajantes que não estavam prontos para a viagem ela lançava de volta à Terra, onde eles se tornavam fantasmas errantes. Antes do fim do dia, esta história adquiriria um tipo de sinistra ressonância para mim.
Quando passamos o local de piquenique abandonado coberto de neve, a trilha sem mais nem menos desapareceu. Olhava ora Jimmy, ora Mario, em busca de pistas, mas eles continuaram a impassivelmente impelir os cavalos adiante. Estávamos seguindo um rio até o Lago Azul em vez de tomar a trilha habitual por causa do tempo. Sem dúvida, ninguém mais tomava a rota do rio há muito tempo. A trilha estava bloqueada em vários pontos por pinheiros caídos que obviamente estavam ali desde o inverno anterior. Tivemos de cruzar e voltar a cruzar o rio vezes sem conta para nos desviar das árvores, e a cada vez que o fazíamos ficava cada vez mais difícil retomar a trilha na neve. Meu casaco de baixo estava se transformando numa cara esponja de penas e as calças jeans de Mario estavam escuras até os joelhos por causa da neve derretida. As escarpas do desfiladeiro no qual nos encontrávamos erguiam-se cinzentas e agourentas dos dois lados como os muros de uma prisão, à medida que os cavalos pateavam de um lado para o outro do rio raso.
Finalmente, a trilha pareceu desaparecer por completo e fizemos uma parada no leito do rio para conferenciar como cães de caça contrariados. A respiração dos cavalos produzia um vapor tênue. Pensei na água que passava por suas patas e como era impelida para cima por sua energia e como cairia novamente em forma de chuva, acabando por encontrar seu caminho de volta à sua mãe, o mar. Meu devaneio terminou abruptamente quando senti as pernas de trás do cavalo darem um grande pulo debaixo de mim. Perscrutei acima. A trilha, pelo que parecia, subia direto até o aterro. Não via Jimmy em lugar nenhum.
Fitei apreensivo por cima do poncho de Mario, minhas juntas brancas agarrando a sela. Uma linha sinuosa de círculos cinzentos sobre a neve dava conta do progresso de Jimmy, traçados mais longos mostravam onde o cavalo escorregara na rocha molhada e lisa por baixo da neve. Ele já tinha chegado ao cume do outro lado do rio e se perdera numa curva entre as árvores, mas nosso cavalo estava empacando. O cavalo de Jimmy tinha escorregado, embora carregasse uma carga equilibrada, com apenas metade de nosso peso.
Mario grunhiu, impelindo o cavalo para frente com as pernas. Ele tremia embaixo de nós, retesando cada músculo, esticando-o como uma corda de arco num esforço para fazer com que parássemos de escorregar para trás à medida que seguíamos aos trancos e barrancos nosso caminho acima na lateral do aterro. Olhei nervosamente lá trás a silhueta escura do rio no ponto em que ele cortava a neve nove metros abaixo. Mario tranqüilizou o cavalo, incentivando-o a seguir em frente outra vez. Então, foi o inferno.
O cavalo arremetia desesperadamente quando começou a escorregar para trás. Mario gritou com ele. O cavalo deu um coice para trás e então minha cabeça bateu nas costas de Mario enquanto os cascos do cavalo se agitavam em desespero contra alguma besta invisível pairando no ar diante de nós. Só sei que depois o chão era um borrão branco se precipitando na minha direção, e então eu estava descendo e rolando pela lateral do desfiladeiro. Agarrei com todas as forças um toco. Ainda inteiro e anestesiado pela adrenalina, pulei depressa para ver se Mario estava bem. Ele não estava.
Vi Mario a seis metros acima de mim, dobrado sobre o pescoço do cavalo que tremia e se agitava embaixo dele. O declive abaixo deles era íngreme e liso como um telhado de ardósia molhado. Mario se agarrava ao pescoço do cavalo e sussurrava em seu ouvido enquanto o cavalo bufava e soltava vapor pelas narinas. O animal se arremessava espasmodicamente para frente como se estivesse sendo eletrocutado, e a seguir começava a escorregar para trás sem parar, batendo impotente contra as rochas negras molhadas embaixo da neve, até que escorregou para trás, batendo na carcaça de um grande pinheiro caído que tínhamos cruzado no caminho para cima. Ficaram lá por um momento — o cavalo, o cavaleiro e a árvore — todos equilibrados como num improvável número de circo.
A árvore morta rangeu e se mexeu como um ser turbulento adormecido. O cavalo entrou em pânico e empinou. Eu o vi balançar em suas grandes e trêmulas pernas traseiras como um desses garanhões de filme, então cavalo, cavaleiro e árvore todos se separaram. Mario voou para trás pelo ar como se tivesse sido atirado de um canhão, pousando com toda violência nas rochas, neve e pedregulhos três metros abaixo de mim, e a dar cambalhotas, desapareceu da vista. O cavalo, retorcendo-se em pleno ar como um golfinho a saltar, pousou de lado com um estrondo feio e rolou, a debater-se impotente, aterro abaixo, indo terminar a se agitar e a relinchar no rio. Ouvi um estrondo baixo e o som de madeira se lascando acima de mim, então, voltei-me exatamente a tempo de ver uma mancha escura, gordurosa e lisa na neve, como se ela tivesse acabado de ser arada, e senti o impacto quando o pinheiro morto escorregou e bateu na parte de trás de minhas pernas, lançando-me para frente.
Vi-me estendendo as mãos bem a tempo de impedir que eu rachasse minha cabeça na rocha cinzenta que se projetava cruelmente diante de mim como a barbatana dorsal de um tubarão. Não senti nada. Eu deixara meu corpo para assistir a coisa toda de um local seguro bem acima do riacho.
Soube imediatamente que eu já morrera aqui numa vida passada neste mesmo lugar, naquela mesma rocha e que eu tinha escapado de meu corpo antes de ter de revivê-lo uma segunda vez. Eu me vi lutando. Meu pé estava preso no toco, e eu estava dependurado, rosto para baixo, na lateral do desfiladeiro, minha perna num ângulo impossível. Mario estava de joelhos no rio, balançando a cabeça enquanto a água fluiu por seu corpo. O cavalo acabara de se pôr em pé num esforço e cambaleava por ali em choque como um potro que não consegue encontrar a mãe.
Ouvi Jimmy xingar baixinho, ele voltara para ver o que eram todos aqueles estrondos e gritos. Então imediatamente voltei a meu corpo, dependurado indefeso sobre aquela rocha assassina, tentando parar a dor de minha perna me segurando em um ramo seco que havia sobre a minha cabeça. Jimmy foi correndo até mim e tentou virar a árvore, mas em vão. Era comprida como um poste de telefone e as raízes estavam esmagadas no leito do rio. Mario estava de joelhos na água, segurando os quadris e fazendo caretas cada vez que respirava. Jimmy foi escorregando até o rio para dar uma olhada nele, e quando Mario mostrou-lhe algo com a cabeça, ele foi patinhando na água em suas botas de vaqueiro até as raízes eriçadas da árvore que me segurava. Ele a examinou por um momento e a seguir ajoelhou-se dentro da água gelada para colocar o ombro debaixo de um ramo. Agarrou a árvore por debaixo da água e tentou com todas as suas forças erguê-la. Eu sentia a árvore se mexer, não muito, mas o bastante para ir soltando meu pé de trás do toco. Desci devagar do tronco no qual estava suspenso. Meu pé doía como o diabo, mas consegui pôr meu peso nele. Acenei para Jimmy que já estava tirando Mario do rio. Parecíamos sobreviventes de uma guerra, mas estávamos vivos.
Nós nos recompomos do outro lado do rio. Mario se mexia devagar, segurando o lado do corpo. O cavalo ainda estava tremendo. Sem caber em mim pelo que considerei meu triunfo sobre a morte e entorpecido pela excitação, todo machucado, ainda assim estava pronto para comandar a expedição ao Lago Azul. Eu sentia a energia do cristal guardado em minha mochila a me incitar. Só quando descobrimos que Mario quebrara várias costelas, percebi que fôramos derrotados.
À medida que a adrenalina arrefecia, o frio se insinuava. Voltamos pelo desfiladeiro, levando o que pareceram horas, até darmos com uma pequena clareira onde poderíamos fazer uma fogueira. Mario pegou musgo de debaixo das árvores enquanto Jimmy fazia o reconhecimento dos arredores, quebrando madeira morta seca dos ramos mais baixos das árvores. Para minha surpresa, logo dispúnhamos de uma fogueira crepitante e nos sentamos a seu redor como se estivéssemos sendo cozidos em vapor, como batatas assadas, trocando histórias e dividindo o pão francês e o queijo que eu trouxera de São Francisco, o único alimento que tínhamos.
Eu estava preocupado, achando que nosso acidente fosse um tipo de presságio. Jimmy e Mario balançaram as cabeças ao mesmo tempo. Eles viam a resistência como um sinal positivo, como uma rachadura numa arvorezinha, a mostrar que ela será grande. O que estávamos fazendo era muito importante, eles garantiram. Caso contrário, por que o Criador teria julgado conveniente testar nossa determinação daquela maneira?
Mario caminhou a maior parte dos 16 quilômetros até o rancho de Jimmy, alegando que estava começando a sentir-se mais firme. Quando lá chegamos, às oito horas, estava chovendo e fazia muito frio. Não havia sinal da namorada de Jimmy nem de sua caminhonete pick-up. Desarreamos os cavalos e nos dispomos a andar os 4,8 quilômetros de volta ao Pueblo. A namorada de Jimmy apareceu derrapando numa nuvem de fumaça azul depois de 1,5 quilômetro.
Fiz as malas rapidamente no trailer, com medo de ficar retido pela neve em Taos, despedi-me, fechei a grande porta de meu Lincoln alugado e, então, instantaneamente, estava de volta ao mundo que tinha deixado, um mundo que Jimmy e Mario nunca tinham conhecido. Passei por Taos escutando música suave no rádio enquanto o aquecedor estalava e zumbia e os limpadores perseguiram os imensos flocos de neve de um lado a outro do pára-brisa.
Eu não fazia idéia do que tinha dado errado em minha missão ou por que tinha quase nos custado nossas vidas. Ainda não sei hoje. Talvez o espírito da coruja, Hinhan Nagi, tenha nos achado incompetentes e nos tenha lançado montanha abaixo por causa de nossa impetuosidade. Os homens Sioux usavam tatuagens espirituais secretas nos pulsos que, segundo se dizia, garantiam a bênção de Hinhan em sua jornada rumo à Via Láctea. Tudo o que eu tinha era minha determinação. Eu sabia que voltaria ao Lago Azul, esperando até ouvir aquela coruja chamar meu nome, se fosse preciso, e estava levando comigo aquele cristal.
A BÊNÇÃO DA CORUJA
Alguns meses depois de minha primeira viagem ao Lago Azul, percebi que estava tendo dificuldade para dormir. Eu começara a ouvir um tipo de zumbido entre os ouvidos.Tentei ignorá-lo no princípio, pensando que poderia ser algum sinal inicial de enfermidade mental — o fracasso de meus negócios estava me causando muita tensão na ocasião. Tentei tocar música quando ia para a cama, uma solução da qual minha esposa não gostou, e quando isso não funcionou, tentei desligar meu rádio relógio.
Quando sugeri tentarmos desligar a chave geral de força da casa, minha mulher me olhou como a dizer que sem dúvida eu estava à beira da loucura. Talvez estivesse.
"Você tem razão," afirmei. "Vou só olhar lá dentro mais uma vez." Ela olhou para cima. Eu já a brindara com o espetáculo de rastejar de quatro de cueca pela casa, aplicando o ouvido às paredes e à mobília como um cachorro inquieto.
Sentei-me na cama como vira gente da meditação transcendental fazer e purifiquei minha cabeça de pensamentos estranhos. Instantaneamente o zumbido ficou mais alto. Sem dúvida, se eu estava ouvindo o som, estava também percebendo-o em outros níveis. Quanto mais me concentrava nele, mais alto ficava. Abri os olhos depois de alguns minutos e caminhei diretamente à caixa de vidro que guardava o cristal pelo qual eu quase morrera. O próprio cristal estava criando um tipo de zumbido baixo e pulsante. Estendi a mão na direção dele, e então tirei a mão em choque.
O cristal estava quente!
Sentei-me na cama para pensar nisto por um momento. Incapaz de chegar a conclusões firmes, peguei um par de luvas e uma pá na garagem, cavei um buraco raso debaixo de uma árvore no meu quintal, e enterrei o cristal, com a ponta para baixo. Isso deu um jeito no zumbido infernal, mas o próprio cristal permaneceu obstinadamente alojado em minha consciência. Eu pensava nele freqüentemente e em horas inconvenientes, como uma antiga paixão ou um amor proibido. Eu queria concluir minha missão para poder pensar em outra coisa, mas ainda havia mais obstáculos a superar.
