segunda-feira, junho 21, 2010

Habitos & Atitudes

Habitos & Atitudes

“…quando você entra em contato com o âmago de seu coração, uma das coisas mais benéficas que você pode pedir sinceramente é a força para fazer mudanças de atitude, e isso requer coragem …”

Nossas atitudes formam no cérebro circuitos neurais. Se costumamos manter uma certa atitude, nosso cérebro altera literalmente seus circuitos para facilitá-la. Em outras palavras o cérebro se acostuma a certas atitudes.

Muitas coisas que você julga ser “você” não passam de trilhas neurais que você criou ao assumir repetidas vezes determinadas atitudes. Poderíamos dizer que “estados” quando reforçados, produzem “características”. Quem você é, as coisas que você gosta e sua maneira de reagir foram embutidas em seu cérebro pelos seus hábitos. De certa maneira, essas características são “você” porque agora estão gravadas no seu cérebro (caráter = do grego charaxa, gravar); mas elas não precisavam ser e nem continuar sendo assim.

É por isso que quando você, de fato, entra em contato com o âmago de seu coração, uma das coisas mais benéficas que você pode pedir sinceramente é a força para fazer mudanças de atitude. Isso requer coragem porque as mudanças maduras de atitude nos levam às vezes numa direção que a mente não quer seguir.
Esta foi programada para manter certas atitudes e modo de conceber as coisas que não quer abandonar, mesmo que você intuitivamente perceba que não são boas para você. E a mente, desconhecendo o que vem pela frente se seguir o coração tem medo dos riscos. Por isso é às vezes tão difícil aprender a seguir o coração.

Em algumas vezes as soluções dos problemas estão bem as nossa frente, mas elas são afastadas da visão por pensamentos negativos que geram sentimentos que reforçam velhas atitudes. Se não estivermos dispostos a pagar o preço das mudanças, bloquearemos nossas soluções e clareza potenciais.

Pagar o preço significa enfrentar os riscos. O risco é algo simplesmente mecânico - não existe qualquer inteligência por trás, apenas certo número de fatores que dão origem a determinado resultado. Você pode transcender os riscos por saber que uma inteligência infinita atua nas dimensões ocultas de sua vida. No nível dessa inteligência, suas escolhas sempre recebem apoio. Claro que riscos podem ser importantes, mas não são decisivos. Pessoas capazes de avaliar suas escolhas em um nível mais profundo de consciência estão se alinhando com a inteligência infinita, tendo portanto maior oportunidade de alcançar sucesso do que aquelas que permanecem analisando grande quantidade de informações.

Muitas vezes as pessoas resistem à mudança de atitudes porque querem preservar o direito da lógica e do amuo da mente. Elas sentem ser justificado seu ponto de vista restrito e ficam amuadas quando perturbadas, recusando-se a renunciar e abrir mão dos princípios, de suas crenças, cristalizando atitudes que impedem o que é melhor para o fluxo saudável de sua própria vida e dos outros.

Tornar-se observador de si mesmo permite que você possa ir direto ao ponto, construindo novos pensamentos, sentimentos e atitudes que mostrem um panorama mais amplo que vai além do amuo e do apego a emoções e inseguranças ineficientes. O importante é manter o compromisso de retirar a importância relativa das coisas para reduzir seus resgate emocional reforçando a consciência da impermanência do mundo das formas, e o segredo para isso é permanecer no tempo presente - desapego a resultados futuros e liberação (perdão) do passado.

(adaptação livre sobre palavras de Deepak Chopra)

Ser Zen

Ser Zen

Zen é um método, uma atitude, uma filosofia de vida. Ser Zen é adoptar uma atitude mental de "não sei", sempre e sobre tudo.

Em tudo que se faz na vida, em todos os lugares, em todos os momentos, pode se adoptar uma atitude Zen de não esperar nada e estar preparado para tudo. Aceitando a vida como ela é, sem fantasias ou ilusões.

O segredo do Zen é fazer uma coisa de cada vez, e fazê-la bem, com plena consciência. Se estiver a dormir então durma, se estiver a correr então corra, se estiver a escrever então escreva... ou seja, coloque a sua mente e seu corpo inteiramente naquilo que estiver a fazer, concentrando-se sempre no aqui e no agora.