Em primeiro lugar, o Lago Azul ainda estava coberto de neve. A rota do rio estava praticamente intransitável sob as melhores condições, e a única alternativa era uma passagem de quatro quilômetros entre duas montanhas. Não era possível chegar lá em cima com um grupo de cães. Além disso, estava claro o fato de que o Conselho de Guerra não queria que eu fosse para lá. Não era nada pessoal. Não queriam que ninguém que não fosse membro da tribo fosse lá. O Espírito do Norte cuidava do lago todo o inverno, mas quando a neve derretia, assumiam os guardas armados. Montavam guarda todo o verão, até a volta da neve os render, e atiravam nos intrusos que lhes aparecessem pela frente. O lago era guardado também em outros níveis.
Eu falara com Jimmy algumas vezes durante o inverno, e ele me assegurou que estava mais a fim que nunca de me ajudar a levar o cristal para casa no Lago Azul.Mario também estava, mas ainda estava se recuperando de sua experiência de única bala humana de canhão de Taos. Nós dois acreditávamos que o que estávamos fazendo seguia a ordem divina e o fluxo das coisas e que um portal seria aberto dessa forma para nós, mas que o senso de oportunidade poderia ser crucial.
No final do verão de 1987, Jimmy finalmente me chamou. Estava na hora. Todo o Pueblo seguia para o Lago Azul uma vez todos os anos para realizar uma de suas cerimônias mais importantes.Teríamos uma pequena oportunidade logo depois que eles partissem. Jimmy tinha verificado e o caminho estava livre.
Nem se fosse de Concorde, o vôo para Albuquerque teria sido rápido o bastante para mim. Eu queria ir a toda pressa para Taos também, mas me lembrei da conversa ao pé da fogueira que tivera com Jimmy e Mario sobre resistência e em vez disso escutei música alta. Logo a rodovia elevou-se do deserto como a coluna de um grande gato a se espreguiçar, e eu conseguia sentir a mudança de vibração à medida que me dirigia às montanhas. Santa Fe veio e se foi e então eu estava em Taos.
Trinta minutos depois, eu via a casa móvel desbotada de Jimmy agigantando-se em meu pára-brisa. Jimmy abriu com os ombros a porta torta de dentro, como numa invasão policial ao contrário, e éramos novamente dois velhos amigos, trocando histórias de guerra e nossos sonhos para o futuro.
Jimmy me falou sobre um amigo seu, Fred Hopper, que por sua vez lhe contara de três xamãs que tinham vindo desde o México. Os xamãs, disse Jimmy, tinham construído uma roda medicinal na lateral de uma colina que dava para o Pueblo. Fred estivera lá e dissera a Jimmy que era uma bela cerimônia, que todos eles ouviram sons e viram luzes dançantes em cima dos cristais que os xamãs tinham usado. O propósito da roda medicinal, disseram os xamãs, era se preparar para a chegada de um cristal. Jimmy abaixou ligeiramente a cabeça para me fixar com um olhar significativo. Fiz que sim com a cabeça. Ele não contara a ninguém o que estávamos fazendo, mas parecia que, de alguma maneira, estes anciãos que mal falavam inglês sabiam.
Todos eles vieram reunir-se ao redor do trailer naquela noite. Os xamãs eram seres humanos encantadores, sem idade e no entanto muito velhos. Vestiam trajes de camurça adornados com refinados enfeites de contas, sorriam muitas vezes e escutavam com muito cuidado. Desembrulhei o cristal e o segurei mostrando-o a eles. O pôr-do-sol a se derramar janelas adentro fazia parecer que eu estava segurando uma chama entre as mãos. Os olhos dos velhos xamãs eram grandes como pires. Este era o cristal, eles me explicaram em mau inglês. Foi por esta razão que tinham viajado ao Pueblo. Eu sentia o cristal palpitar enquanto o segurava. Ele nos reunira a todos. Todos tínhamos viajado milhares de quilômetros pensando que estávamos viajando sozinhos, mas estivéramos juntos o tempo todo.
Desanimei um pouco quando olhei meu relógio. Eu planejara ir a Taos naquela noite para me abastecer para a viagem ao Lago Azul. Tinha ouvido falar de histórias sobre Jimmy cozinhar e não queria me arriscar, mas quando todos os nossos convidados se foram estava muito tarde. Jimmy empurrou a cadeira para atrás, espreguiçando-se. "Melhor dar uma olhada na bóia," disse ele, sorrindo.
Fiz uma exibição de espreguiçadas e bocejos, e então lentamente me pus a caminho da cozinha. Encontrei Jimmy fitando uma panela fumegante que parecia conter água de pântano. Espetou um garfo grande na água, e então tirou algo parecido uma enorme enguia cinza, em busca de minha aprovação. Olhei a coisa, tentando não parecer horrorizado. Jimmy a deixou cair de volta na panela, a água esguichou. Balançou devagar a cabeça, cheirando audivelmente o vapor para me mostrar como era bom. Ele só disse: "Língua de boi. Bom."
Meu estômago se enrolou todo como um porco-espinho. Pensei no pão e queijo que planejara comprar em Taos, onde eu os colocaria na minha mochila e como seria partir pão francês morno a quatro mil metros de altura. Obviamente, racionalizei, a seriedade de minha missão exigia que eu jejuasse.
Levantamo-nos antes da aurora na manhã seguinte. Mario estaria conosco somente em espírito este ano, assim como meu Tio Drunvalo. Desta vez, começamos seguindo a rota do rio, e então saímos dela para subir a uma passagem íngreme próximo do nível de quatro mil metros. Embora fosse um lindo dia e a única neve que vimos estivesse nos níveis mais altos, tentei ficar atento ao que me cercava o máximo possível, no caso de encontrarmos mais alguma "resistência." Logo os juníperos e os pinheiros deram lugar a álamos balouçantes, que deram lugar a absolutamente nada à medida que subíamos acima da linha das árvores e finalmente atingimos a selada entre montanhas que se dividam de cima abaixo. Abaixo de nós estava o Lago Azul, tão longe que não parecia maior que uma xícara de café, resplandecendo um belo azul iridescente como se estivesse repleto de líquido turquesa.
O caminho abaixo era tão íngreme que tivemos de desmontar e conduzir os cavalos. O lago lentamente aumentava à nossa frente, e com isto crescia minha expectativa. Eu estava prestes a concluir algo pelo qual todos tínhamos arriscado nossas vidas, e parecia que só um terremoto poderia nos deter agora.
Quando chegamos ao lago, fiquei imediatamente impressionado por uma pedra chata grande que se projetava do lago como uma pequena ilha. Era o lugar para realizarmos uma cerimônia, e depois de guardarmos os cavalos, comecei imediatamente a subir à sua ampla superfície. Primeiro peguei o próprio cristal e cuidadosamente o desembrulhei. Mario tinha nos dado de presente penas de todos os diversos tipos de pássaros, embrulhadas em cascas de milho, e Jimmy tinha embrulhado o cristal com todas as penas e cascas de milho. Por cima ele amarrara um pedaço de couro com fitas de couro. Coloquei o presente ao lado da bolsa de camurça branca que minha boa amiga Mary Schlosser, cujo Pueblo se chamava Flor do Berço, tinha me dado. A bolsa estava cheia de fubá sagrado, sagrado porque foi moído por virgens. Fiz um círculo com vários fetiches, as penas de Mario, outros cristais, colocando o quartzo da Smoky Mountain de Clear Lake no centro. Então salpiquei uma pitada do fubá em cada uma das quatro direções como Mary tinha me ensinado. Depois que terminei minha cerimônia, Jimmy cantou canções tradicionais de Pueblo e dançou. Em seguida ficamos cerca de uma hora rezando. Depois da oração nos olhamos. Estava na hora.
Jimmy ficou de pé no alto da pedra e eu fiquei de pé atrás dele com a mão em seu ombro esquerdo. O lago, que estivera liso como vidro quando começamos nossa cerimônia, estava ondulado agora. As ondulações se abriam em largos círculos a partir de um vórtice central. O zumbido que eu ouvira lá em meu quarto em Clear Lake estava audível novamente agora e ficando sempre cada vez mais alto. Jimmy levantou o braço e atirou o cristal. Ele formou um arco por cima da água, captando o Sol para um instante passageiro antes de cair diretamente no centro do vórtice.
Instantaneamente, Jimmy e eu fomos atingidos por uma explosão de energia que parecia um vento com a força de um furacão. Ao mesmo tempo, senti uma mudança de energia dentro de mim. Sentia como se estivesse sendo afinado uma oitava acima, como um piano. Pude sentir a energia em meu chakra do coração se deslocando a meu chakra da garganta. Ouvi uma tosse atrás de mim e me voltei. Jimmy tinha caído ao chão e estado rolando e segurando a garganta. Fiz menção de me aproximar, mas, com um aceno, fez sinal para eu ficar longe. Fosse qual fosse a mudança de energia que eu sentira, ela desencadeara sua asma. Voltei-me de novo para o lago. As ondulações que víramos quando começamos eram agora ondinhas; o zumbido que eu ouvira estava muito mais alto. Decidi, tolamente, tentar elevar ainda mais a energia, ao nível do terceiro olho. Ajoelhei-me e murmurei um tom de freqüência igual à que vinha do lago. Então lentamente elevei a freqüência.
Só me lembro de estar estirado no chão próximo a Jimmy. Assim que tentei elevar o diapasão do som, senti uma intensa dor repentina em meu terceiro olho. Senti exatamente como se alguém tivesse me atirado uma faca. Levantei a cabeça o suficiente para olhar Jimmy. Ele me olhou com o canto do olho e sorriu, tentando tomar fôlego. Nós dois parecíamos ter acabado de cair de um trem. Simplesmente fiquei lá escutando o lago zumbindo, sentindo o Sol quente bom no rosto e escutando Jimmy tentando sorver um pouco daquele ar rarefeito de montanha para recuperar a voz.
Finalmente, ambos nos recuperamos e conseguimos guardar tudo e voltar. Jimmy disse algo sobre parar para comer, mas para ser sincero, eu meio que esperava que ele se esquecesse — eu poderia passar sem vê-lo fatiar uma grande língua de boi cinzenta fria. Quando voltamos à passagem, saímos da trilha que tínhamos tomado na ida e seguimos um riacho raso até uma clareira onde a gente do Pueblo acampava durante suas visitas ao Lago Azul. Como um mágico, Jimmy gesticulou na direção de um grande saco de lixo verde pendurado em cordas entre duas árvores. Era a despensa na qual o povo nativo mantinha sua comida protegida dos animais. Jimmy desamarrou a corda e abaixou o saco de lixo ao chão. De dentro, tirou um pacote embrulhado em papel alumínio, que me deu. Dentro havia um pão que a mãe dele assara na véspera e um pedaço de queijo fresco. Fiquei extático. Era exatamente o que queria. Enquanto eu partia o pão, soube que, apesar de todos os milhões que perdera, nunca mais me faltaria nada. O pão e queijo, a 25 quilômetros de qualquer lugar, era para mim prova absoluta de meus poderes de manifestação.
Jimmy e eu devoramos nosso almoço, rindo como duas crianças bêbadas em meio a ruínas. Algo muito grande acabara de acontecer no Lago Azul. Infelizmente, nenhum de nós fazia idéia do que era.
Seguimos o rio de volta ao rancho de Jimmy em vez da trilha íngreme da ida. Se possível, o caminho parecia ainda mais coberto de vegetação depois de uma estação de tempestades de inverno do que quando tentamos segui-lo no ano anterior. Fazia muito tempo que alguém estivera ali com uma serra. Havia árvores caídas por toda parte, obrigando a desvios constantes. Depois de aproximadamente três horas abrindo nosso caminho pela vegetação montanha abaixo, chegamos ao local onde ocorrera o acidente no ano anterior. Ali, quase exatamente sobre a pedra onde eu quase morrera, vi um grande crânio de vaca no ramo de uma árvore. Não soube dizer se estava lá em nossa viagem anterior, mas parecia ter estado ali sempre.
Levantei-me nos estribos e tentei soltar o crânio da árvore quando passei por baixo, mas não se mexia. Quanto mais eu puxava, mais nervoso ficava meu cavalo. Olhei a rocha lá embaixo, larguei o crânio e continuei em frente. Outra lição sobre desprender-se, decidi.
Por volta das sete horas, tínhamos retornado ao local de piquenique onde a trilha se alargava, permitindo a passagem de um jipe, a cerca de 1,6 quilômetro do início da trilha. Naquele ponto, vi algo que quase me fez cair do cavalo. Dos dois lados da trilha enfileiravam-se os fantasmas de centenas de americanos nativos. Encaravam Jimmy e a mim, os rostos brilhando de alegria e gratidão. Senti meu próprio coração cantando em ressonância com eles. Eu sabia que o que tínhamos feito era grande, mas agora sabia que era realmente grande, a ponto de merecer uma parada. Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto passávamos lentamente por eles. Havia tanto homens como mulheres, e todos estavam vestindo trajes cerimoniais. Olhavam para mim como se eu fosse alguém, como se tivesse propósito no mundo, como se eu não fosse o esboço traçado a giz do homem que pensei ter me tornado.
Nos anos seguintes, recebi cada vez mais informações sobre o que realmente aconteceu no Lago Azul naquele dia. A última informação veio em minha última visita a Taos. Nos últimos anos, os moradores de Taos têm se queixado de um de misterioso zumbido. Um inquérito parlamentar e várias investigações científicas depois, o "Zumbido de Taos," como os jornais o apelidaram, continua frustrando os moradores. Visitei Jimmy em agosto de 1995 e nossa conversa voltou-se ao assunto do barulho que todos parecem capazes de ouvir mas que ninguém jamais conseguiu gravar.
"Você sabe o que é, não sabe, Ken,?" disse Jimmy.
Pensei por um momento. Então olhei para ele. Firme.
"É o mesmo barulho, certo?" ele disse. Fiz que sim com a cabeça lentamente. Ele tinha razão. Era mesmo. Exatamente.



Será que as Mudanças Terrestres poderão ser modificadas

SERÁ QUE AS "MUDANÇAS TERRESTRES" PODEM SER MODIFICADAS?

por Christan Hummel
Christan Hummel

Muito poucos podem negar que estamos vivendo numa emocionante época de mudanças. O novo Milênio está se aproximando e, com ele, tantos pensamentos de esperança, à medida que nos preparamos para acolher uma nova era, como alguns medos em relação a essa mudança. É chegada a hora das predições apocalípticas profetizadas pela Bíblia e pela maioria das principais religiões do mundo? O panorama Y2K (ano 2000) aponta no horizonte com um potencial devastador de reformulação total da civilização moderna que conhecemos. Os avisos mandados pelo colapso econômico global, previsto há muito tempo, poderão muito bem se mostrar verdadeiros no correr deste ano. O meio ambiente está por um fio. A guerra nuclear ainda existe como ameaça à sociedade, juntamente com seu novo ramo, a guerra biológica. Tempestades violentas e mudanças nos padrões de clima, explosões solares, flutuações magnéticas continuam a nos lembrar de como nossa Terra é viva e dinâmica, e de como nossa sobrevivência depende dela.
Muitos de nós há muito esperam esta época. Alguns sabem que esta época da história da Terra é exatamente a razão pela qual viemos para cá. Neste período da Transição da Terra, as vibrações de todo o planeta estão sendo aceleradas a uma freqüência mais elevada. Teremos oportunidade de testemunhar o renascimento de uma civilização, tomando uma nova forma de consciência. Mas a pergunta na cabeça de muita gente é se essas predições devastadoras de "mudanças na Terra" não poderiam elas mesmas ser modificadas? Pode esse nascimento numa nova dimensão de consciência ser repleto de graça e tranqüilidade, alegria, expansão e amor? Ou estamos fadados a experienciar as predições cataclísmicas dos profetas desde Cayce até os indígenas norte-americanos hopi?
Terremotos, ondas de maré, mudanças de pólo, campos magnéticos que se alteram, derretimento das calotas polares, colapso de governos — a lista de profecias é vasta e longa demais para ser esgotada, e a esta altura sabemos tudo isso de cor. A questão é: precisa acontecer dessa forma? Está gravado em pedra, ou a Mãe nos proporcionou outro modo de atravessar esta transição?
Claro que todos temos nossas opiniões sobre o assunto e, em última análise, só podemos dar uma opinião, pois poucos dentre nós se lembram da última vez em que o planeta passou por um renascimento como este. E mesmo aqueles que talvez se lembrem, estão se fiando no que aconteceu no passado para profetizar o futuro. Um futuro que é totalmente único em si mesmo e que não possui precedente exato. De todos os bilhões de nascimentos de crianças experienciados pela raça humana, poderemos, mesmo agora, com toda nossa tecnologia avançada, prever com exatidão quando, onde e como será a entrada de uma nova criança no mundo? Como então poderemos ser tão atrevidos a ponto de supor sermos capazes de, com qualquer grau de exatidão, predizer o novo nascimento de nossa Mãe e as circunstâncias que o cercam?
Embora eu não possua a capacidade de ver o futuro, realmente sinto em meu coração, que SIM, a intensidade, severidade e mesmo plena possibilidade das Mudanças da Terra profetizadas PODEM ser mudadas!
Algumas pessoas não querem nem ouvir falar disso. Muitos de nós se aferraram a nosso conceito do fim da sociedade moderna, os alimentos estocados no porão, os abrigos comunitários, as hortas de sobrevivência, etc. Temos um "investimento" subconsciente nesse quadro, bem como certa necessidade de arremate em relação ao passado. "E então, a velha tradição finalmente se acabou!" Nada como uma onda de maré e uma mudança de pólo para realmente nos avisar que a Nova Era chegou. Sem hesitar incluo-me nesse grupo, pois tive de me desprender de meu apego à dramaticidade das coisas espetaculares. Substitui meu apego ao quadro dos "Dias Finais" pela emoção, maravilhamento e alegria encontrados no miraculoso. Posso dizer que estou realmente emocionada de ver o que fará nossa Mãe, pois ela me mostrou ser capaz de virtualmente qualquer coisa. Suas capacidades excedem nossa própria imaginação.
Fui abençoada ao testemunhar certos poderes e milagres impressionantes de nossa Mãe — que pode mudar quando e como bem entender. Testemunhei-a me demonstrando o impossível e o miraculoso tantas vezes que, a esta altura, isso parece lugar comum. Sinto, sem qualquer dúvida, em meu coração, que nossa Mãe PODE passar por essas mudanças com graça, alegria e tranqüilidade. O que me emociona é que Ela está nos dando as oportunidades de ajudá-la a fazer isso acontecer! Provavelmente, a situação se parece muito àquela de uma criança pequena querendo ajudar a mãe na cozinha, recebendo alguma tarefa capaz de realizar para que possa participar. Mas estou tão grata por termos recebido essa oportunidade.
Uma forma que a Mãe Terra nos deu de participar desta sua Transformação foi testemunhar mudanças ambientais. Para mim, isso teve início em janeiro de 1997, quando trabalhei com as ferramentas do homem chamado Slim Spurling. Eles vinham utilizando essas ferramentas, baseadas em tecnologia de ponta, com efeitos incríveis sobre pessoas e o meio ambiente. (veja o meu site: para mais informações sobre essas ferramentas). Presenciamos muitos acontecimentos milagrosos com essas ferramentas, mas o que mais me interessou foram as aplicações ao meio ambiente. Por meio de som e geometria sagrada, um dispositivo chamado "harmonizador" conseguiu remover, em testes realizados, a poluição de Denver, Cairo e Cidade do México.
Quando fiquei sabendo disso, formamos um grupo em nossa área para ver se conseguíamos reproduzir os resultados. Descobrimos que durante aquele período de oito meses em que usamos os harmonizadores, os níveis de poluição de nossa área atingiram a seu nível mais baixo em 42 anos! Claro que o governo tentou levar o crédito pelas reduções, alegando serem conseqüência de carros mais eficientes em termos de combustível, mas durante um período de teste de um mês, de meados de janeiro a meados de fevereiro de 1998, não usamos os harmonizadores e observamos com surpresa os níveis de fumaça aumentarem novamente, atingindo seus níveis anteriores!
Depois de trabalhar com os harmonizadores em várias outras cidades e observar resultados semelhantes, convenci-me de que esta realidade tridimensional poderia ser influenciada de formas que eu nunca concebera. Nosso passo seguinte se deu quando começaram a nos mostrar como trabalhar com os harmonizadores usando as forças da natureza, os Devas. Em certa ocasião, no Mar Salton (lago de água salgada localizado no Vale Imperial, sudeste da Califórnia), a poluição atmosférica era tanta que não conseguíamos enxergar as montanhas a apenas 16 quilômetros do outro lado do Mar. Usamos o harmonizador e pedimos ao deva do Mar Salton que fizesse o favor de pegar a forma-pensamento do harmonizador e as freqüências da fita tocada e reproduzi-las. Em dez minutos, vimos a poluição se dispersar na frente da montanha diante de nossos olhos!
Durante nossa permanência lá, em 23 de janeiro de 1998, também trabalhamos com os devas para realizar uma remoção da tensão geopática da área. (Veja o artigo na AMALUZ/62 "Trabalhando com os Devas para Sanar a Tensão Geopática.") Isso levou cerca de 30 minutos. Ofertamos ao Deva algumas águas sagradas que tinham sido colhidas no mundo todo e lhe pedimos para usar aquelas vibrações para ajudar a remediar a condição do Mar. Naquela época, a situação era tão desesperadora, que não apenas pássaros e peixes estavam morrendo, como também gente. Milhares de peixes mortos se espalhavam pela praia do Mar. A água apresentava uma coloração marrom escura por causa do esgoto que o governo mexicano estava jogando no Mar. Estava tão sujo que se podia sentir o mau cheiro putrefato a cerca de 16 quilômetros de distância.
O Deva de lá nos disse para "não nos preocupar e voltar depois de umas duas semanas." A meu ver, parecia impossível haver uma melhoria naquela situação medonha em apenas duas semanas. Estávamos muito ocupados naquela época e só retornamos em março. O que vimos foi incrível. O Mar não tinha cheiro algum, não havia peixes mortos e a água estava tão límpida que se podia ver as pedras no fundo. Também vimos inúmeras espécies de pássaros numa época em que eles deveriam estar migrando para o norte. Tudo aquilo em conseqüência da realização, de nossa parte, de um processo de apenas 30 minutos. Que poderes rejuvenescedores a Natureza guarda!
Quando perguntamos aos moradores locais se fora tomada alguma medida para limpar o Mar Salton, descobrimos que um projeto de milhões de dólares que fora proposto estava às voltas com as leis. Então nenhuma medida externa fora tomada nos dois meses desde que lá estivéramos pela última vez Uns dois meses depois, um amigo voltou de um acampamento na área e a descreveu como "prístina." Era difícil acreditar nisso, mas quando sobrevoei o Mar de avião uma semana depois, vi por mim mesma que a água estava de fato azul e que não havia NENHUMA fumaça nem poluição em parte alguma.
Isso realmente começou a mudar minhas idéias sobre o que poderia acontecer quando passássemos a trabalhar em cooperação com a Natureza. Durante anos, eu tivera convicção nas restrições impostas pelo mundo tridimensional e as considerava a Verdade de nossos limites. Com esse acontecimento, adquiri um conhecimento, baseado na experiência, de que QUALQUER COISA é possível quando se trabalha com a Mãe.
Este mundo tridimensional não é mais real que um sonho. E estamos aprendendo a ser sonhadores conscientes capazes de MUDAR O SONHO que sonhamos. Não foi isso que todos os Mestres disseram? Quando os apóstolos se referiram aos milagres realizados por Jesus, Ele replicou que "estas coisas e outras mais vocês também farão." Quando perguntaram a Sai Baba como ele realiza seus muitos milagres, Ele afirmou: "Simplesmente penso nele e ele acontece."
Os milagres, como conceito, não eram para mim algo fora do comum, e foi provavelmente por isso que quando ouvi falar dos milagres de Sai Baba, não fiquei impressionada. O Próprio Sai Baba se refere a eles meramente como seu "cartão de visitas." Algo para chamar sua atenção, fazendo-os perceber que este mundo que imaginamos tão real é, de fato, um sonho. Mas Sai Baba e outros Seres e Mestres iluminados pareciam estar numa categoria diferente da minha. Eu não conseguia pensar no que eles eram capazes de fazer e imaginar que poderia fazer o mesmo. Mas o que nos mostraram é que somos capazes de coisas inacreditáveis quando trabalhamos com a força de Deus dentro de nós, e com nosso Deus Mãe/Pai.
À medida que continuávamos nosso trabalho com os Devas e a purificação geopática, mostraram-nos como livrar cidades inteiras dessa tensão perniciosa que estava sendo absorvida pela Terra. Descobrimos algumas correlações incríveis quando as áreas eram purificadas dessa tensão. A primeira coisa que notamos foi que tempestades violentas pareciam ser atraídas a essas zonas de muita tensão. Em 26 de fevereiro de 1998, depois de sermos castigados por sete das piores tempestades da história da Califórnia, começamos a ligar novamente os harmonizadores. (Eles estavam desligados como parte de um experimento de um mês. Durante oito meses antes disso, os harmonizadores estiveram operando e mais de sete grandes tempestades vindo em nossa direção foram dissipadas. Os meteorologistas ficaram confusos com esse fato e estavam chamando El Nino de "El No No" porque nenhuma das tempestades que haviam previsto ocorreu em nossa área.)