Assim o Zen revela-se como a arte de fazer sem fazer, de fazer com que as coisas se façam a si próprias. Através da meditação, onde se alcança um estado de perfeita limpeza dos pensamentos e abandono total de corpo, o próprio sujeito desaparece e o Caminho manifesta-se em toda a sua plenitude...

Seja Zen, sempre e em tudo o que faz, diz, pensa, sente…aqui e agora.

Meditação

Meditação

Meditar combate o estresse e a ansiedade, melhora a criatividade e retarda o envelhecimento – entre outras coisas.
Meditar dá energia porque ajuda na recomposição do sistema nervoso.O estado meditativo pode proporcionar mais vigor que o sono, pois quando dormimos não estamos livres das emoções, presentes nos sonhos. Na meditação isso não acontece- o objetivo é manter o cérebro alerta e vazio de pensamentos.Depois de 20 minutos de prática, o metabolismo do corpo começa a trabalhar de forma lenta – um estado que leva seis horas de sono para ser atingido.
Claro que a prática não cura todos os males, mas é um método que equilibra o ser humano, unindo corpo, mente e espírito.
Aquietar a mente é a palavra-chave desse processo porque meditar não é a ausência de pensamento. Meditar é o processo de experimentar a redução, o silenciamento da actividade mental.
Para atingir esse ponto há milhares de técnicas. Essas técnicas podem ou não ser ligadas a tradições religiosas, assim como podem ou não eleger formas de facilitar o treino da mente, usando como âncora a respiração, um mudra (gesto), uma mandala (imagem), ou um mantra (som).
Não devemos ter nenhuma expectativa durante a meditação. As mudanças geradas irão se revelar no dia-a-dia, mas esses benefício não são imediatos, começando a aparecer depois de seis meses.. Essas mudanças são os efeitos práticos da meditação no corpo e na psique.
A meditação tem o efeito oposto do stresse no organismo pois ela vai desacelerar o metabolismo, diminuir a pressão arterial, a tensão muscular e o ritmo respiratório entre outras coisas.
O combate ao estresse é um dos efeitos mais estudados na meditação. Mas há outros, já comprovados em pesquisas em universidades americanas, como Harvard. Meditar auxilia no tratamento de enxaqueca, insônia, tensão pré-menstrual, arritmias cardíacas, problemas circulatórios e de hipertensão. A prática também estimula o sistema imunológico.
Os benefícios psíquicos também são muitos: melhora a autoconsciência, a perspicácia, a criatividade e a disciplina. Além disso, aumenta a sensação de bem-estar (porque provoca a liberação de serotonina, neurotransmissor que acalma e provoca a sensação de prazer) e retarda o envelhecimento ( porque estimula o DHEA, hormonio associado à juventude).
Estudos feitos com praticantes de meditação transcendental ( MT) conseguem desenvolver uma diferença de até 15 anos entre a idade cronológica e a biológica. Os testes foram feitos com pessoas que começaram a praticar a MT após os 45 anos de idade. Após cinco anos de meditações regulares, essas pessoas eram submetidas a um novo check up, que revelava uma diferença incrível na saúde.
Nada disso é mágica. A melhora da saúde é consequência de alterações químicas e fisiológicas que a prática da meditação estimula.
Existem diferentes tipos de meditação. A transcendental se caracteriza por ter embasamento científico e não ter vínculo com religião ou filosofia de vida. Mas existem outras formas de encarar o mesmo método. A técnica em si e seus benefícios não variam muito, o que muda é a postura que o praticante assume.
A meditação transcendental deve ser praticada diariamente em dois períodos, ao acordar e após o trabalho. Cada meditação dura de 15 a 20 minutos, e pode ser feita em qualquer lugar. Para desfrutar dos benefícios da meditação não é preciso muito esforço, apenas disciplina.
Algumas pessoas sentem necessidade de se aprofundar mais, passando a praticar junto coisas como a ioga, por exemplo.
O budismo tibetano desenvolve a técnica da meditação baseada em filosofia. Mesmo dentro da meditação tibetana existem linhas diferentes.. Pode-se praticar a analítica, na qual analisamos tópicos filosóficos e vemos como aplica-los na vida, ou a não-analítica, que busca apenas acalmar a mente.
Fontes: Revista Exame
Jornal do Brasil