Sabendo que era necessário algum tempo para que a rede de harmonizadores fosse novamente ativada e com outra grande tempestade a caminho, um grupo de cinco de nós decidiu ver o que poderíamos fazer ao remover a tensão geopática das cidades ao longo da costa. Em dois dias purificamos a maior parte das cidades costeiras e a tempestade que deveria cair nunca se materializou. Outra tempestade estava a caminho, e ela também não ocorreu. Ao todo, durante um período de um mês, previu-se que mais de sete tempestades atingiriam nossa costa, mas tivemos somente 1/10 de polegada de chuva ao todo. Isso marcou o fim das tempestades do El Nino em nossa área.
Outra correlação que notamos foi entre tensão geopática e atividade sísmica. Num experimento que realizamos em janeiro de 1998, fomos orientados a ir a uma área de intensa atividade sísmica na região dos Lagos Mammoth, chamada Long Valley Caldera. Durante dois meses a região vinha tendo entre 300-400 terremotos por dia na faixa de 2,5 a 3,5! Mostraram-nos como fazer uma purificação geopática com a assistência dos devas da área. Era uma área de cerca de 130 quilômetros de comprimento por 65 quilômetros de largura chamada Floresta Nacional Inyo. Depois da purificação, fomos para casa.
Ao chegar em casa, pessoas nos telefonaram contando-nos de numerosas predições segundo as quais a área sofreria uma grande erupção vulcânica e um terremoto muito intenso. Essas previsões foram feitas por estudiosos de sismos, bem como por canais. Quando estávamos em casa, outro amigo nos deu um endereço de website que monitora atividades de terremoto naquela área. Descobrimos que em algumas semanas a atividade sísmica diminuíra para 30 ou menos terremotos de baixa intensidade (abaixo de l,0) por dia, em comparação com 300! Parecia, portanto, haver uma correlação entre tensão geopática e atividade sísmica.
Mas a teoria foi comprovada mais duas vezes. Em Los Angeles, durante anos, tanto cientistas como médiuns previram que o "grandão" em breve atacaria. De acordo com cientistas, um terremoto com magnitude 8,0 acabaria atingindo a área de Los Angeles em razão da atividade sísmica que vinham detectando no correr dos anos. Eles só não sabiam quando.
Dentro de um período de três meses, de março a maio de 1998, um grupo de quatro pessoas foi trabalhar na remoção da tensão geopática das várias cidades da área de Los Angeles. Naquela época, purificaram mais de 15 cidades de tensão de geopática. Acontece que eles estavam também purificando as cidades mais próximas da falha de Santo André. "Coincidentemente" a extremidade meridional dessa falha atravessa o Mar Salton. Num dia de maio, sem muito alarde, noticiou-se que já NÃO havia qualquer ameaça de um terremoto de grandes proporções na área de Los Angeles, que a tensão sísmica fora reduzida!
Desde então aprendemos a trabalhar com o devas de uma linha de falha específica, pedindo-lhes que peguem as freqüências de várias fitas que invertem o giro negativo da linha de falha, e os devas, se isto lhes for solicitado, transmitirão essas freqüências ao longo da linha de falha. Presenciamos isso acontecer quando estávamos em Hayward, Califórnia, diretamente em cima da falha de Hayward. Em segundos, sete de nós presentes sentiram uma troca perceptível de energias na linha de falha. Antes disso sentimos dor de cabeça e náusea em decorrência da energia de tensão emitida pela falha. Depois de segundos trabalhando com o deva da linha de falha, as energias mudaram e os sintomas físicos desapareceram.
Os índices de criminalidade também são reduzidos drasticamente ao se remover essa tensão geopática. Em Denver, a primeira cidade onde foram usados os harmonizadores, colocaram os harmonizadores diretamente sobre as principais linhas geopáticas que atravessam a cidade. Os harmonizadores conseguiram inverter o giro negativo das linhas geopáticas, e em conseqüência, no primeiro ano do experimento, o índice de criminalidade de Denver diminuiu 36%. No ano seguinte, diminuiu 51%. Embora isso fosse fantástico, existia a possibilidade que ser uma coincidência, ou conseqüência de outros fatores. Porém, em Los Angeles, relatou-se que os índices de criminalidade durante o período de três meses de realização da purificação geopática diminuiu 30%. Também em San Diego, onde a purificação geopática e a rede de harmonizadores estavam em operação, relatou-se uma redução de 23% dos crimes. A probabilidade de coincidência estava sendo descartada a cada nova cidade.
Depois de verificar que era possível realizar o trabalho geopático e dévico a longa distância, pediram-nos que realizássemos uma purificação geopática na Cidade do México na época dos incêndios, em maio. Um ano antes, em maio de 1997, Ann Meril e eu fomos orientadas a ir à Cidade do México e trabalhar com os devas de lá. Como era a semana anterior na qual Drunvalo Melchizedek e uma equipe estavam programados para ir para lá para conduzir seus testes de remoção de poluição, achamos que estávamos assentando um tipo de trabalho dévico de base para aquele projeto. Quando perguntamos interiormente por que estávamos ali, nos disseram que nosso trabalho seria usado numa data futura, como uma vitamina liberada com o passar do tempo que seria ativada na hora certa.
Depois de voltar para casa, vários meses se passaram, e vimos que nada do que fizéramos tivera qualquer efeito sobre qualquer coisa. Tivéramos notícias de Drunvalo e Slim dizendo que pouco depois de colocar na cidade suas primeiras três unidades, houve erupções diárias de cinza vulcânica do Monte Popocatepal (abreviando, Popo.) Estava sendo expelida tanta cinza que a cerca de 65 quilômetros de distância, a Cidade do México estava coberta por 2,5 centímetros das cinzas das erupções vulcânicas. O grupo colocara uma unidade R-2 (um harmonizador com uma espiral acu-vac) sobre uma das principais linhas geopáticas vindas do vulcão. Aparentemente, as erupções vulcânicas eram uma forma de diminuir a tensão geopática. O projeto no México foi cancelado e só ficamos sabendo disso, além do fato de os níveis de poluição terem se reduzido em quase10%.
Um ano depois, irromperam grandes incêndios ao sul da Cidade do México (perto de Popo), sem controle, queimaram mais de 7 milhões de acres. Slim conversou com um pesquisador que informou que os incêndios estavam irrompendo devido ao magma que estava chegando próximo do nível do solo e pondo fogo no mato dos arredores. Slim nos chamou no início de junho, pedindo-nos que realizássemos uma purificação geopática na Cidade do México, suspeitando que a atividade geopática estivesse ligada à atividade do magma. Novamente, um grupo de cinco de nós se reuniu e realizou uma purificação geopática a distância, desta vez nos ligando à rede dévica que estabelecêramos um ano atrás. Como esse sistema dévico estivesse a postos, conseguimos facilmente realizar a purificação geopática a partir de nossa sala de estar na Califórnia.
Como parte da meditação, ligamos o vulcão na Cidade do México a outros vulcões, subindo até o Alasca, e descendo até o Peru. Disseram-nos que isso ajudaria a distribuir a outras áreas o acúmulo de energia que se formara na área da Cidade do México. Horas depois da purificação geopática, houve temporais na Cidade do México que começaram a apagar os incêndios. Além disso, em um dia de purificação, houve uma avalanche no Monte Ranier em razão de um aumento súbito da temperatura. No dia seguinte, o rio Merced, em Yosemite, começou a transbordar, novamente em razão de um aumento súbito da temperatura. Como esses eram dois do pontos dévicos aos quais nos ligamos, parece que o reino dévico utilizou esses pontos como válvulas de escape para dispersar parte da energia acumulada na Cidade do México.
Além disso, em 9 de junho, o dia em que realizamos as ligações e a purificação geopática, os terremotos em Long Valley Caldera (próximo dos Lagos Mammoth, Califórnia) passaram de 29/dia a 400/dia, atingindo um deles a 5,1 na escala Richter! No dia seguinte, houve 900, então 200, então 900 em 12 de junho. Depois disso, baixaram para 60/dia, e então para 30/dia. Esse foi mais um dos pontos da rede dévica da cadeia vulcânica. Então, parece que a área de Mammoth também recebeu um pouco da tensão da Cidade do México.
Depois que a notícia sobre o sucesso da sessão de purificação se espalhou na Cidade do México, pessoas de Orlando, Flórida, começaram a nos telefonar, pois estavam passando por alguns dos piores incêndios de sua história. Mais de l/4 de milhão de acre estava se queimando fora de controle há mais de um mês. A Flórida estava no meio da pior seca de sua história e os meteorologistas não previam qualquer mudança até setembro. Esse calor estava também alimentando os incêndios, tornando-os impossível de conter.
Em 2 de julho, um pequeno grupo de pessoas da Flórida, auxiliado a distância por várias pessoas do sul da Califórnia, participou dos esforços de purificação geopática da Flórida central. A equipe foi trabalhar na quinta-feira, 2 de julho, e dentro de horas caiu a primeira chuva na área. Logo depois de serem realizados os encadeamentos dévicos na área, e a purificação geopática ser encerrada, a onda de calor inesperadamente se dissipou e caiu chuva na área, permitindo aos bombeiros conter os incêndios. O Comandante dos Bombeiros disse que a chuva inesperada foi a "melhor coisa que tinha acontecido em muito tempo."
Algumas das mudanças mais emocionantes que testemunhamos têm relação com as águas. Neste quesito, vimos água mudar de cor, passando de vermelho acastanhado, tanto na costa do Pacífico como do Golfo, a azul esverdeado e verde. Vimos água passar de poluída e morta a límpida e cheia de vida. Observamos a Maré Vermelha, tanto no Golfo do México como no Pacífico, retroceder inesperadamente, e em áreas antes consideradas mortas, a vida marinha agora floresce.
Um fenômeno interessante é o surgimento de baleias e golfinhos em áreas onde estão sendo realizados trabalhos com os harmonizadores. Em três localidades diferentes, Seattle, Los Angeles e Cape Cod, Massachusetts, apareceram baleias e golfinhos em baías e portos que nunca freqüentaram. Pareciam atraídos pela energia dos harmonizadores e pelas freqüências de purificação emitidas. Numa ocasião, ao largo da costa da Colúmbia Britânica, numa excursão de observação de baleias, todas as 97 baleias orca que vivem na área cercaram nosso barco. Tinham invertido seu rumo norte seguindo a costa para vir até onde estávamos e, de acordo com o capitão do barco, estavam se deslocando a uma velocidade recorde para nos encontrar. Todos os três bandos de orcas residentes rodearam nosso pequeno barco, quando uma das baleias veio diretamente a nós, indo para baixo de nosso barco. Segundo a pessoa em nosso barco que possuía capacidade de se comunicar com as baleias, esta baleia era a líder do bando e estava recebendo as freqüências do harmonizador e das fitas que tínhamos conosco e transmitindo-as ao restante do bando com o fim de emiti-las nas águas por elas patrulhadas. Se as baleias são capazes de receber essas freqüências e as emitir a todos os oceanos, as implicações desse fato são vastas. Significa o potencial para uma cura total de nossos oceanos.
Esses são apenas alguns dos acontecimentos por nós experienciados diariamente. O resultado disso é que já não acredito que algo seja impossível. A Mãe pode fazer qualquer coisa. E ela pode fazê-lo num instante. Como o Curso em Milagres ensina: "Não existe ordem de magnitude em milagres." O buraco na camada de ozônio pode ser facilmente corrigido. Sabe-se que os raios restauram o ozônio. A Terra não pode criar uma tempestade de raios nos locais em que o ozônio necessita de reparos? Se os devas conseguem facilmente mudar a cor, temperatura e teor de poluição das águas, não podem mudar a temperatura de uma calota polar em processo de derretimento? Se os devas são capazes de tomar as freqüências de uma zona de falha e neutralizá-las, não podem fazer o mesmo com o HAARP? Sons simples podem converter elementos poluentes presentes na atmosfera em elementos não-poluentes. A remoção de tensões geopáticas pode reduzir bastante as tensões sísmicas, incêndios, ondas de calor, crimes, tempestades e sabe-se lá o que mais?
Estamos vivendo num mundo de possibilidades excitantes. Tecnologias de ponta estão prestes a abrir caminho e entrar no mercado quando a resistência financeira e governamental à sua existência for removida. Testemunhei pessoalmente alguém viajar meio país num carro movido a água. As estruturas estabelecidas que impedem que tais tecnologias sejam abertamente utilizadas são as mesmas estruturas que têm sua força diminuída à medida que os campos magnéticos começam a se deslocar para zero. À medida que esses mesmos campos magnéticos enfraquecem, aproximamo-nos mais daquela zona onde o pensamento mais imediatamente se manifesta, tornando-se realidade. O que queremos sonhar?

Shtareer Convoca os discípulos da Luz

Shtareer convoca os discípulos de Luz

Meus caros filhos do continente abençoado, venho complementar a comunicação de Merus e Sanat Kumara, com a amplificação dos vórtices ascensionais em seu continente, como tem sido efetivado pelo canal e outros canais ligados a Sananda. Esse trabalho de abertura dos Vórtices esta diretamente relacionado com o Resgate Cristico pessoal que cada EU Sou direciona para seus raios encarnados. A medida que as pessoas vão se ligando a egregore espiritual na busca do cristo interno. Quando as pessoas presente entram na energia superior gerada pela orbe espiritual da Fraternidade Branca e dos membros do Comando Estelar todas as pessoas presentes são trabalhadas no aspecto da cura quântica e da reabilitação de seus canais de luz para que possam em pouco tempo se reagrupar com a Fonte e a matriz pessoal de tarefas programadas pela Presença Eu Sou de cada filho encarnado. Toda vez que um grupo de pessoas se reúne em nome dos Mestres de Luz e da ajuda planetária, um grupo de irmãos de luz das hierarquias maiores esta presente direcionando via canalização os trabalhos que essas pessoas fazem, muitas vezes guiadas pela sua intuição, que é na realidade uma canalização. Atualmente devido a muitos distúrbios das forças involutivas que empregam a desinformação através de canais conectados com essas forças, pregando o apocalipse como uma força destruidora, temos que desprogramar esses boatos e formas criadas pelos sentimentos de desespero e pela mente desequilibrada de muitos filhos. No entanto os canais de luz buscam claramente deixar claro a nosso pedido, que o apocalipse é uma energia de reciclagem e de inicio de um novo ciclo social e de amor, pois a consciência da humanidade esta mudando devido a ativação das energias sutis provenientes dos 22 Raios, do cinturão de Fotóns e mais recentemente com o aumento das radiações solares mediante suas explosões que devem neste final de anos intensificar-se a um nível bem maior do que o atual, isso tudo para despertar o cristo e atomizar vossas molecular rumo ao cristo interno de cada um. Portanto não se deixem contaminar pelas informações alarmantes de catástrofes, pois elas só existem dentro do coração daqueles que vibram nelas. Cada qual que vibrar em amor com seu coração estará projetando luz que o manterá protegido e em outra realidade de paz interior, o que garantirá a sua participação no grande plano de ajuda planetária a todas as almas involutivas. Com relação ao dia 11 de agosto referente ao eclipse a quadratura planetária que se segue, tem a conotação de alterações no campo emocional da humanidade, o que não insere catástrofes geológicas, mas apenas modificações no campo emocional do vosso planeta. Por essa razão as pessoas devem cuidar melhor da sua forma de sentir e pensar, pois esse será o maior fator de desentendimentos e complicações no campo planetário. Todo discípulo da luz deverá se concentrar na luz interna e fazer seus trabalhos de energização e meditação na busca da harmonia interna e ajudar a todos os irmãos encarnados mediante projeções de luz, descritas por Sanat Kumara e Meru na publicação de abril/99. Somos uma equipe de luz que sabe das implicações que essa data esta gerando na psique de bilhões de pessoas, e estaremos amparando a humanidade em todos os planos, por esse motivo convidamos a todos os humanos de boa vontade a se unirem a nossa equipe liderada pela amada Mestra Kuan Yng e Portia através da misericórdia e por Sananda e eu no campo da sustentação energética dos planos maiores para propiciar um despertar de luz na consciência de toda a humanidade. Todos os membros da Fraternidade Branca e dos Comandos Estelares estarão centrados com o Mestre Hilarion e Aeolo na cura e estabilização dos filamentos quânticos de luz das matrizes do GNA a serem cristalizadas em milhões de filhos na Terra. Mãe Maria e Arcanjo Rafael estarão dando sustentação direta a todas as crianças sagradas emissárias encarnadas e as almas de luz que ajudam na dispersão do cristo e da verdade no coração de cada filho na Terra, Cyclope e Vista juntamente com Orion, Minerva e Uriel estarão trabalhando todos os arquétipos geológicos da Terra, afim de reprogramarem todas as modificações estruturais de forma amorosa na Terra pelos próximos anos, assim como o arcanjo Ezequiel, Gabriel e Miguel estarão transmutando em conjunto todas as energias das trevas que irão tentar se levantar perante a humanidade afrontando a vontade de Deus Pai-Mãe universal. Todos os Arcanjos inclusive Metatron estarão atuantes na Terra a partir dessa data para assegurar a verdade e somente a luz nas transformações que devem ser inseridas nas vidas de cada filho nosso na Terra. Todos os comandantes estelares presentes na Terra estarão ajudando dentro de suas possibilidades este plano. Assim vos peço a todos os que lerem este trabalho, unam seus corações com o plano de luz da consciência Cristica Universal, e deixem a Lei suprema amar a todos e direcionar a luz para vossas vidas pela sabedoria eterna do Pai-Mãe. Estaremos com cada um de vocês que se conectar ao nosso trabalho, o nosso canal estará informado sobre as tarefas a serem desenvolvidas por cada grupo. Muito amor e felicidade na luz para cada filho. Eu Sou Shtareer Chohan do 22º Raio Azul Índigo.

Ser de Órion


Ser de Órion Fala sobre a Vida Como Ser Humano na Terra

Tsade Diesté, através de Robert Shapiro10 de março de 1998
Robert Shapiro - P.O. BOX 2849, Sedona

Meu nome é Tsade Diesté. Estou vindo para cá de Órion do presente. Foi-me designado um trabalho muito especial e é um privilégio estar aqui. Devo me parecer em todos os aspectos com um de vocês. Nossa gente de Órion não tem capacidade para tantas alterações corporais — alterações moleculares e assim por diante — mas temos consultores, guias e professores que, em razão da natureza de minha tarefa, alteraram meu corpo e essa alteração durará aproximadamente 150 anos. Passará por um ciclo durante esses 150 anos. Estou agora mais ou menos no meio desse ciclo, durante o qual parecerei envelhecer e ser exatamente como todo mundo. Um dia, ficarei de cabelos brancos; minha barba se tornará branca e serei como vocês.
Estou aqui por causa de coisas feitas em seu mundo, com propósitos malévolos, por gente de minha galáxia. Outros já discutiram algumas dessas coisas e há referências em seus livros da Exploring Race e Shining the Light. Permitiram-me vir observar tão de perto quanto possível e com a máxima intimidade (envolvendo os amigos, família e assim por diante com gente da Terra) para verificar com que profundidade esse ato praticado pelos assim chamados seres negativos de Órion afetou seu ambiente social. Fui também colocado numa posição na qual tenho considerável acesso a conhecimentos de alta tecnologia de diferentes lugares. Posso ver coisas, ir a lugares, fazer coisas.
Não estou tendo acesso a segredos governamentais em parte alguma, mas em virtude da natureza de minha especialidade, que não mencionarei (não quero ser descoberto facilmente), tenho tal acesso. Tenho à minha disposição uma ampla variedade de conhecimentos acadêmicos. Aquilo a que não posso eu mesmo ter acesso prontamente, posso chegar por meio do que eu chamaria vínculo hipersônico, localizado bem aqui [aponta a têmpora esquerda, no alto da maçã do rosto.] Ele me permite ligar-me a centros de sabedoria onde vivem nossos professores, numa dimensão significativamente mais elevada do que aquela na qual vive minha gente em Órion.
Desse modo, à pessoa comum pareço ser muito inteligente e ter soluções para problemas difíceis. Nem sempre tenho a solução (para não ficar óbvio demais), mas tenho muitas soluções grande parte do tempo, fato que me conquista o apreço das pessoas. Meu trabalho é principalmente observar suas interações sociais para verificar se foram provocados danos. Devo dizer que até agora o único dano considerável que observei foi feito nas reações entre pais e filhos.
Sempre chega o tempo em que os filhos crescem e precisam criar uma identidade separada, conhecido como adolescência. Isso faz parte de seu ciclo natural aqui. Mas nos últimos anos (nos últimos 60 anos, mais ou menos) houve um ciclo de experiências no qual os próprios pais têm de criar uma identidade separada ou são levados a criá-la e às vezes sentem que precisam se afastar da família. Este impacto é causado pelo menos 50 por cento pela influência negativa desses seres de Órion que desejam demolir suas estruturas familiares para, afinal, desestabilizar suas sociedades.
Não é minha tarefa corrigir essa situação, mas quando minha missão for concluída (quando puder voltar a meu planeta natal usando um dispositivo que prefiro não mencionar), poderei então voltar para cá e falar sobre essas coisas. Estarei numa forma diferente, ainda parecerei humano, mas não como agora, e discutirei esse assunto com várias pessoas de sua ONU que trabalham para defender a viabilidade e santidade da estrutura familiar.
A missão na qual me encontro será concluída dentro de cinco anos. Poderia até estar terminada em três anos e meio ou menos, mas no máximo cinco, me disseram. Observei que já não existem seres de Órion com intenções malévolas em qualquer parte deste planeta. Sou capaz de observar o subsolo e a superfície, e não vejo nenhum. Em todo caso, não há ninguém num corpo. Há um cérebro preservado, acredita-se que se poderia ter acesso a algumas informações desse cérebro (posso acrescentar que se trata do cérebro e da coluna espinal), mas essa tecnologia não está realmente disponível a vocês. Portanto, trata-se mais de uma curiosidade do que o que eu chamaria um dispositivo intelectual útil.
Então, eis quem sou eu. Obviamente, o nome que lhes dei é meu verdadeiro nome, não o nome com o qual perambulo por este planeta.
Tem recordações de sua vida em seu planeta natal?
Oh sim. Meu ciclo de vida total ainda nem chegou à metade. Como disse, sou de Órion do presente.
Pode dizer de que planeta?
Vou ver se consigo transpor foneticamente para o seu alfabeto.
A que estrela está ligado, na Órion que conhecemos? Ou circunda uma estrela da qual ouvimos falar?
Este é o nome do planeta [escreve]. Acho que é o melhor que posso fazer: Pharasedt.
Ao observamos o firmamento, não vemos esta estrela onde fica seu planeta natal?
Não. Simplificando, fica nos confins da galáxia, distante da órbita da Terra. Não dá para vê-la de onde vocês estão.
Que tipo de vida levava lá? Qual era sua profissão? Como ela o conduziu a esta tarefa?
Inicialmente, dedicava-me ao ensino de crianças. Em nossa sociedade, não apenas ensinamos as crianças, como também somos estimulados por elas. Encorajamos as crianças a expressarem sua própria personalidade, como acontece em suas próprias escolas, em certos aspectos, pelo menos em algumas sociedades. Quando as crianças dizem algo novo ou diferente, conseguimos identificar tendências. Desse modo, podemos adaptar nosso sistema educacional segundo as necessidades das crianças, à medida que as necessidades surgem, em vez de adaptar as crianças ao sistema. Foi a partir desse sistema educacional que fui escolhido para vir para cá.
Nosso planeta está muito envolvido com estruturas, criação e apoio familiares. Fui escolhido por nosso governo para esta missão porque ainda não tinha iniciado minha própria família, então não era tão necessário lá, e também em razão dos interesses de nosso planeta, desejávamos estudar o impacto causado por nossos antepassados em seu planeta, fundamentalmente com a intenção de ajudá-lo.
Então, fui escolhido para vir e fazer o que faço. Posso acrescentar que às vezes tenho oportunidade de falar com crianças daqui. Acho que seu sistema educacional poderia se beneficiar de nossos métodos, e com o tempo falarei ao pessoal da ONU sobre isso.
Antes de partir ou depois de voltar?
Depois que voltar.
Quanto tempo dura seu ciclo de vida em termos de anos terrestres?
Varia de 700 a 1200 anos.
Quantos anos tinha quando partiu?
Oh, uns duzentos [risos].
Durante quanto tempo suas crianças são chamadas de crianças?
É semelhante. A infância lá, comparada em termos de anos terrestres, tem aproximadamente 25 anos, então é semelhante (estou prolongando a infância até os 17 anos daqui). Aqui, a maioria das crianças já não é realmente considerada criança ao atingir os 17, mas no nosso ponto de vista, ainda estão em formação, então seriam consideradas crianças e em nosso planeta teriam os privilégios que cabem às crianças.
Nossa gente é parecida com a sua. Na média, somos um pouco mais altos (usando sua altura média); certamente há pessoas neste planeta tão altas como nós. Temos em média cerca de dois metros de altura. Vocês ainda não têm essa média, contudo talvez cheguem lá um dia. Somos essencialmente humanóides. Temos as articulações dos joelhos e cotovelos um pouco mais flexíveis. Enquanto suas articulações travam e vocês não conseguem dobrá-las mais para trás, nós conseguimos dobrá-las um pouco mais para atrás que vocês, isso acontece nas duas pernas e em todas as articulações, inclusive dos dedos. Então, temos mais flexibilidade. Nossos crânios não são como os dos zetas, mas são maiores que os seus para sustentar cerca de 25 por cento a mais de massa cerebral e neural. Seu cérebro é hemisférico, e fica claro onde termina o cérebro e começa a coluna espinal. Nosso cérebro continua para baixo, onde se localizam sua segunda e terceira vértebras. Apresentamos tecido mais duro lá, mas não osso. O osso só começa mais ou menos onde fica sua quarta vértebra.
Então, temos basicamente a mesma anatomia interna?
Semelhante. Nossa capacidade pulmonar é um pouco maior. Nosso coração apresenta uma câmara extra (de sua perspectiva) localizada na mesma parte do corpo físico. Temos seis dedos em cada pé, mas só cinco dedos nas mãos, então acho que nosso equilíbrio é um pouco melhor, em termos físicos. Temos um intestino ligeiramente mais curto que vocês — vários metros mais curto, então nossa cintura talvez seja proporcionalmente um pouco menor que a sua. Nosso diafragma não é tão grande quanto o seu.
Sua dieta é semelhante?
Comemos carne como vocês a conhecem, ou peixe, mas comemos vegetais, sim. Comemos frutas e legumes.
Vocês têm animais selvagens ou algum tipo de animal?
Temos animais, simplesmente não os consumimos. Temos capacidade de nos comunicar com eles em nosso benefício. O mais importante é que eles têm capacidade de se comunicar conosco. Recebemos tanta orientação, apoio, ocasionalmente em nossa história, até mesmo avisos de que alguém ou algo está se aproximando e que seria conveniente agir rapidamente
Por exemplo, certa vez um asteróide ia colidir com nosso planeta, e um dos animais falou com um cientista de lá cerca de 150 anos antes e disse que seria necessário dar um alarme com aproximadamente 75 anos de antecedência para que o asteróide fosse desviado da maneira mais suave possível, de modo a não danificá-lo e ainda assim desviá-lo de tudo que estivesse em sua órbita. Foi desviado por meio do uso do que vocês chamariam poder mental, mas foram necessários 75 anos de meditação ou orações complementares para a comunidade científica conseguir isso.
A comunidade científica de lá está intimamente entrosada com a comunidade sagrada, assim ciência é uma busca sagrada e a sacralidade é uma busca científica. Desse modo, a ciência beneficia as pessoas sem prejudicar ninguém. O espírito beneficia a todos, embora ainda apresente certa estrutura associada à previsibilidade, que é a influência científica.
Em que dimensão vocês se encontram?
Estamos na quinta dimensão.
Seus corpos parecem tão sólidos a vocês como a nós?
Sim. No princípio, estar nesta dimensão era uma dificuldade. Eu sentia como se estivesse carregando para todo lado uma imensa bolsa de livros, como os estudantes, e não conseguisse me livrar dela.
Estou interessado nos animais. Há algum semelhante aos que temos neste planeta?
Temos um animal semelhante a seu cervo, mas com orelhas ligeiramente maiores. É semelhante, mas nas mudanças sazonais ele modificaa pelagem. Às vezes a pelagem é mais esverdeada quando o animal (digo animal para simplificar) se encontra no ciclo reprodutivo. Essa situação perdura (em comparação) durante alguns meses do ano. Então a pelagem torna-se um cinza mais claro, uma cor cinza pálido.
Eles às vezes chegam bem perto. Imaginem o quintal de uma casa; o animal entra direto no quintal. São amados, apreciados e valorizados habitantes de nosso planeta — não exatamente participando de nossa sociedade de forma direta, e sim indireta, como nos relacionaríamos com alguém de outro país, respeitando cada civilização.
Em todos os quintais são cultivados os tipos de alimentos preferidos desses animais. Venham ou não comer o alimento, as pessoas nunca ingerem essa comida. Está lá apenas para os animais se eles a desejarem. Se não tiverem fome, tudo bem, mas é um modo de os honrar e mostrar-lhes que são bem-vindos e que sua presença em nosso planeta é apreciada.
Quantas espécie de animais existem?
Há pelo menos 67 tipos de animais. Temos água como vocês aqui e temos alguns seres que vivem na água. Não há tanta variedade quanto vocês têm aqui — vocês têm uma variedade quase inacreditável de seres. Mesmo atualmente, com toda sua poluição, ainda é surpreendente a variedade existente. Tive a grande felicidade de muitas espécies de seus animais daqui terem se comunicado comigo e de ter aprendido muito.
Por exemplo, não temos minhocas, mas minhocas conversaram comigo em inúmeras ocasiões, discutindo o valor de seu ser e a vida no subsolo. Nossa gente não mora no subsolo em nosso planeta, nem temos animais que vivem no subsolo, mas as minhocas me disseram que se quiséssemos dar as boas-vindas aos seres subterrâneos, então talvez alguns deles se manifestassem lá. Transmiti a idéia a nosso conselho.
Há alguma outra coisa que você aprendeu enquanto esteve neste planeta que o beneficiará quando regressar definitivamente à sua casa?
Oh, muita coisa. Aprendi muito com as crianças da Terra — sua curiosidade. Fiquei muito impressionado com a adaptabilidade delas. Adaptam-se com tanta rapidez a mudanças inesperadas em comparação com nossas crianças. Nossas crianças precisam de tempo para se adaptar. Certamente vocês têm algumas crianças que também precisam de tempo para se adaptar, e é provável que as que necessitam de mais tempo para se adaptar estejam de algum modo relacionadas conosco. Mas suas crianças são tão rápidas, estou impressionado.
Além disso, suas crianças aprendem depressa e conseguem guardar muitas informações. Às vezes isso é bom.Outras vezes acho que suas crianças recebem informações demais, que realmente não necessitam saber, como as datas disto ou daquilo. Isso só é útil para a compreensão de tendências da história mundial, sendo, contudo, completamente desnecessário aprender como uma data arbitrária — o aniversário de alguém e assim por diante. Para quê? Vocês querem saber os aniversários de seus pais e os próprios aniversários, mas não vejo sentido em saber aniversários de presidentes. Então, acho que aqui se exige que as crianças aprendam muita informação desnecessária, que simplesmente solicitam de suas mentes uma capacidade que poderia ser mais bem usada.
Pode fazer um intervalo sem quebrar sua seqüência de idéias? Acho que preciso substituir a pilha do gravador.
Tudo bem, mas posso trocá-la se você quiser. Pegue uma. Sei o que fazer — lembre-se, sou o Sr. Alta Tecnologia. Creio que não deve ficar vermelho o tempo todo. Eu conserto. Ponha a pilha aqui. Era uma pilha de 9 volts.
Vocês ficariam surpresos com como é raro, em muitas sociedades, se dispor de pilhas fáceis de usar; um pólo é diferente do outro ao tato. Pode-se trocar a pilha no escuro. Algumas sociedades que visitei ou das quais ouvi falar nem pensam nisso. Com freqüência, isso se dá porque eles sabem instintivamente onde as coisas ficam e assim por diante, mas quando recebem visitas de outras sociedades não é fácil se adaptar à tecnologia.
Acredito que isso aconteça porque em seu planeta há tanta variedade que as coisas precisam de ser simplificadas. Em outros mundos, a variedade precisa ser acrescentada, e dessa forma alguns outros mundos só complicarão as coisas para criar variedade, não apenas para confundir as vidas das pessoas. Aqui vocês têm tanto que têm de simplificar as coisas e fabricar pilhas que podem ser instaladas sem sequer olhá-las, pois os pólos são diferentes ao tato.
Você visitou outros planetas? Em seu planeta vocês fazem viagens espaciais a outras partes de Órion?
Nossa gente viaja, sim. Não é meu trabalho, mas sim, onde quer que sociedades estejam envolvidas com crianças, desenvolvendo práticas educacionais ou transmitindo sua filosofia às crianças. Isso é algo que fazemos. Onde quer que vá, nossa gente está muito envolvida com crianças, e somos consultores nesses assuntos em nossa galáxia. Também somos a ligação dessas coisas com outras galáxias que têm seu próprio pessoal trabalhando nisso, mas somos a ligação de nossa galáxia, caso haja conferências intergalácticas, que freqüentemente tratam de uma coisa ou outra.
Então adquiriremos muita sabedoria quando você voltar e passar a dar palestras sobre crianças, certo?
Sim, irei diretamente à ONU, porque mesmo hoje, em seus primórdios, percebe-se que essa organização é o sinal mais promissor da unidade mundial em seu planeta e o corpo administrativo mais benevolente disponível. A ONU foi idealizada, não foi, para apoiar a humanidade como puder? Não foi idealizada para controlar. Posso acrescentar que observei que quando a ONU tem de sair em missão militar, o faz de forma amena e com o menor impacto possível. "Exército" não é um termo com o qual a ONU sente-se à vontade. Ela intervém militarmente, mas não o faz com prazer.
Isso não significa que não haja nada errado com suas sociedades, nem com seus militares. Em última análise, contudo, seus militares estarão mais envolvidos em aventuras, viagens espaciais e até mesmo viagens no espaço interior, que requererão alterações moleculares na consciência e forma do corpo para permitir, por exemplo, o trânsito de um astronauta do espaço interior. Esse astronauta ficaria, talvez, do tamanho de um átomo, a seguir seria injetado numa massa de material que vocês achem interessante, tais como óleo, pedra ou alguma forma de mineral, para interagir, enquanto viaja pelos espaços dos átomos, de modo a descobrir a composição e função de diferentes materiais, aumentando a comunicação entre seres humanos e materiais, mas também descobrindo maneiras mais eficientes de usar os materiais.
Neste momento, vocês estão utilizando luz solar para produzir eletricidade de forma limitada. Quando vocês aprenderem a interagir com o nível atômico da luz solar, serão capazes de convertê-la na energia de que precisarem para atender todas as suas necessidades energéticas — aquecimento e resfriamento, transporte e assim por diante.
E isso será feito entrando-se nos átomos da luz solar?
A exploração do espaço interior é considerada uma ferramenta valiosa. Algumas destas tecnologias serão concedidas a vocês à medida que suas sociedades ultrapassarem comportamentos autodestrutivos passados, mas, ao mesmo tempo, vocês não receberão simplesmente essas ferramentas. Elas lhes serão dadas de modo que vocês as possam apreciar, mas vocês descobrirão as técnicas usadas pelos descobridores das aplicações. Desse modo, vocês serão instruídos, se o desejarem, sobre como isso é feito e por quê. Aprenderão técnicas de comunicação entre si mesmos e a consciência de materiais. Assim, vocês aprenderão a trabalhar com materiais de maneira benévola tanto para vocês, o povo, como para os materiais.
Por exemplo, há muitos materiais escassos que vocês gostariam de ter mais — tais como, cromo. Vocês o usam e gostariam de ter mais. Quando tiverem uma comunicação melhor com o cromo e aprenderem o que ele quer de vocês em termos de respeito, então poderão incentivá-lo a se mostrar mais. Essa capacidade também fica no nível de seu treinamento de criador, mas vocês não precisam esperar muito tempo por ela. Está em seu futuro não muito longínquo. Existem algumas crianças vivas hoje que estarão vivas na época da exploração do espaço interior.
Então você está ciente do propósito da Raça Exploradora?
Oh, sim. A razão por que digo sim é que, para além deste planeta, praticamente todos estão cientes desse propósito. Sabe-se que vocês não estão tão conscientes dele para que não se sintam forçados pelo que estão fazendo, para que tudo aconteça em seu próprio ciclo natural.
Então, lá estava você em seu planeta, fazendo seu trabalho, amando sua vida. Tem mãe e pai, irmãos e irmãs, amigos e tudo mais?
Sim, mas ainda não tenho, como dizem vocês, esposa e filhos. Foi por isso que eu estava disponível para ser designado para tal tarefa.
Qual o processo usado para fazê-lo parecer humano? Cosméticos ou cirurgia?
Nenhum dos dois. Não temos esta capacidade. Durante muito tempo, nossas sociedades discutiram nosso pesar pelo fato de esta cultura antiga ter tentado influenciar sua cultura num grau negativo, externando seu desejo de que isso não tivesse acontecido. Disseram-nos porém, que isso foi necessário à sua evolução ao longo de seu ciclo de crescimento. Mas quando somos identificados com algo, embora o que fizeram nada tivesse a ver conosco em nossa sociedade — eles eram de nossa galáxia, então nos sentíamos constrangidos em relação a isso.
Durante muito tempo, acalentamos o desejo de endireitar a situação, então nossos professores acabaram por dizer: "Chegou a hora. Vocês podem estudar isto, e logo que o estudo for concluído, vocês podem oferecer conselhos. Mas não podem endireitar as coisas. Podem apenas oferecer conselhos." É o que farei algum dia na ONU.
Nós dissemos: "Gostaríamos de fazer isto, mas como podemos ir para lá com as pessoas tendo a aparência que têm agora? Elas ficarão perturbadas com nossa aparência, embora não sejamos tão diferentes de vocês. Somos diferentes o bastante para sermos considerados no mínimo "estranhos."
Nossos professores disseram: "Escolheremos um entre vocês e transformaremos o corpo físico da pessoa, introduzindo-o num ciclo da Terra temporário. Criaremos, não um nascimento por meio de um ser humano, e sim o que pessoas da Terra considerariam um enjeitado." Então, sou considerado um órfão. Fui criado, durante os primeiros anos, como órfão num orfanato. Embora tivesse uns duzentos anos de idade, passei minha infância na Terra. De que outra forma poderia entender as crianças daqui? Então, posso traçar minha herança, na Terra, até um orfanato, sabem? Desse modo, foi possível me fazer passar por uma pessoa da Terra.
Você veio para cá quando criança e foi trazido para cá neste mecanismo que vai levá-lo para casa?
Sim. Como no livros de história, fui deixado na entrada de um orfanato, parecendo um bebê.
Como se sentia? Estava totalmente consciente e sabia quem você era? Deve ter sido uma experiência incrível!
Foi muito estranho. As crianças de nosso planeta têm mais contato telepático com os pais, então suas necessidades são facilmente atendidas. Mas aqui, onde, na maioria de suas sociedades, o contato telepático é desencorajado, fico espantado por tantas crianças sobreviverem como sobrevivem. Certamente, aprende-se muito depressa que a oportunidade de comunicação com os pais é no mínimo limitada. Como, por necessidade, não fui criado com pais, de forma que não houvesse manipulação com uma mulher e um homem, não desejávamos perturbar uma família natural. Mesmo assim, com os adultos com os quais fui criado (acabei indo para uma casa de adoção e então fui adotado e assim por diante) a comunicação era difícil. Pude observar outras crianças e, passar eu próprio por aquele ciclo, foi muito estranho. Tenho extrema admiração pelas crianças e pais da Terra conseguirem se dar bem como se dão com tais comunicações limitadas.
Então você era telepático e sabia o que eles estavam pensando, mas eles não sabiam o que você estava pensando?
Não, não, você não entendeu. A telepatia, do modo como a praticamos, é a capacidade de permitir que outras pessoas saibam o que se está pensando, não de saber o que elas estão pensando quando não estão pensando para você. A telepatia é, estou lhe enviando uma mensagem...
Então, é uma comunicação...
...Sim, é uma comunicação. Quando você está me enviando uma mensagem, eu a entendo, mas não é saber o que todo mundo está pensando o tempo todo. Isso não é bom.
...Seu corpo foi transformado no corpo que está agora aqui, ou sua alma entrou num corpo que já estava aqui?
Meu corpo foi transformado no corpo da criança. Nenhuma criança foi tocada aqui.
Como você disse, sua composição molecular total foi alterada para atravessar este ciclo da Terra?
Sim. Não temos essa capacidade, mas nossos professores sim.
Quem eram seus professores?
Nossos professores estão principalmente na sétima e nona dimensões. Eles têm capacidade de interagir com todos os materiais de forma mutuamente benéfica e cooperativa. Ensinam-nos estas coisas, e acho que seus astronautas do espaço interior terão essas grandes aventuras no futuro porque nós aprendemos a interagir. Algumas destas coisas são compreendidas por seu xamãs e místicos aqui na Terra, mas nossos professores nos ensinam isto regularmente, e esperamos compartilhar esse conhecimento também com seus povos.
Agora me conte a história dos seres negativos que vieram para cá, o que fizeram. Trata-se de uma parte de nossa história sobre a qual não sabemos muito.
Não posso dizer muito sobre isso, porque, mesmo atualmente, nossa sociedade e nossa gente não apresentam capacidade de experimentar muita autodestruição. Mesmo em meu ciclo aqui, na Terra, não assisto a programas de entretenimento violentos. De humor sim, mas não de violência. Acho desagradável.
O que sei é o que vocês chamariam de história incompleta. Sei que vieram para cá. Sei que tentaram influenciar vários governos mundiais: Inglaterra, França, Estados Unidos, Rússia, Polônia e alguns outros, e algum país na África. Acho que Rodésia. Infelizmente, houve certa influência malévola; o branco e as sociedades de gente nativa teriam se unido muito mais rápido do que se uniram, se não fosse por essa manipulação. Embora pareça que os povos nativos foram os que mais sofreram, no final das contas, os povos brancos sofreram mais, porque foram incapazes de assimilar a cultura benevolente dos povos nativos — só agora isso está realmente passando a acontecer. A expressão "cultura benevolente" se refere ao modo como os pais interagem com os filhos e os filhos com os pais. Durante muito tempo, a sociedade branca levou desvantagem nessas manifestações benevolentes.
Você sabe em que época vieram os orionianos malévolos?
Sim, começaram a vir por volta de 1910. Creio que não foram os principais, talvez sua parte menor não chegue a 10 por cento, responsáveis por induzir a Primeira Guerra Mundial.
Então, eles também se alinharam na época com o que chamamos governo secreto?
Sim. Mas a diferença entre eles e os integrantes do SGS é que estes seres, nossos antepassados (obviamente nem todos os nossos antepassados, na verdade mais o que vocês chamariam seita), não podiam ficar na superfície do planeta mais que — acho que era aproximadamente 100 horas — sem ser gradualmente alterados. Seriam afetados pelo Sol, sabem, então em geral tentavam ficar longe da luz solar. Não porque sua pele ficaria danificada, e sim porque num dos ciclos do Sol eles seriam filosoficamente transformados pela interação da luz solar com sua psique. Mesmo atualmente sua gente é afetada pela ação da luz solar em sua psique. Trata-se de um limite, como dizem vocês, um equilíbrio para às vezes impedi-los de se tornarem mais autodestrutivos.
Por exemplo, há gente em seu planeta que está sofrendo muito, como pessoas em prisões ou pessoas muito doentes. Na medida que essas pessoas conseguem experimentar luz solar, tornam-se menos autodestrutivas, sendo menos provável que acabem com suas vidas ou com as vidas de outros. O Sol tem uma capacidade fantástica de nutrir a vida neste planeta, mesmo durante tempos difíceis.
Então nossa gente, integrante dessa seita, tentou ficar longe da luz solar, mas em razão da natureza de seu trabalho, às vezes tinha de se expor à luz solar. Quando a exposição se aproximava de 97 horas, eles começavam a se transformar. Alguns se transformavam completamente, vagavam por aí e se juntavam a suas sociedades. A seita aprendera a se parecer com vocês. Uniam-se à sua sociedade e talvez se tornassem trabalhadores manuais. Esqueciam-se de quem eram, levando o que vocês chamam vidas invisíveis, tornando-se talvez trabalhadores em fazendas, por exemplo. Levavam vidas tranqüilas e se esqueceram de onde vieram. Como não se lembravam de uma infância na Terra, eles tinham muito pouco do que falar, mas estavam muito satisfeitos com uma vida simples. Alguns deles chegaram a abraçar uma religião, tornando-se monges. Muitos deles passaram a trabalhar em fazendas. Não se tornaram fazendeiros; não tinham capacidade para tal, mas se tornaram trabalhadores que faziam tarefas repetitivas simples.
Por que perdiam a inteligência?
O Sol os transformava. Lembrem-se, a sociedade deles era, pela própria natureza, autodestrutiva porque eles excluíram grande parte da beleza da cultura de Órion, o que para nós seria autodestrutivo. Eles desejavam usurpar e controlar suas sociedades e, ao fazê-lo, prejudicaram pessoas da Terra, se não diretamente, então indiretamente. Isso também é autodestrutivo. Mas quando expostos ao Sol, essa autodestruição não podia se sustentar.
E não havia muito mais lá.
Isso mesmo. Suas personalidades e intelecto estavam totalmente entrelaçados com essa tendência à autodestruição, e quando ela acabou era como se eles estivessem com amnésia. Mas conseguiam funcionar de modos simples.
Eles viajaram no tempo para chegar aqui porque vieram do passado de Órion, certo?
Sim, chegaram em veículos que essencialmente os largaram aqui. Os veículos não ficaram. Quando chegaram em 1910, entendam, não havia o tipo de Comando de Defesa Aérea que há hoje, e eles conseguiram aterrissar. E havia muito menos gente. Poderiam aterrissar em algum lugar completamente despercebidos e descarregar as pessoas.
Sabe quantas?
Milhares. Quando eram transformados pelo Sol, não apresentavam seus ciclos de vida normais, então viviam apenas o ciclo do ser humano da Terra e morriam, e acabou-se.
Que porcentagem deles se transformou?
Pelo menos 97 por cento. Em razão da natureza autodestrutiva de sua filosofia, alguns desses seres não tiveram uma duração normal de vida. Nasciam pessoas nessa seita, sabem, e não viviam mais do que, digamos, 100 anos terrestres. Alguns morriam em razão da natureza autodestrutiva da filosofia dessa seita e outros em conseqüência da necessidade de expor-se à luz do dia para fazer o que estavam fazendo. Depois de certo tempo [risos], eles se transformavam e ficavam vagando. Não houve qualquer tentativa de trazê-los de volta quando saíram a vagar, porque não haveria razão para fazê-lo. Uma vez que sofriam os efeitos da luz solar, ficavam vagando. Se estivessem no meio de um trabalho, então a seita enviava alguém para concluir o trabalho se possível. Com bastante freqüência trabalhos não eram terminados, então, vê-se que não era uma operação muito eficiente.
Mas qual era o motivo das pessoas que planejaram isto? Largaram-nos aqui em 1910, e então planejavam voltar e pegá-los? Ou planejavam reunir-se a eles ou o quê?
Elas esperavam influenciar sua sociedade para desenvolver armas de destruição em massa que não causariam impacto sobre o planeta (não ficavam atrás da bomba atômica), tais como gás venenoso ou armas radioativas, mas não armas explosivas, apenas armas que causassem a extinção de sua gente.Queriam colonizar o planeta. Exterminariam seu povo, mas não danificariam as coisas materiais.
Eles pensaram que aqueles poucos milhares fariam isso?
Acreditaram que conseguiriam.
No começou você falou sobre como eles causaram estragos no relacionamento entre pais e filhos. Como fizeram isso?
Uniram-se bem depressa com elementos da sociedade que vocês chamariam de criminosos. Também fizeram todo o possível para apoiar uma sociedade materialista voltada ao consumidor — não estou sugerindo que a sociedade consumidora dos Estados Unidos seja perniciosa‚ para torná-la mais gananciosa. Por exemplo, o Natal, em sua origem, estava associado exclusivamente à religião, a Cristo, tendo começado como uma forma de reunir a família para criar atividades solidárias familiares. Essa foi a origem da celebração do Natal. Eles eram muito influentes, lamento dizer, e conseguiram transformar o Natal em algo materialista — presentes, o que as pessoas querem, o que não querem. Eles se envolveram na festa.
Muitos deles tentaram influenciar (não quero dizer como, porque essas técnicas ainda estão disponíveis, e algumas pessoas estão tentando fazer essas coisas atualmente) o pessoal que trabalha com publicidade, políticos e pessoas famosas — não as próprias pessoas, não os próprios astros de cinema por exemplo, e sim as pessoas que estavam em contato com eles.
Então como isso funcionava? Na verdade, parece uma aventura incrível. Esses milhares de orionianos malévolos vieram de onde, da terceira dimensão?
Diria que sim.
Certo, são deixados aqui apenas com o que conseguem carregar?
Sim.
E são enviados aos quatro cantos da Terra, para diferentes países com idiomas diferentes, para trabalhar em ocupações diferentes — para demolir a estrutura planetária e dar cabo das pessoas?
Sim, semelhante a uma operação do serviço secreto — espiões e assim por diante, bem parecido!
Eles eram muito inteligentes?
Não eram tão inteligentes. Creio que não havia um QI acima de 135 entre eles.
Contudo, conseguiram entrar e produzir o tipo de destruição do qual você fala?
Vocês precisam se lembrar de que as pessoas não sabiam quem eram. Dispunham de algumas informações confidenciais. Eram capazes de dizer o que aconteceria no futuro, então conseguiam acumular riquezas que podiam, então, usar para subornar os outros. Era uma operação muito insidiosa. E eles dispunham de alguns instrumentos tecnológicos muito avançados em relação ao que se tinham naqueles dias, mas que hoje não seriam considerados avançados — ou talvez fossem considerados ficção científica questionável pelos padrões atuais.
Onde foram deixados, em lugares diferentes por todo o planeta?
Em lugares remotos, sim.
Então, alguns deles chegaram à Cidade de Nova York e outros chegaram....
Na Cidade de Nova York não. Precisavam ser lugares que tivessem espaços bem abertos onde...
Sei, mas alguns deles acabaram chegando à Cidade de Nova York.
Oh sim, Nova York, Washington — locais de poder — Moscou, Paris, Londres, Roma....
Que tipo de conhecimento futuro eles tinham? Nas viagens pelo tempo eles teriam podido ir para o futuro?
Tinham conhecimento do futuro que tentavam criar. Lembrem-se, os futuros são flexíveis, especialmente aqui, onde vocês estão mudando de época. Vocês alteram seu futuro e mesmo seu passado, até certo ponto. Eles estavam tentando construir um futuro que não existia para o povo da Terra. Então, eles tentaram, trabalhando como um único ser, criar um futuro segundo sua própria visão que por fim conduziria à destruição do gênero humano.
Eles dispunham de muitos detalhes sobre esse futuro, então incentivavam guerras, corrupção, qualquer coisa do gênero. Tentavam encorajar o colapso da família de qualquer forma possível. Incentivavam o alcoolismo — não que as pessoas não façam isso por conta própria, mas eles o incentivavam. Não estou dizendo que tomar vinho seja uma coisa ruim, mas eles encorajavam as pessoas a se excederem. Não são os únicos seres a serem culpados pelas coisas, mas eles observavam os "maus hábitos" da gente da Terra e tentavam exacerbar a situação a seu mais alto grau.
Por exemplo, um deles ia andando pela estrada de uma fazenda e um amigável fazendeiro ou trabalhador braçal de fazenda dizia: "Oh, este vizinho continua deixando o gado dele derrubar nossa cerca" e assim por diante. Fariam o que fosse preciso; parariam mesmo que estivessem numa missão, indo de um lugar para outro, para tentar criar uma situação e torná-la o pior possível. E quando ficava tão ruim que se desenrolava por si própria e se criavam ressentimentos de um lado e de outro, eles continuavam seu caminho.
Alguma vez um deles apareceu nas notícias? Já ouvimos falar sobre eles nos jornais?
Como todas as agências de espionagem sabem, os melhores espiões são aqueles que não são conhecidos. Nunca apareceram nas notícias, embora eu deva fazer uma exceção. Quando eles se transformavam, ocasionalmente, um deles, aturdido, poderia ser atropelado por um trem ou coisa parecida. Seria algo nesta linha: "pessoa desconhecida atingida por trem." Mas a não ser nesses casos, não, tomavam muito cuidado para nunca se tornarem de qualquer forma conhecidos. Como qualquer organização de espionagem sabe, essas são as operações mais bem-sucedidas.
Então 3 por cento não se transformaram? Ainda estão aqui ou morreram?
Morreram ao cabo de um ciclo natural.
Nada restou desse grupo.
Já não estão aqui; apenas seu legado permanece aqui. Enviaram-me para cá para estudar esse legado, em meu campo de especialização. Então, terei a oportunidade de voltar depois e trabalhar com pessoas da ONU, ajudando (de minha perspectiva) a endireitar a situação.
Então, entre três e meio e cinco anos a contar de agora, você terá uma tecnologia que o levará para casa. Então eles vão...
Não a tenho, mas será colocada à disposição de vocês.
Então você terá férias e eles reestruturarão seu corpo. Então você vai voltar?
Terei uma folga, não muito tempo, e reestruturei meu corpo, ficando totalmente diferente. Então se criará outra forma de entrar em contato com as pessoas na ONU.
Oh, outra forma?
Não direi como.
Você se casou aqui?
Oh, não, não seria conveniente. Não seria justo, seria? Não posso levar uma família da Terra comigo.
Você pode ter relacionamentos?
Tenho amigos. Tento não desenvolver relacionamentos íntimos para que ninguém fique magoado, mas tenho amigos, saio, faço coisas e me divirto. Quando afinal voltar para casa, começarei minha família, mas pelos nossos padrões ainda sou jovem. Há bastante tempo.
Você vai ter histórias para contar nos próximos milhares de anos.
Bem, talvez tenha algumas histórias inacreditáveis.
Qual é seu nível de capacidade telepática? Está aqui para aprender o máximo que puder sem invadir a privacidade de ninguém, mas você pode...
Às vezes, quando as pessoas têm pensamentos — vocês sabem, quando se está desesperadamente infeliz, sem rezar, apenas pensando: "Ninguém pode me ajudar?" Eu poderia fazer uma oração pela pessoa. Às vezes consigo escutar o pensamento. Não o faço caso seja um pensamento particular, mas se tratar-se de um pensamento buscando de ajuda que for, na minha compreensão de seu ser total, na verdade um grito pedindo ajuda a seus guias e professores e for considerado aceitável pelos padrões e ética de minha sociedade, sou capaz de ouvi-lo e entender melhor as dificuldades e desafios da pessoa. Na Terra, o maior desafio agora é sua falta de comunicação. Vocês têm as habilidades para fazer o que nós fazemos telepaticamente. Elas apenas foram esquecidas, mas podem ser aprendidas rapidamente. É mais fácil ensinar a uma criança estas técnicas benevolentes de comunicação telepática do que ensinar suas crianças a usar seu primeiro computador rudimentar. Não é difícil.
Verdade? Isso faz parte do que você trará na volta para falar na Terra?
Oh, sim. Falarei sobre sociedades, famílias, estruturas e sobre coisas destinadas ao desenvolvimento das famílias, crianças e de todos os governos. Em seu mundo, a ONU é muito famosa por ocupar-se dessas coisas. Ela se interessa por isso. Chega a ter departamentos inteiros de sua estrutura dedicados ao assunto.
Qual idade você tinha quando o deixaram aqui? Seria um bebê de seis meses de idade?
Não, vocês considerariam duas semanas. Sim, pequeno. Um integrante de meu povo simplesmente esgueirou-se de manhã cedo, e me depositou num local afastado num orfanato, afastado o bastante para oferecer segurança, mas visível o suficiente para que a pessoa encarregada do turno noturno, ao sair, me visse.
E na época você estava ciente de sua missão?
Oh, sim. Mas ainda assim podia praticar esportes quando estava crescendo. Podia ter consciência de minha missão e ainda assim jogar beisebol.
E você foi para a faculdade?
Sim, claro.
E agora você viaja, como parte de seu trabalho?
Agora viajo a trabalho, sim.
Que na verdade parece uma aventura.
Tem sido divertido. Mas há épocas em que é difícil.
Fale mais sobre isso.
É difícil ver as pessoas sofrendo. Sei que suas almas não são permanentemente machucadas pelo sofrimento, mas mesmo assim é penoso ver. Fui a partes do mundo onde muitas pessoas sofreram tanto, e é duro.
Agora você está na casa dos 50 anos mais ou menos?
Não direi. Já falei bastante. O campo poderia se estreitar consideravelmente em razão do que eu disse até agora, mas se houvesse perigo de eu ser descoberto, seria imediatamente mandado de volta. Minha missão é considerada tão importante que existe o que eu chamaria de rede de segurança para mim. Essa é outra razão por que não me envolvo muito com as pessoas. Não quero deixar ninguém muito triste quando eu não estiver mais aqui.
Você é tão sensível.
É importante pensar nessas coisas, porque as pessoas têm sentimentos, e mesmo homens ou mulheres podem se tornar tão bons amigos que sentiriam terrivelmente a falta do amigo. Então, não me torno grande amigo de ninguém para que minha ausência não seja uma grande tragédia.
E você nunca falou por intermédio de outro ser humano como agora?
Nunca.
O que acha disso?
É interessante. Parece um telefonema.
[Risos.] Que analogia! Você não está tão consciente do corpo dele, então, apenas da capacidade de se comunicar?
Sim. E sei quando se torna incômodo, embora o ser Zoosh seja o principal responsável pelo conforto dele em tais circunstâncias.
Sim, ele toma conta dele. De que época passada estamos falando, em relação a essa seita malévola de Órion que veio para a Terra? Embora nossos anos não tenham relação com seu sistema, use anos terrestres. Foi há cem mil anos, um milhão de anos, dois mil anos? Que tipo de estrutura de tempo?
Para simplificar, diria que a seita realmente existiu durante apenas duzentos anos, em tempo comparativo. A seita surgiu porque seus membros fundadores descobriram que a Terra, como vocês a experienciam atualmente, ficava originalmente no sistema estelar de Sírius. Quando descobriram isso, esses cinco membros fundadores originais decidiram que nunca seriam felizes em Órion porque sua seita era apenas tolerada. Mesmo na época, quando era pequeno, cinco integrantes, o grupo era considerado um grupo político extremista pelos seus padrões. Grupos políticos extremistas também não são bem tolerados na Terra, mesmo com a variedade existente aqui. Então, eles basicamente foram aconselhados a se dispersar, partir, emigrar.
A cultura de Órion disse: "Dispersem-se ou emigrem," então eles disseram: "Vamos emigrar." Eles desenvolveram uma filosofia de posse em relação à Terra e decidiram: "Faremos da Terra o nosso lar, e no caminho pegaremos nossas mulheres e famílias e reuniremos quaisquer outros seres que pareçam favoráveis à nossa filosofia. No caminho teremos mais filhos e assim por diante (não quero mencionar todas as maneiras pelas quais eles reuniram os membros). O principal é que quando chegaram aqui havia dois mil membros.
Mas o que aconteceu aos que os deixaram aqui? Para onde foram?
Parecia mais um serviço de transporte pago. Eles continuaram com o negócio. Tratava-se de um empreendimento comercial conduzido por quem os deixou aqui.
Não foram os líderes que deixaram as pessoas, e sim todos eles vieram, inclusive os líderes?
Todo mundo. Era ou dispersar ou emigrar, então todos os integrantes dessa seita emigraram. Há cerca de 1.500 anos a emigração teve início e levou certo tempo para chegar aqui — cerca de 1.200 anos — mas eles não aterrissaram imediatamente. Passaram-se várias gerações e os membros fundadores não estavam vivos quando o veículo chegou aqui.
Então, eles não viajaram no tempo?
Não viajaram no tempo.
Não tinham esse tipo de tecnologia?
Não. Ninguém que dispusesse desse tipo de tecnologia cogitaria levar seres malévolos a um lugar benigno ou pelo menos a um lugar como este para executar um trabalho malévolo. Uma empresa comercial os levou.
Zoosh, num dos livros da Raça Exploradora, diz que há mais de 300 mil anos os seres de Órion chegaram com a idéia de controlar. Isso está acontecendo há muito tempo?
Você terá de perguntar a Zoosh. Estou a par apenas do que estou mencionando.
Então, para se distrair e se divertir você faz o que os seres humanos fazem? Escuta música...
Sim, vou a concertos, vou dançar, gosto de boliche e gosto de ir a jogos de beisebol e às vezes a jogos de basquetebol. Faço o que pessoas da Terra fazem. Saio para comer. Gosto de espaguete. Gosto muito de comida italiana. Tenho um grande círculo de amigos nos lugares que freqüento. Sou membro de uma igreja. Às vezes saio com meu grupo da igreja.
Isso é maravilhoso! Então, são essas recordações que você levará de volta. É incrível, não é?
Sim, acho que sim [risos].
Você teve oportunidade de observar os seres humanos, então o que gostaria de lhes dizer?
Apenas o seguinte. Neste momento, na Terra, vocês se deparam com muitos desafios, muitas distrações, muitas coisas, acontecimentos e circunstâncias que procuram arrebatar a atenção imediata de sua personalidade. Lembrem-se de que as coisas mais importantes são a busca e prática da paz, a busca e prática do amor e benevolência. Lembrem-se de que suas famílias são importantes. Se suas famílias não forem benevolentes com vocês, então, quando puderem, encontrem uma família que seja. Se não for uma mãe, o pai, irmãs e irmãos, então encontrem um grupo que seja benevolente com vocês e façam o possível para apoiar a benevolência nesse grupo.
Saibam que faz parte da natureza do ser humano da Terra ser amigável, carinhoso, feliz, alegre e ativo. São suas habilidades naturais, e caso uma pessoa não seja assim, não significa que é anormal. Provavelmente significa que a pessoa tem coisas que devem ser solucionadas e estimuladas. Pode-se ser estudioso e ainda assim natural, pode-se ter momentos sérios e ainda assim ser natural. Mas as pessoas que são sérias e até mesmo deprimidas têm mais a ver com os atributos infelizes de suas famílias e círculo de amigos. Façam o possível para serem felizes e estimular a felicidade nos outros da forma mais benevolente para si mesmos e eles, e vocês acabarão por conseguir reestruturar seu ciclo natural de características de personalidade